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As desgraças urbanísticas (e outras) vão continuar

Análise de Margarida Magalhães

Desenganem-se os acomodados e adormecidos tomarenses.  Com ou sem advogados contratados, as desgraças urbanísticas, tipo Av. Nun’Álvares, Várzea grande e outras, vão continuar. E até agravar-se, enquanto houver verbas europeias disponíveis.

Eleita e reeleita sem programa digno desse nome, a atual presidente teve o mérito da franqueza, quando disse publicamente “o primeiro mandato foi para arrumar a casa”. Temos portanto uma dona de casa à frente de um concelho de 40 mil habitantes, com tudo o que isso significa, designadamente em termos de política maternal mal amanhada e fruto do improviso.

A sequência é sempre a mesma: Eleitos de fraca preparação técnica e pouca mundividência, assessorados por técnicos superiores municipais idem idem, e por spin doctors de aviário, procuram arranjar e amanhar projetos com o principal objetivo de sacar dinheiros de Bruxelas.

Apesar da evidente impreparação, avançam sem receio, pois sabem muito bem que os tomarenses a tudo se calam, e com pouco se contentam, porque em geral são tão pobres de espírito como os próprios eleitos, técnicos superiores e spin doctors. É bem conhecido o adágio “Quem sai aos seus não degenera”.

Assim protegidos pela rede de proteção, como os aramistas e trapezistas de circo, neste caso a bem conhecida passividade tomarense, lá vão cozinhando coisas cada vez mais intragáveis. As duas iguarias mais recentes são:

1 – Avenida/Estrada nacional com duas pistas cicláveis, calçada estreita à moda dos romanos e árvores frente à porta das garagens;

2 – Jardineira de campo da feira, com mariquices várias.

Em ambos os casos – Avenida Nun’Álvares e Várzea grande – ainda houve algum debate, mas em vão. Recordemos.

Parece ser óbvio, para qualquer tomarense que não seja básico, que na principal entrada da cidade, a prioridade é o troço entre o nó do Moinho Novo e a rotunda do Padrão. Uma parte da EN 110 sem passeios nem outros resguardos, inundada com frequência, por falta de adequado escoamento.

Pois não senhor. Tem de ser a Av Nun’Álvares.

Perante tal posição imperativa, tipo “quero, posso e mando”, alguns críticos, apesar de discordarem da opção e das duas pistas cicláveis, numa terra praticamente sem bicicletas, avançaram a conveniência de uma rotunda no cruzamento Nun’Alvares/Combatentes da Grande Guerra/Torres Pinheiro/Ponte do Flecheiro. Hipótese recusada, sem qualquer justificação convincente.

Assim vamos ter uma estrada nacional, ladeada de construções modernas, e que é também a principal entrada da cidade, transformada em calçada romana, na qual dificilmente se poderão cruzar dois autocarros de turismo. Uma salganhada incrível, que só nos envergonha como povo. É mais uma lamentável consequência do facilitismo que reinou no ensino, nos anos 70/80/90 do século passado. Os erros pagam-se sempre.

Outro tanto aconteceu com a Várzea Grande. Ergueram-se algumas vozes, defendendo a requalificação prioritária da zona Rua Nova/Rua do Pé da Costa/ Rua da Graça /Rua direita, ainda de coletor único e com canalizações em amianto, mas nada feito. Tinha de ser a Várzea Grande. Mas nunca ninguém explicou porquê. Qual era a pressa. Se calhar porque era um projeto que gente amiga entretanto já tinha cozinhado. Situação comparável à daquele jogador que declarou “chutei com o pé que tinha mais à mão”. Nem mais.

Ainda houve, na fase seguinte, a da discussão do tosco projeto, quem defendesse a necessidade imperiosa de fazer um estacionamento subterrâneo, no mínimo para compensar o que se perdia à superfície. Em vão. A presidente alegou ter medo de não haver dinheiro para tanto.

E lá vamos para mais uma aberração estilo tomarense: um multicentenário campo de feira transformado numa zona mal ajardinada, num setor de fraca densidade populacional.

Se por infelicidade e/ou incapacidade dos potenciais adversários, esta presidente conseguir ser reeleita pela 2ª vez em 2021, ainda vamos ver a Corredoura asfaltada, o Gualdim Pais com um banho de ouro, os Paços do concelho pintados de azul e S. João Batista em amarelo e branco, que são as cores do Vaticano. Ficará assim tudo muito mais vistoso para os turistas sacarem as suas fotos.

Não há parque de campismo? Não há sinalização turística? Não há planos para o futuro? Isso são minudências.  É tudo uma malandragem. Só querem é dizer mal da câmara.

