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Em Tomar, imagens como esta foram proibidas pelo presidente da junta

Foto aqui - https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/as-imagens-que-marcam-a-ida-as-urnas#&gid=1&pid=17

Durante a votação para as eleições legislativas no pavilhão municipal de Tomar, o presidente da junta de freguesia urbana, Augusto Barros, proibiu os jornalistas de acederem às bancadas ou às galerias superiores para recolher imagens. Com o argumento de que era necessária “uma credencial” para tirar fotografias ao ato eleitoral, o autarca tentou impedir os jornalistas de trabalhar.

A imagem que publicamos é do repórter António Pedro Santos, da LUSA, e foi captada no Liceu Camões em Lisboa. Em Tomar, o presidente da junta não autorizou a captação de imagens a partir da bancada do pavilhão, mandou fechar todas as portas de acesso e deu ordens expressas aos funcionários para ninguém subir às bancadas ou galerias.

 

Escrita por Redação

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  1. É o problema do costume. Trabalhador, boa pessoa, mas com fraca cultura cívica, o presidente de junta julga que ainda está no tempo do Salazar e do Marcelo. E ninguém vai conseguir mudá-lo. Afinal é um tomarense de gema. Em tudo. Até às refeições. Não foi o Salazar que disse que “beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses”?

    • Têm razão mas quanto ah frase de Salazar ela não seria para a promoção do alcoolismo mas sim para a defesa da economia nacional associada a todo o processo de produção e comercio do vinho, de que dependiam muitos portugueses (1 milhão, segundo ele).

      • Esta sua interpretação é muito plausível, concordo. Só que na prática, a frase incitadora do Botas de Santa Comba resultou no considerável aumento do consumo de vinho, com as subsequentes doenças provocadas pelo alcoolismo, que ainda hoje se faz sentir por estas bandas. Basta pensar nas nefastas sopas de cavalo cansado. É no entanto verdade que agora a juventude, sobretudo a malta rasca do IPT, gosta mais de cerveja.
        Mas o ti Augusto, um trabalhador incansável, vem de outro tempo e outros usos, entre os quais uns copitos para lubrificar a máquina.

    • Ó sr. Pompeu, você parece ser boa pessoa, com muito boa vontade em várias áreas, porém com limitações que o levam a complicar ainda mais o que já não é nada simples, na ânsia de agradar a quem manda, você saberá com que intenção ou intenções.
      Neste caso dos flagrantes abusos de poder do sr. presidente Augusto Brito, volta a cometer uma série de asneiras, faltando apenas apurar se intencionalmente ou apenas por ignorância. Em qualquer caso, aqui vai o indispensável esclarecimento.
      O seu primeiro dislate é referir o artigo 93º da Lei, sem todavia a identificar cabalmente, como sempre deve ser feito. Trata-se da Lei 14/79, de 16 de Maio 1979, posteriormente alterada várias vezes, a última das quais pela Lei orgânica 3/18, de 17 de Agosto 2018.
      Segue-se outro dislate, quando refere que o sr. presidente da junta “apenas cumpriu a lei”, o que é falso. Conforme a legislação em vigor, quem deve fazer cumprir a lei em cada assembleia de voto é o presidente dessa assembleia, o vulgarmente chamado presidente de mesa. Que eu saiba o Sr Augusto Barros é presidente de junta, não de qualquer mesa eleitoral. Não devia portanto ter feito o que fez, que foi um indesmentível abuso de poder, sancionável judicialmente, caso alguém se queixe.
      Mas ainda que o sr. Barros fosse presidente de alguma mesa/assembleia de voto, tão pouco podia proibir os profissionais da informação, pois a lei que o sr. Pompeu referiu, o que diz textualmente no tal artigo 93º, pontos 2 e 3, é que os profissionais da comunicação social podem exercer a sua actividade livremente, desde que antes se identifiquem junto do presidente da mesa, não podendo contudo difundir qualquer imagem ou texto susceptível de quebrar a neutralidade, antes do encerramento das urnas,à hora legalmente prevista.
      Pelo que antecede, sr. Pompeu, doravante faça um favor à comunidade tomarense. Antes de comentar qualquer texto, informe-se devidamente e evite debitar asneiras para tentar enganar as pessoas de boa fé. Antecipadamente lhe agradeço.

