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Atentado contra o património na anta do Vale da Lage

Apesar de todos os alertas dos moradores, a zona envolvente da anta do Vale da Lage na freguesia da Serra de Tomar foi escavada e as máquinas só pararam nesta quinta feira, dia 11, com a intervenção da GNR.

A movimentação de terras chegou a 2,40m da anta, um monumento funerário megalítico com mais de 7 mil anos, quando a lei define um perímetro de segurança aos monumentos de pelo menos 50 metros.

Os atropelos à legalidade não se ficam por aqui. O proprietário da obra está a construir uma vivenda com um muro que está a 2,5m do eixo da estrada quando devia estar a 4,5m.

O vice-presidente da câmara em ofício enviado a uma moradora informou que “os serviços municipais em articulação, com a junta de freguesia estão a acompanhar a situação e a verificar as questões de legalidade, prévias a uma eventual atuação no local”. À denúncia seguinte, a câmara não deu resposta.

O que é facto é que as máquinas continuaram a escavar sem que a câmara ou a junta atuassem.

A GNR esteve hoje no local e identificou o proprietário e os operários da obra.

O caso está a ser acompanhado pela arqueóloga Ana Rosa Cruz, que há cerca de 20 anos, juntamente com o arqueólogo Luiz Oosterbeek, realizou as primeiras escavações arqueológicas no local.

Sobre a anta do Vale da Lage

Escrita por Redação

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  1. Isto é negligência e abuso de um monumento que deveria fazer parte do património nacional de Portugal. Por que essa valiosa herança cultural não foi creditada com status patrimonial? Tal escavação nunca teria sido legalmente possível. Esta escavação é um abuso desesperado de herança nacional.

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