Margarida Magalhães

 

Comentários

Responder
  1. Completamente 100 % de acordo.
    A única situação que não posso estar (100%) de acordo é neste trecho “Se por infelicidade e/ou incapacidade dos potenciais adversários, esta presidente conseguir ser reeleita pela 2ª vez em 2021”, porque na realidade tudo se resolve na altura de ir votar, resta saber é se os Tomarenses vão votar em massa, ou irão para a praia ou um qualquer centro comercial.
    E aqui é que consiste a minha dúvida.

    • Tem razão. O resultados finais da votação vão depender, como sempre, da participação eleitoral. Que no caso tomarense há vários anos se fica aquém dos 60%.
      Deve-se contudo, no meu fraco entendimento, ter em conta que essa participação eleitoral é uma consequência, não só dos fatores que apresenta (praias, centros comerciais…), mas também e sobretudo das escolhas propostas aos leitores.
      Se, em 2021, PS e PSD insistirem no habitual -uma lista sem líder, sem equipa e sem programa credível, então a atual mandatária volta a ocupar o cadeirão municipal.
      Neste momento, quase tudo lhe é favorável. Mas o pior é o quase, que são os sucessivos erros que vai cometendo, por excesso de autismo político. Acontece. Chegou ao poder sem saber como, e vai daí deslumbrou-se. Desde então age como se fora o supra-sumo da arte de governar.
      Agora, se o PSD resolver avançar com o candidato vencido em 2017 ou, pior ainda, com uma senhora, que será muito simpática e competente, não ponho isso em dúvida,, mas é também funcionária pública, como a atual presidente, e do centro de emprego, como a atual presidente, então aí não restam dúvidas: Entre o original e a cópia, os eleitores crónicos vão votar no original. Por medo de que a cópia seja ainda pior que o original, já de si muito fraquinho.

      • Mais uma vez estou completamente de acordo com aquilo que a Senhora aqui mencionou, tanto que ao redigir esta Sua frase “…, mas também e sobretudo das escolhas propostas aos leitores.”.
        Entendeu na perfeição a razão pela qual redigi esta frase “…resta saber é se os Tomarenses vão votar em massa, ou irão para a praia ou um qualquer centro comercial.”.
        Daí a minha dúvida manter-se, e pelo que Eu possa vir a descortinar ou tentar adivinhar num futuro próximo, penso que, e mais uma vez os Tomarense irão para a praia ou um qualquer centro comercial.
        Como tal das duas uma, ou temos Pessoas (candidatos) competentes a concorrer nestas próximas eleições, ou então as praias ou os centros comerciais, continuarão a ser o destino preferido.
        Um aparte – É pena é as abstenções não contarem para os resultados finais, ou seja, enquanto as percentagens nas abstenções fossem superiores á soma da percentagem de todos os partidos juntos, seria obrigatório uma segunda volta.
        E aqui, os partidos iriam pensar duas vezes, porque assim o tacho está sempre garantido, independentemente das abstenções poderem vir a atingir 99,90 %. Isto é a minha opinião pessoal.

        • Uma solução rápida e se calhar eficaz, pelo menos até prova do contrário, seria o voto obrigatório. Como acontece em vários países, designadamente no Brasil.
          Escrevi antes “e se calhar eficaz” porque , por um lado, acabava-se com a abstenção turístico/recreativa, sem apelo nem agravo. Mas, outro lado, é provável que então houvesse entre 40 e 50% de votos nulos e brancos.
          Numa terra como Tomar, tudo é possível.

          • Dª Margarida Magalhães permita-me colocar-Lhe uma questão.
            Sobre esta frase “Desenganem-se os acomodados e adormecidos tomarenses. Com ou sem advogados contratados, as desgraças urbanísticas, tipo Av. Nun’Álvares, Várzea grande e outras, vão continuar.” e vamos-nos apenas focar exclusivamente na Várzea Grande.

            A questão que eu Lhe queria colocar é a seguinte;
            Houve alguma alteração ao documento (Testamento) do Senhor que cedeu ao Povo Tomarense, e realço ao Povo Tomarense, o espaço em causa (Várzea Grande) para que o mesmo Povo pudesse disfrutar do mesmo ?

