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Cidadã denuncia vendas agressivas na ACITOFEBA

Uma empresa que utiliza métodos de venda agressivos alugou a sala da ACITOFEBA – Associação de Comerciantes de Tomar para uma ação comercial depois de contactar os potenciais clientes por telefone.

Segundo um relato que nos chegou através de Ana Franqueira, os seus avós, na casa dos 80 anos, foram contactados pela referida empresa para assistir a uma palestra. Desprovidos de informação, o casal apresentou-se na palestra na qual lhes foi “impingido” uma plataforma vibratória no valor de 1.900 euros.

“Os mesmos informaram-me que fizeram exames durante a palestra e que a senhora que se intitulava de Drª Paula (não tinha nenhum comprovativo em como era médica) disse que os meus avós teriam resultados muito benéficos para a saúde com esta máquina”, relata a cidadã, indignada.

Ana Franqueira denuncia esta vendedora “pela má conduta e falta de profissionalismo”, porque “caso ela não tenha reparado, o meu avô tem uma prótese na perna e não pode utilizar a máquina”.

“Gostaria também de denunciar a tentativa de burla aos meus avós pois estes têm uma reforma de 500 euros para os dois, cerca de 250 euros para casa um”. E questiona-se: “como é que alguém que se intitula de médica, que estudou e teve acesso a universidades faz um erro deste género e ainda tentar levar os meus avós à pobreza extrema?”

Ana enviou também uma carta à direção da ACITOFEBA na qual manifesta a sua “muita tristeza e desânimo” que a leva a perder a confiança nesta associação. “Espero que vocês tomem uma atitude em relação este tipo de situações”, apela, a terminar.

Em resposta a ACITOFEBA argumenta que “não convidou ninguém para assistir a qualquer palestra relacionada com esse ou outro tema” e que se limitou a alugar uma sala à empresa “Conforto da Dor, Lda”, a qual pagou o aluguer da mesma, mediante apresentação de fatura emitida por esta Associação.

A ACITOFEBA pede ainda à queixosa alguns documentos e promete “discutir este assunto em reunião de Direção, lamentando o sucedido, apesar de não ter qualquer responsabilidade no mesmo.”

 

Escrita por Redação

Comentários

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    • Esta situação em concreto não é de todo isolada. Este tipo de burlas disfarçadas de actos comerciais são continuamente praticadas por mais do que um bando de aldrabões como este. Não têm outra classificação possível. Burla. Dra(s). Paula(s)., tratamentos, aparelhos médicos, colchões, banha da cobra. Arrendam salas (atenção à falta de escrutínio pela Acitofeba, não vale tudo para encaixar uns euros, e não digam que não sabiam) para fazer um cerco de pressão ao público alvo/presas mais vulnerável. Queixa-crime na psp, gnr. Há mais que matéria para isso.

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