Projeto previsto para a Quinta do Contador não cumpre as restrições impostas pela legislação em vigor Sem qualquer processo aprovado conhecido, o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), anunciou a construção de habitação a custos controlados na Quinta do Contador — num terreno inserido na Reserva Ecológica Nacional (REN), onde, por lei, não são permitidas operações urbanísticas desta natureza. O alegado empreendimento habitacional tem promessa de início de obra para breve, financiada por fundos do Estado ou do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que causou perplexidade entre técnicos, juristas e partidos da oposição. Anunciar um…
Autor: Margarida Magalhães
Depois de mais de dois anos sem pagarem qualquer renda e de ameaças feitas a funcionários da autarquia, a câmara municipal de Tomar decidiu finalmente avançar com o despejo de duas famílias de etnia cigana que ocupam habitações sociais. A decisão surge em pleno período eleitoral, levantando sérias suspeitas sobre o caráter populista e oportunista da medida, pois a vereadora Filipa Fernandes (PS) afirmou já ter uma solução para realojamento daquelas famílias, ou seja, vão ser retirados daquelas casas, mas a autarquia vai colocá-las noutras. Durante 27 meses, estas famílias usufruíram de um bem público sem qualquer contrapartida, enquanto muitas outras — igualmente carenciadas, mas cumpridoras —…
Começo por reproduzir um comentário à minha crónica da visita da senhora ministra da cultura ao Convento de Cristo, publicado no Tomar na Rede cinco dias após a referida crónica: A.Samora Esta “senhora”, Margarida Magalhães, “recentemente aparecida” neste espaço de opinião revela-se, logo à partida muito activa mesmo. Não tem mal. Até se pode considerar bom que isto anime e que, da diversidade de opiniões possa surgir algo de construtivo. Só é pena não ser o caso. Mas é toda esta hiperactividade súbita e, sobretudo, o facto de falar, falar, falar e nada acrescentar que não seja o dejá vu…
Até parecia o início da Marselhesa (o hino nacional francês, para quem ainda não sabia): Às armas cidadãos!!! A semana passada, quase todos os que em Tomar costumam escrever gratuitamente para publicação, se insurgiram galhardamente para defender a Festa grande. Houve mesmo quem avançasse com a necessidade imperiosa e urgente de processar judicialmente os autores da ofensa. E quem conseguisse arranjar matéria já amplamente conhecida para ocupar toda uma página do semanário decano local. A velha e errada ideia de que quanto maior, melhor e mais importante. Tanto alarido por tão pouca coisa. Uma entidade privada, que leva a efeito…
É corrente dizer-se que somos um povo de marinheiros, para justificar seja o que for e o seu oposto. Sucede, contudo, que não somos descendentes dos navegadores, mas sim dos que cá ficaram. Quase sempre por falta de coragem para embarcarem. Donde a aversão mal camuflada dos tomarenses para com os conterrâneos viajados que, sabendo outras coisas, (o tal saber de experiência feito), pensam de outra forma. Refiro-me a todos aqueles que realmente já navegaram bastante. Tanto em sentido próprio como figurado. Mas o passado mostra que, havendo opção, os partidos locais preferem sempre um tomarense simplório convencional, a outro tomarense…
Foi habitual nos tempos da monarquia, manteve-se durante a primeira República e perdurou até ao 25 de Abril. Antes ou durante uma visita do rei, do presidente, ou de algum ministro, havia sempre tempo para que a população pudesse expor as suas eventuais queixas ou reivindicações. Anunciava-se a data da visita, antes devidamente preparada, quase sempre com a vinda de um alto funcionário, tendo por missão auscultar, e só depois estabelecer o respectivo programa. Constata-se agora, 46 anos após o 25 de Abril, que tais bons hábitos lamentavelmente se perderam. Ao que se diz já de saída do governo, a…
Uma desgraça nunca vem só. Eis uma frase popular inquestionável. Aplicada ao caso tomarense pode resumir-se assim: 1 – Os autarcas que temos tido, e os que temos, não eram nem são os mais indicados para fazer frente à grave decadência da cidade e do concelho. É o que mostra a realidade quotidiana. Só os eleitores/militantes mais ferrenhos e os abancados à vota da gamela é que ainda não admitem o desastre. 2 – Os autarcas não têm sabido estar à altura das funções para que foram eleitos, basicamente porque são tomarenses. Desde o 25 de Abril, os dois eleitos que mais…
Escrevi no texto anterior que é imperativo e urgente realizar um debate sobre a Festa dos tabuleiros, acrescentando que seria o tema do escrito seguinte. Resolvi depois, já após a sua publicação, acrescentar uma adenda com o adiamento sem data desse prometido artigo. Tudo isto porque, (suponho que como qualquer outro cidadão responsável e lido, excepto os eleitos tomarenses), tenho dúvidas, engano-me, sei que nem sempre a razão está do meu lado, procuro ouvir/ler e corrijo sempre que necessário. Foi quando ia começar a escrever a prometida prosa sobre “Para que serve a Festa grande? e qual o seu futuro?”,…
Desta vez a Câmara acertou, o que se regista com satisfação. E até se aplaude. Porque aqui nunca houve, nem haverá, questões pessoais. Apenas e só crítica política fundamentada. E isenta, tanto quanto possível, já que errar é humano. Na controversa questão da candidatura anónima e clandestina da Festa dos tabuleiros ao concurso popularucho das 7 Maravilhas, a autarquia emitiu um esclarecimento que merece concordância e apoio. Convém, ainda assim, acrescentar que a recusa camarária, desta vez em triunvirato com a Comissão da Festa e a Misericórdia, (o que parece denotar que o poder camarário começa a ter dúvidas e…
“A Câmara de Tomar vai mesmo avançar para a instalação de lonas e de nebulizadores no chamado centro histórico – em especial na Praça da República – uma forma de combater as elevadas temperaturas que ali se fazem sentir durante o Verão. O processo está, nesta altura, em “stand-by” devido à fase de pandemia em que nos encontramos, mas há já candidatura aprovada para que o Município possa avançar. ” Site da Rádio Hertz, 26/05/2020 Uma pessoa lê, relê e tem dificuldade em acreditar. Numa pobre cidade mal governada do interior, que se despovoa a olhos vistos, com uma série de…