  2. A Da. Carlota Fagulha é que não diga parvoíces nem palermices, porque o Sr. Augusto Barros têm 100% de razão, eu estava ao pé, assisti a tudo e a Lei estava a ser violada, o Sr. Augusto teve que intervir. Mais, não seja ignorante e fale do que sabe. Passe bem.

    • O seu paleio malcriado e insinuante pode enganar alguns, mas a mim não. Posso dizer parvoices e palermices e outras coisas mais, no uso da minha liberdade de expressão, porque pago impostos, o que não sei se será o seu caso, porém sei ler e interpretar textos. Afirma o senhor, do alto da sua má criação, que assistiu a tudo “e a Lei estava a ser violada”. Não passa de conversa sua, enquanto não explicar aos leitores do Tomar na rede, aqui mesmo, o que se passou realmente e foi testemunhado pelo sr. A Lei estava a ser violada? Por quem? Porquê? Quando e onde? Há mais testemunhas? O sr. Barros teve que intervir porquê? Em que qualidade? Havia algum perigo grave? Se havia, porque não recorreram à PSP, como determina a legislação?
      O sr. Pompeu é que deveria ter muito mais cuidado com o que diz e escreve, sob pena de um dia destes ainda arranjar algum problema a ser resolvido naquela casa ali da Várzea grande. Quem o avisa…

  3. Apenas dizer que o acesso de jornalistas às bancadas do pavilhão situadas em plano mais elevado relativamente às urnas de voto, por si só, é suscetível de enquadrar o disposto no n. 3 al. a) e b) do citado art. 93 da Lei Eleitoral.

    Texto da Lei:
    3 Os agentes dos órgãos de comunicação social devem:

    3 – Os agentes dos órgãos de comunicação social devem:

    a) Identificar-se perante a mesa antes de iniciarem a sua actividade, exibindo documento comprovativo da sua profissão e credencial do órgão que representam;

    b) Não colher imagens, nem de qualquer modo aproximar-se das câmaras de voto a ponto de poderem comprometer o carácter secreto do sufrágio;

    c) Não obter outros elementos de reportagem que possam violar o segredo do voto, quer no interior da assembleia de voto, quer no exterior dela, até à distância de 500 m;

    d) De um modo geral não perturbar o acto eleitoral.

    Portanto, quem arroga esclarecer os leitores ocultando parte importante do texto da lei deixa a sua boa fé ferida.

    Dizer ainda que tal ordem deveria em qualquer circunstância ser exercida pelo presidente da mesa e nunca pelo presidente de junta.

    • Lá está você, tipo enguia escorregadia, a tentar sacudir a água do capote, procurando desviar as atenções.
      Usando a sua própria linguagem, RESPONDA CABALMENTE ÀS MINHAS PERGUNTAS CARAMBA! DEIXE-SE DE FINTAS TOSCAS.

        • Viva sr. Pompeu.
          Por favor, não simule que é anjinho ou simples ignorante. As minhas perguntas constam da primeira resposta, que poderá consultar mais acima.
          No sentido de lhe evitar maçadas, é com muito gosto que passo a repeti-las:
          1- A Lei estava a ser violada, como o sr. afirmou? Por quem? Porquê? Com que intenção presuntiva? Quando? Onde?
          2- Há mais testemunhas? Quais?
          3- O sr. Barros teve que intervir porquê? Em que qualidade?
          4- Havia algum perigo grave?
          5- Se havia, porque não foi chamada a PSP, conforme previsto na legislação aplicável?
          Fico aguardando a sua resposta, para que não restem dúvidas sobre o que realmente ocorreu no pavilhão.
          Entretanto saúdo-o cordialmente.
          Carlota Fagulha

          • Da. Carlota por mim o assunto está encerrado, aproveito para lhe dizer que não sou anjinho, muito menos parvo, o que a senhora quer sei eu, mas comigo não, quanto ao resto estou cheinho de medo. Fique bem, é não fale sem saber. Não vale a pena.

  4. O assunto estará encerrado, com o senhor Pompeu a fazer uma triste figura, como de resto é habitual. Neste caso com uma vertente agravante: pretendeu deliberadamente enganar os leitores e,não o tendo conseguido, recusou-se a responder às perguntas incómodas, preferindo enveredar pela má educação mais ordinária. Há gente assim e parece que conseguem ser felizes.
    Oxalá seja o caso, que eu sempre tive piedade pelos simplórios.