            E isto porquê, há já alguns anos atrás quando a Messe dos Oficiais foi demolida, a Câmara de Tomar quis comprar o dito espaço (terreno) ao Ministério da Defesa (para fazer um parque para autocarros), e o negócio esteve quase a ser realizado.
            Só que, quando se soube do dito negócio houve uma alma caridosa que alertou alguém da Câmara Municipal, de que a mesma Câmara não poderia comprar o que não era propriedade do Ministério da Defesa, e tudo isto por causa do dito documento.
            Esta situação aplica-se de igual forma ao terreno onde se encontra instalado o tribunal de Tomar.
            E já agora, porque razão é que nunca foi feito o que quer seja na dita Várzea Grande (alcatroar, cimentar, colocar pedras de calçada, etc, etc.) até á presente data. ?
            Pense nisto.
            Daí Eu Lhe colocar a questão acima mencionada.

    • Sr. “O não sei das quantas…”
      O esquema deste site não permite que lhe responda no espaço mais abaixo, a seguir à sua pergunta, pelo que me força a fazê-lo aqui.
      A sua pergunta é bem intencionada, estou certa disso, mas infelizmente, salvo prova documental em contrário, é apenas uma lenda local, como sempre acontece com alguma base factual.
      Tentarei ser tão breve quanto possível.
      Na origem, no século XII, e na sequência da tomada de Santarém, toda a região de Tomar e Ferreira do Zêzere pertencia aos templários, a quem foi antes doada por D. Afonso Henriques. Chamou-se então “Termo de Ceras”.
      Procurando atrair e fixar população, Gualdim Pais concedeu aos imigrantes dois forais, os chamados forais velhos. Esses forais tinham muitas obrigações e concediam poucos direitos, mas mesmo assim estiveram em vigor durante quatro séculos, mais precisamente até ao reinado de D. Manuel I.
      Foi D. Manuel, falecido em 1521, que reformou todos os forais anteriores, substituindo-os pelos forais novos em todo o território do reino. Só a partir de então o povo de Tomar passou a ter um município completo, mas todo o território continuou a pertencer à Ordem de Cristo, sucessora dos Templários. Todos os habitantes, tanto simples moradores “sem eira nem beira”, como agricultores, eram foreiros da Ordem, a quem pagavam uma renda anual.
      Só a partir do período filipino (1581/1640) a propriedade do Rossio da vila, a actual Várzea Grande, foi atribuída ao povo de Tomar. É o que se pode ver documentado no painel de azulejos que orna a sala de audiências do palácio da justiça.
      Essa atribuição foi na verdade um presente envenenado, que teve como objectivo principal, permitir que os Franciscanos pudessem erguer o seu convento, a partir de 1613, e que ainda está de pé.
      Quanto ao resto do antes citado Rossio, (que se prolongava até onde se encontra agora o novo bairro dos ciganos e até à margem do rio), uma vez na mão da autarquia, foi sendo retalhado e vendido a particulares, ou usado para edifícios públicos.
      Em 1935, a autarquia de então cortou-lhe quase metade, que foi atribuída à companhia dos caminhos de ferro e permitiu que a estação ficasse mais perto do centro da cidade.
      Em1950, os espaços de ambos os lados da linha de caminho de ferro, entre o padrão sebástico e a estação ainda eram terrenos agrícolas. Sobretudo aquele situado a nascente, até à Av. Nun’Álvares.
      O outro padrão, o que se encontra agora mais ou menos no centro do terreiro, para onde foi transferido em 1953, estava antes onde se encontra agora a Rodoviária, o primitivo centro do Rossio da vila.
      Como pode constatar, essa alegação do testamento e da doação, não passa afinal de uma lenda. O Rossio da vila, a actual Várzea grande sempre pertenceu à Ordem dos Templários, depois de Cristo, e mais tarde ao povo de Tomar, representado pelo município, que se encarregou de o ir retalhando, conforme as conveniências de cada época.
      A única percentagem eventual de verdade que vejo nessa sua alusão a um testamento, será talvez a escritura de doação do Palácio dos Condes de Alvaiázere ao Estado, para nele instalar o quartel general da 9ª divisão, salvo erro. Consta até desse mesmo documento que essa cedência ao Estado acaba logo que no edifício deixe de funcionar o quartel general.
      De nada valeu essa cláusula, pois a câmara nunca reivindicou essa posse e o quartel general já se foi há muito. Agora funcionam no edifício o Registo civil, o Registo predial e alguns serviços judiciais.
      Fiz o possível para responder à sua pergunta. Nada tem que agradecer.

      • ADENDA
        Omiti sem querer uma referência importante:
        Os militares desistiram primeiro da messe e mais tarde do terreno, ao constatarem que não dispunham de qualquer título de propriedade válido, dado que o terreno antes municipal, público portanto, uma vez que integrava o Rossio da vila, foi cedido para a edificação da messe, mas não vendido, expropriado ou nacionalizado. Tendo deixado de haver messe…

        • Dª Margarida Magalhães, permita-me acrescentar ao que a Senhora e muito bem aqui redigiu., e depois irá perceber no final a razão de Eu ter mencionado isto.
          Antes demais tenho a esclarecer que o termo que Eu usei “… (Testamento) …” foi de forma propositado, não tendo sido isso que aconteceu na realidade.

