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Os “laranjas” locais acordaram finalmente???

Opinião

A inesperada notícia do encerramento da Escola Básica Infante D. Henrique já teve pelo menos um mérito. E dos grandes. Levou o PSD local a acusar a maioria socialista de autoritarismo. E até a crescentar que os seus vereadores não foram vistos nem achados no processo de tomada de decisão, o que lamentam.
Valha-nos Santo Ambrósio! Será que, de há seis anos para cá, tantos quantos leva a atual maioria rosa no poleiro municipal, alguma vez a oposição foi ouvida para o que quer que seja, exceto para o orçamento, por ser obrigatório? Mesmo no mandato anterior só ouviam o Bruno e o seguiam às vezes “porque precisão a quanto obrigas”.
E só agora é que se deram conta de que os eleitos socialistas se comportam e sempre se comportaram como soberanos absolutos no seu reino? Não se recordam que a presidente até já foi condenada judicialmente duas vezes, por não responder a um súbdito? Depois de seis anos em que apenas têm servido para preencher a mesa do executivo, terão finalmente acordado? Ou será apenas e só encenação, tendo em vista os próximos atos eleitorais?
Sim, porque aquilo que o PS tem andado a fazer nestes últimos seis anos é praticamente o mesmo que o PSD fez, a partir do momento em que o Paiva escolheu outra cadeira do poder, por ser mais rentável: enganar o pagode com festarolas e outros eventos similares.
A situação é de tal forma deprimente que, mesmo entre os costumeiros apoiantes socialistas, a posição dominante parece ser “esta maioria não vai longe, e está a arrastar-nos para a ruína, mas a oposição ainda é pior.”
É o fado nabantino, bem à moda antiga. Como as festarolas locais (excluindo Cem Soldos, valha-nos isso!)
                         Leitor identificado

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  1. Concordo inteiramente com o comentador. Em Tomar, desde a ida do Paiva para Coimbra, (mas continuou a habitar em Tomar, onde ainda mora), PS e PSD é tudo farinha do mesmo saco, em termos de execução política prática. Conforme dizia em tempos um conhecido líder operário “é boné branco e branco boné”.
    De resto, em tempos idos, até houve um Bonet presidente pelo PS, e pelo menos outro Bonet do PSD. Entretanto o do PS finou-se. Mas o PSD tem agora uma vereadora Bonet. Que, diga-se, se tem mostrado bem mais combativa que o antigo presidente seu homónimo e familiar. Razão para não desesperar, pois mostra que, mesmo no seio das dinastias locais, vai havendo alguma evolução. Lenta. Demasiado lenta, que o tempo não espera por nós.
    Mas é o que há por agora.
    E até dá frio na espinha, só de pensar que, nesta altura, tudo está já alinhado para termos em 2021 a Anabela do Centro de emprego, pelo PS, contra a Lurdes do Centro de emprego, pelo PSD. Num país e sobretudo numa terra de funcionários públicos (pior só no Vietnam, na China ou na Coreia do Norte) é natural que as disputas eleitorais sejam sempre, de algum modo, entre funcionários. Mas logo técnica de emprego contra técnica de emprego, numa terra em decadência, parece-me ser demasiado chocante. Além de péssimo para o PSD. E para os tomarenses em geral, já que sem verdadeira alternativa, vota-se no que há. E o que está geralmente ganha. Mesmo sendo menos que medíocre.

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