A Fundição Tomarense, a mais antiga indústria siderúrgica de Tomar, fechou as suas portas no último dia de 2005. Dia 30 de dezembro foi o último dia de laboração.
Depois disso, a câmara chegou a acordo com o sócio gerente João Cotralha, entretanto falecido, e comprou todo o equipamento de fundição (fornos, moldes, ferramentas, etc) bem como o arquivo, património considerado “valiosíssimo” por ter mais de 100 anos e ser cobiçado por colecionadores.
O objetivo de criar ali um espaço museológico para fins pedagógicos e turísticos foi concretizado e, desde novembro de 2021, é um espaço visitável como “Núcleo Museológico da Fundição Tomarense”.
A Fundição Tomarense era considerada pelos especialistas como “um templo de arqueologia industrial”. Na fachada do edifício na Levada, uma placa indicava o nome da empresa (Adriano Cotralha e Filhos) e explicava o que ali se fazia: «Fundição de materiais ferrosos e não-ferrosos, fundição de ferro fundido cinzento até 2 t, bronze e alumínio».
Naquele espaço, “onde se poderia rodar um filme neo-realista”, como se escreveu numa revista do jornal “Expresso”, fabricava-se de tudo: de candeeiros, castiçais e gradeamentos até salamandras e tampas de esgoto.
Recorde-se que o edifício da fundição, todo o espaço dos Lagares d’El Rei, a moagem e a casa dos Cubos foram doados pelo Banco Espírito Santo à câmara em maio de 2000.
https://mediotejo.net/tomar-fundicao-tomarense-a-historia-da-ultima-industria-da-levada-contada-num-novo-espaco-de-memoria-c-audio/