  5. Só ainda não percebi: afinal este é um espaço de informação e debater de ideias ou para duas pessoas ‘mal resolvidas” se afrontarem!?

    • Da leitura de todos os comentários deduzo que ou o sr. Freitas tem dificuldade a interpretar o que lê, ou está de má-fé. Porque afinal, onde é que foi buscar duas pessoas mal resolvidas? No meu entender, a srª Dª Carlota foi extremamente clara nas suas alegações. O sr. Pompeu é que mostrou ser um cidadão menos recomendável, pois escreve coisas que depois não consegue provar. Tanto assim que preferiu ser pouco elegante, para poder desviar a conversa e assim evitar responder às questões colocadas pela senhora, a quem cumprimento e felicito com todo o respeito. Sem a sua brilhante participação, teríamos todos sido enganados pelo paleio falacioso do sr. Pompeu. Obrigado srª Dª Carlota. Faça o favor de continuar.

      • Senhor Jerônimo não seja parvo, eu aqui não dou explicações nenhumas, apenas digo que tenho 100% de razão, bem como a atitude do Sr. Augusto Barros. Não seja ignorante e fale do que sabe. Nem estava para lhe responder devido à baixeza da sua intervenção.

        • Sr. Rui,
          Não sou advogado de ninguém até porque não é essa a minha área profissional e, muito menos, conheço os interlocutores.
          Também, como já aqui escrevi, não me vou prenunciar do que não vi, nem vou comentar o nível do diálogo que adotou porque é muito claro para todos. Já no que diz respeito á lei é minha obrigação e de qualquer cidadão conhecê-la e nesse sentido quando afirma “100% de razão do Sr. Augusto Barros”, seja este ou qualquer outro “Augusto Barros” deste país, enquanto Presidente de Junta, ou qualquer outra função na política ou fora dela tem ligitimidade zero para dar a ordem que supostamente deu. A lei e factual e clara como a água.
          A única pessoa com ligitimidade para dar tal ordem é o presidente da mesa de voto. Portanto, um qualquer “Augusto Barros” deste país ou limita-se a dar conhecimento ao presidente da mesa de voto e/ou participa os factos á CNE.

  6. Caro Jerónimo,
    O Sr. Freitas sabem muito bem interpretar português e muito menos está de má fé aqui ou em qualquer outro espaço ou lugar.
    A minha interpretação para do confronto notório entre duas pessoas e a seguinte afirmação é espelho disso “O assunto estará encerrado, com o senhor Pompeu a fazer uma triste figura, como de resto é habitual”.

    • Senhor Pedro Freitas o senhor não sabe o que está dizer, o problema e a discussão, amigável, é que não estava lá nenhum órgão de comunicação social, por isso tudo o que têm dito, porque nenhum órgão de comunicação social se apresentou com esse fim. Eu não faço tristes figuras, constato é situações. Se calhar mais triste figura faz o senhor por estar a comentar uma coisa que não viu.

      • Caro Rui,
        Em momento algum comentei o assunto em si até porque o desconheço por completo. Basta ler o que escrevi!
        Apenas comentei uma notícia com base na sua troca de galhardetes com a Sra. Carlota e o consequente baixar de nível do diálogo.
        Quanto às figuras que o Sr. faz ou deixa de fazer limitei-me a transcrever, na íntegra, uma frase escrita pela Sra. Carlota num dos seu comentários para sustentar a “troca de galhardetes” entre ambos, uma vez que se refere a situações passadas.
        É uma questão de português!!

      • Caro Rui,
        Ontem escreveu que estava apenas presente a Rádio Hertz. Hoje diz que não estava presente nenhum órgão de comunicação social.
        Quer que o leve a sério ou nem por isso?

        Que fique claro que não tenho nenhuma ligação ou interesse a favor ou contra a alguma cor política, aos intervenientes que nem conheço ou a qualquer órgão de comunicação social.

        • Caro Pedro Freitas
          A troca de galhardetes com a Da. Carlota, não passa mesmo disso, também não conheço a senhora pessoalmente, e se alguma vez fui indelicado com alguém destes comentários, desde já peço desculpa, não era essa a minha intenção. Se calhar não me expressei convenientemente, Quando a Rádio Hertz chegou, já tinham estado dois, chamados, jornalistas, a que esses lhes foi vedado a recolha de imagens. . .

