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Comandante dos bombeiros de Tomar demite-se

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Carlos Gonçalves, comandante dos bombeiros de Tomar, pediu a exoneração do cargo na sexta feira, dia 27, decisão que foi aceite pela presidente da câmara.

É o culminar do mau ambiente e desmotivação que existia na corporação há bastante tempo e que motivou várias reuniões nos dias seguintes à demissão.

No sábado, Anabela Freitas reuniu com o comando a dar conta da situação, na segunda feira reuniu também com os chefes de serviço e depois com todos os bombeiros.

Entretanto já se sabe quem vai ocupar o lugar de comandante. Trata-se de Humberto Morgado (foto em baixo), natural de Abrantes e bombeiro profissional de Leiria com licenciatura e mestrado na área. Mas só deverá tomar posse no início de janeiro. Até lá os restantes elementos do comando mantêm-se em funções interinamente. O 2º comandante Vitor Tarana passa a ser comandante interino.

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10 comentários

  1. Sobre o comandante atual saiu com dignidade. Se havia mau ambiente não se agarrou ao lugar como é “normal” na paróquia. Nem alimentou polémicas quando o seu nome andou pela praça com acusações várias. Quanto ao novo comandante, que curiosamente teve que vir de Leiria, deseja-se bom comando. Em Tomar assim vamos andando com serviços a sair da cidade e dirigentes a entrar para o
    que resta. Uma dúvida: há licenciaturas e mestrados na área de ação de bombeiros?

    1. Há licenciaturas e mestrados para tudo. Portugal é o país dos doutores, devemos de ser o país do mundo com mais doutores e engenheiros e estamos cada vez mais pobres!!!!

      1. Está triplamente enganado, Helder. Não há licenciaturas e mestrados para tudo. Portugal não é o país dos doutores. Somos o país da UE com menor percentagem de formados pelo ensino superior, e está tudo dito.
        Tem razão num ponto. Somos o país da doutorice. Até simples licenciados se consideram e são tratados por doutores, graças ao bem conhecido DR aditado ao nome..
        Há depois um outro caso bem curioso. O dos antigos mestres de trabalhos manuais (no 2º/3º ciclo) e oficinais (secundário), grande parte dos quais nunca rompeu os fundilhos nos bancos universitários, mas que agora acrescentam, antes ou depois do nome, a sigla prof.
        O nosso presidente da Assembleia Municipal é um desses casos. E o ex-vereador CDU Rosa Dias, outro. Temos assim dois prof. bem diferentes: O prof. Marcelo Rebelo de Sousa e o prof. José Fortunato Pereira. Aquele é mesmo Professor doutor. Este fica-se por mestre de trabalhos manuais, promovido a prof. depois do 25 de Abril.

        1. Provavelmente o Rosa Dias foi ter formação superior em alguma escola superior de educação, eu conheço uma data de casos em que isso aconteceu, eram mestres e depois da formação triplicaram o ordenado!!!! E mesmo aqueles que estavam a dar aulas com o bacharelato foram tirar a licenciatura para ganharem mais. E os enfermeiros e os bancários também!!!! Para que é que um bancário tem mestrado? E o enfermeiro? O médico é que devia de ser o doutor(a).

          1. Num país pobre e em que ter dinheiro é pecado (talvez por se associar ter dinheiro a vigarice para com os outros ou para com o Estado- e exemplos não faltam), a ascensão social fazia-se pelo canudo e respetivo título. Foi/ é assim como Eça de Queiroz bem retratou. Verdade se diga que no Brasil é mais recambolesco (pode ser-se tratado por doutor sem nunca ter feito uma matrícula em Universidade) e no Portugal de hoje os melhores foram embora.

          2. Concordo com a 1ª parte da primeira frase do João Agulha, mas a hipótese de justificação não me convenceu, embora reconheça que pode constituir uma componente.
            Para aprofundar o tema, sugiro a leitura atenta de Max Weber “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. É anterior a 1920, mas vale muito a pena

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