Em 6 abril 2026, um médico de um centro de saúde de TOMAR pediu uma ecografia relacionada com uma protuberância anormal (quisto? Tumor? Lipoma?) na omoplata direita do doente. Para despiste do problema, foi passada a respetiva credencial para ecografia a partes moles.
Um dia depois no hospital de TOMAR é dito ao doente que não estavam a aceitar pedidos para esse tipo de exames, e que a espera dos que tinham dado entrada já ultrapassava 1 ANO, sendo-lhe sugerido que fizesse a eco no privado. O doente tem 68 anos, é doente oncológico crónico e a sua pensão de velhice é de uns escassos 424€ mês, pelo que não tem condições para pagar no privado aquilo a que deveria direito de graça e a tempo e horas no SNS.
Em 8 abril o doente deslocou-se ao hospital de TORRES NOVAS. Nesse hospital já aceitavam a credencial, mas informaram que a espera seria de mais de 1 ANO, tal como em Tomar.
Em alternativa, recomendaram ao doente que fosse a ALCANENA. Contactado o centro de saúde, ali não faziam o exame. Indicaram uma clínica privada a 500m, mas que logo informou que mesmo a pagar, não faziam ecografia a partes moles, exceto joelho. Para eco a omoplata (e a pagar) o doente que fosse a LEIRIA (!).
Em 9 abril o doente tentou mais outro hospital do Médio Tejo, desta vez ABRANTES, para que lhe façam o exame a que tem direito sem pagamento, e ficou a aguardar resposta…
(nota: este assunto foi feito chegar ao conhecimento do presidente da república António José Seguro enquanto esteve uma semana em Tomar, durante a sua “presidência aberta”, até para que não pense que Tomar é só a beleza do rio Nabão ou a imponência do convento de Cristo lá em cima.)
Anónimo


1 comentário
a culpa deve ser do Salazar….triste povo…