    • Limito-me a citar uma sentença repetida em todas as boas escolas de jornalismo: “Os factos são sagrados. A opinião é livre.”
      Caberá aos leitores tomar posição, se tal for a sua vontade. Sua deles, bem entendido.

      • Caro Jerónimo,
        Não sendo eu ou tendo contactos de perto com o jornalismo, concordo em pleno com a sua afirmação.
        A questão que se põe nos dias de hoje é que o jornalismo deixou, em muitos casos, a basear as notícias em factos para passar a basea-las em suposições, interpretações básicas e interesses de varia ordem passando ainda pela fraca qualidade de alguns jornalistas.

  7. À “troca de galhardetes” entre a Sra. Carlota e o Sr. Pompeu não é alheio a escolha infeliz do título da notícia. Comparar uma imagem colhida do solo com uma que fosse colhida de uma bancada não é comparável já que a segunda face ao plano favorável podia claramente por em causa os valores que a antedita lei pretende salvaguardar.
    Uma questão de fundo é que as pessoas que andam na política muitas vezes desconhecem a lei e onde começam e acabam as suas próprias funções. Neste caso, segundo a notícia, um presidente de junta deu uma ordem para a qual não tinha legitimidade e portanto deu uma ordem ilegal, possivelmente por desconhecimento da lei.
    Também se os presidentes das mesas conhecessem a lei e exercessem as suas funções, que no caso noticiado, era quem deveria ter entrevido, em primeiro para resolver a questão e em segundo para impedir que alguém usurpace as suas funções, casos deste não eram notícia.
    Ainda no domingo um presidente de junta teve que alertar sob pena de participar á CNE um popresidente de uma mesa para a colocação de cartazes de campanha a uma distância das mesma de voto inferior á prevista na lei.
    Ainda não vale tudo!

    • Permita-me um esclarecimento, senhor Pedro Freitas. Conforme um outro interveniente já escreveu, a opinião é livre. Por conseguinte, o sr. tem todo o direito de escrever que se tratou de uma “troca da galhardetes” entre o sr. Pompeu e a signatária.
      Sucede contudo que não posso partilhar da sua opinião, pelos seguintes motivos:
      1- Sendo fraca desportista, nunca alinhei em nenhuma equipa e portanto nunca troquei galhardetes em sentido próprio;
      2 – Em sentido figurado, nunca ousaria trocar galhardetes com o sr. Pimpão, porque já conheço os seus escritos desde há muito, neste e noutros canais informativos.
      3 – Julgo haver um abismo a separar-me civicamente do sr. Pompeu. Eu, apesar de agreste, procurei sempre manter uma estrita correcção, tanto na forma como no fundo. O sr. Pompeu, pelo contrário, numa de macho latino reles e do século passado, até ousou escrever “o que a senhora quer sei eu”. O sr. Pedro Freitas conhece maior ordinarice nos tempos que correm? E continua a pensar que houve troca de galhardetes? Ou terá sido apenas o bom senso contra a atroz falta de educação e de outros valores fundamentais?. A tal falta de saber estar, de que fala o RAP…

  8. Sra. Carlota,
    Deixe que lhe diga que apreciei o seu humor na primeira parte deste seu comentário.
    Quanto ao assunto propriamente dito e fazendo também aqui uma alusão ao futebol é claro que dei conta do resultado final do seu jogo com o Sr. Pompeu na parte que toca á argumentação/nível (que é diferente da razão, porque aí não presenciei logo não comento factos, apenas notícias), uma goleada…que só não foi a zero porque a dada altura surge a seguinte frase: “O assunto estará encerrado, com o senhor Pompeu a fazer uma triste figura, como de resto é habitual”.
    Repare que só usei as expressões entre comas: “mal resolvidos” e “troca de galhardetes” após essa mesma frase.

  9. Regressando ao conteúdo da notícia e não á forma, que aliás também já comentei, acrescento que o acesso às bancadas para recolha de fotografia e/ou filmagens punha claramente em causa o cumprimento da lei eleitoral e a prova disso é a fotografia que acompanha neste mesmo espaço a notícia: “Menos seis mesas de voto em Tomar” a qual viola a confidencialidade do voto.

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