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As obras incompletas e mal feitas da Tejo Ambiente

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São várias as situações de esgotos a correr a céu aberto depois de obras de saneamento básico realizadas pela empresa intermunicipal Tejo Ambiente no concelho de Tomar.

Vemos esgotos domésticos a sair de caixas de saneamento básico em localidades como Minjoelho (na foto), Valdonas (junto ao entroncamento para a associação e a pista de aviação) e na Charneca da Peralva, zonas que foram alvo de obras recentes por parte da Tejo Ambiente.

Em Minjoelho e em Valdonas os esgotos correm numa estrada a partir de uma tampa no meio do pavimento, a poucos metros de habitações.

Erro de projeto, defeito na construção ou entupimento de condutas podem ser as explicações possíveis para este problema considerado um atentado ambiental e um perigo para a saúde pública.

Enquanto este problema se arrasta sem que se vislumbre qualquer solução, a Tejo Ambiente enviou aos consumidores residentes nas povoações de Valdonas, concelho de Tomar, Maxial, concelho de Abrantes, e Limeiras, concelho de Vila Nova da Barquinha, uma notificação de “Obrigatoriedade de ligação à rede pública de saneamento de águas residuais”, a qual solicita que se dirijam ao Serviço de Atendimento ao Público da Tejo Ambiente, no prazo de 30 dias, para efetuarem o respetivo pedido de ligação.

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Segundo a Tejo Ambiente, esta é uma obrigação que decorre da Lei n.º149/2009 de 20 de agosto, Regime jurídico dos serviços municipais de abastecimento público de água, saneamento de águas residuais urbanas e de gestão de resíduos urbanos, a qual refere no seu artigo 69.º que: “Todos os edifícios, existentes ou a construir, com acesso ao serviço de abastecimento público de água ou de saneamento de águas residuais, devem dispor de sistemas prediais de distribuição de água e de drenagem de águas residuais devidamente licenciados, de acordo com as normas de conceção e dimensionamento em vigor, e estar ligados aos respetivos sistemas públicos.”

Argumenta ainda que este procedimento é o culminar de um investimento efetuado pela Tejo Ambiente que ascendeu a mais de 5 milhões de euros, comparticipado pelo POSEUR em cerca 80% e que garantiu o acesso a este serviço público a mais de 1.600 famílias.

Facto é que, pelo menos no caso de Valdonas, Minjoelho e Charneca da Peralva, as obras de saneamento básico revelam problemas que aquela entidade tem a obrigação de resolver, antes que se esgote o prazo de garantia.

Outra questão bem notória nas zonas de Valdonas e Minjoelho é a falta de sinalização horizontal. Ou seja, o empreiteiro abriu valas nas estradas para passar as condutas, pavimentou mas “esqueceu-se” das marcas rodoviárias. Em muitos locais vemos estradas sem as linhas sinalizadoras e com passadeiras incompletas.

Hugo Cristóvão, presidente da câmara de Tomar, é vogal do Conselho de Administração da Tejo Ambiente.

 

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8 comentários

  1. se fosse uma empresa privada tal não acontecia…os tomarenses são endinheirados….existe um dizer “quem se mete com cachopos ou sai borrado ou sai mijado”

    1. Não se metam com o Joãozinho doidoi. Também há um velho ditado que diz: “não se deve lutar com um porco. Nós ficamos sujos e o porco fica na mesma”

  2. Quando dizem “se fosse privado…” continuando “é que as coisas funcionavam bem”. Não sei porquê lembro-me logo do Ricardo Salgado, do Berardo, do Horácio Roque, dos Amorim da Galp, do Mexia, do Manso Neto, por exemplo.

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