No distrito de Santarém a população estrangeira aumentou de 18.255 pessoas em 2021 para 52.260 em 2025, segundo o mais recente relatório da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo.
De 2024 para 2025 o número de imigrantes registou um ligeiro aumento, nada comparável com os aumentos nos anos anteriores. (ver tabela)
Desde 2015 que o número de estrangeiros no distrito não tem parado de aumentar. Por exemplo, entre 2022 e 2023, esse número aumentou cerca de 42 por cento, sendo os brasileiros a principal comunidade.
E estes números referem-se apenas aos cidadãos legalizados, sabendo-se que a nível nacional existem milhares de processos pendentes a aguardar regularização.
O relatório não revela os dados de todos os concelhos, apenas os com mais representação.
População estrangeira no distrito de Santarém
| Ano | Número de imigrantes |
| 2025 | 52.260 |
| 2024 | 50.329 |
| 2023 | 43.494 |
| 2022 | 30.713 |
| 2021 | 18 255 |
| 2020 | 16 378 |
| 2019 | 14 175 |
| 2018 | 11 606 |
| 2017 | 11 068 |
| 2016 | 11 008 |
| 2015 | 10 949 |
| 2014 | 11 692 |
| 2013 | 12 509 |
Fontes: SEF e AIMA
O Relatório está disponível aqui
Portugal com quase 1,6 milhões de estrangeiros residentes no final de 2025
AIMA refere que o aumento ligeiro, em comparação com anos anteriores, reflete a “estabilização das novas entradas em território nacional”.
Portugal tinha no final de 2025 um total de 1.585.854 cidadãos estrangeiros a residir no país, mais 38 mil que no ano anterior, anunciou, esta terça-feira, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
No “Relatório de Migrações e Asilo 2025”, esta terça-feira divulgado, a AIMA refere que o aumento ligeiro, em comparação com os anos anteriores, reflete a “estabilização das novas entradas em território nacional e a consolidação de uma comunidade estrangeira estruturalmente integrada na vida económica e social do país”.
“Durante o ano de 2025, a AIMA emitiu mais de 500.000 títulos de residência – com destaque para as concessões, com 337.880 títulos emitidos, e as renovações, com 189.331 títulos” e ao longo do ano, a agência “prosseguiu o trabalho de correção, validação e atualização estatística iniciado no ano anterior, assegurando maior precisão na caracterização da população estrangeira residente”, refere o relatório anual da AIMA.
“Tal como em anos anteriores, a data de emissão pode não coincidir com a data de entrada do cidadão no país, dada a complexidade e o volume dos processos em análise”, justifica a AIMA, que destacou ainda a “operação de atendimento e decisão administrativa sem precedentes na administração pública portuguesa”.
“No total, foram registados 671.273 agendamentos e realizados 605.890 atendimentos”, refere o relatório.
De acordo com o sumário executivo do documento, a Estrutura de Missão da AIMA, que foi criada para resolver pendências, “assegurou 409.799 agendamentos e 386.837 atendimentos, enquanto as Lojas AIMA realizaram 261.474 agendamentos e 219.053 atendimentos.
“Estes números demonstram a capacidade da AIMA para gerir elevados fluxos de procura, assegurando simultaneamente previsibilidade, qualidade e proximidade no atendimento aos cidadãos”, refere o relatório.
Já no que diz respeito aos refugiados, “registou-se em 2025 um decréscimo no número de novos pedidos, com 1.765 solicitações de proteção internacional”, apesar de não estar em vigor a manifestação de interesse, um recurso que permitia a estrangeiros requerer autorizações de residência, já em Portugal, algo que muitos requerentes de asilo recorriam.
No relatório, a AIMA diz ter assegurado “a tramitação integral dos processos, a emissão das autorizações de residência provisórias e a concessão dos respetivos estatutos de proteção, reafirmando o compromisso de Portugal com uma abordagem humanista, responsável e alinhada com as obrigações internacionais”.
Na apresentação do relatório, o presidente cessante da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, salientou que “o segundo semestre de 2024 e o início de 2025 representaram um período de enorme complexidade operacional, com a resolução de um volume histórico de processos pendentes que gerou um volume de atendimentos muito superior ao registado em anos anteriores”.
“O Relatório de Migrações e Asilo 2025 constitui um instrumento essencial para compreender a evolução dos fenómenos migratórios em Portugal e para reforçar a transparência e a confiança no serviço público”, escreveu Portugal Gaspar, salientando que o documento “reflete o compromisso da Agência com a prestação de um serviço público rigoroso, humanista e responsável”.
Em outubro do ano passado, a AIMA apresentou o relatório referente a 2024, concluindo que no final desse ano, estavam registados 1.543.697 cidadãos estrangeiros a residir em território nacional, o quádruplo desde 2017.
Para esse aumento contribuiu a figura da manifestação de interesse, que facilitou a regularização de estrangeiros, desde que tivessem contrato de trabalho e descontos.
SIC dedica reportagem especial a estrangeiros radicados na região