          Agora sim acrescentado algo do qual tenho conhecimento.
          – D. Manuel I fez a doação do Rossio (denominada depois de Várzea Grande) para recreio dos moradores da Vila de Thomar.
          – O Padrão (Padrão Filipino) que se encontra implantado no centro da Várzea Grande, serviu o propósito de comemorar a sentença (1627) do Rei Filipe III a favor do Povo e Câmara de Tomar Filipe III, no litígio com a Ordem de S. Francisco, por estes pretenderem edificar (1625) um novo Convento nos terrenos da Várzea Grande.
          – E foi a edificação deste novo convento que deu origem ao litígio entre a Câmara e o Povo de Tomar de um lado, e a Ordem de Cristo por outro.

          Resumindo
          Tal documento é real e existe (não é nem nunca foi uma lenda local/popular), e isto é apenas parte (realço parte) do que Eu na realidade estudei sobre este tema.
          Assim como a verdadeira razão (poderá ser lida na íntegra no documento) pela qual o Ministério da Defesa teve que abdicar daquilo que não era pertença do mesmo (apesar de terem invocado Uso de Campeão).
          Mas que na realidade o Poder Politico (central) se quisesse alterar algo sobre o caso, com certeza que o faria sem problemas de maior (mas isto seria outro tema de conversa).
          Agora que a Câmara de Tomar, com o seu poder político pode fazer o que entender, pode, mas tem que sempre respeitar os Direitos do Povo Tomarense, porque este também são parte integrante das decisões respeitantes á Várzea Grande.

          E aqui é que se encontra a minha dúvida anterior, existiu algo em Tomar a questionar o Povo Tomarense, sobre o que Câmara iria fazer na dita Várzea Grande ?

          • Como qualquer outra, em qualquer parte do país, a câmara de Tomar “só pode fazer o que entender” dentro dos limites dos seus poderes. No caso, mediante prévia aprovação maioritária no executivo e na AM.
            Porém, como infelizmente é muito raro que em Tomar haja oposição capaz, o sr. tem razão. A câmara pode fazer o que entender. E é mesmo o que tem vindo a fazer. Logo veremos o resultado final em Outubro 2021, que é já ali adiante.
            Diz o povo que “quem semeia ventos depois colhe tempestades”.

      • Que raio de comentário tão estranho. Responde a quem? Em relação a quê?
        Aulas de matemática para perceber o significado de 100%?
        Olhe que não preciso. Bastam aulas de aritmética elementar.

    • Pois é! Mas a Encosta das Maias e outras urbanizações do mesmo género, não fazem parte do circuito habitual dos citadinos. Por isso ninguém fala nesses assuntos. Nem os jornalistas, nem os comentadores.
      Quanto aos moradores, como bons tomarenses que se proclamam amantes da sua terra, vão-se calando, à espera que “quem de direito” resolva os problemas deles. Entretanto, de uma maneira ou de outra, vão ajudando os sentados à roda da gamela municipal, que naturalmente votam sempre em quem mais feijoada e tintol fornecer. Tudo à borla, claro! Os contribuintes que se vão queixando ao Gualdim.

  2. No passado a cidade estava muito melhor sem nada de nada e ainda por cima não se encontra os culpados desse nada feito ou melhor terem feito o imperfeito por isso vos digo lhem para trás e ponham a mão na consciência em vez de lavar roupa suja

    • De que passado é que está a falar? Do tempo do PS Luis Bonet, que não fez nada de nada? Ou do PS Pedro Marques que nos brindou com um PDM tão mau, que 30 anos volvidos ainda ninguém conseguiu melhorar, simplesmente porque não tem conserto possível?
      “em vez de lavar roupa suja”, escreve você. Já alguma vez viu alguém lavar roupa lavada? Só se for de castigo.
      Por favor, siga o seu próprio conselho “ponha a mão na consciência” antes de escrever enormidades escanifobéticas. Pode ser?
      Agradeço desde já.

        • Posso pedir-lhe uma gentileza sr. Prefeito ? (Ou sr. Perfeito, já não sei, uma vez que baralhou a coisa) Se tivesse a bondade de “falar claro e urinar a direito”, em bom português chão, talvez eu conseguisse então ultrapassar a minha estupidez congénita, e entender enfim aquilo que o sr. quer dizer. Com os seus enigmas, duvido que alguém consiga lá chegar. Eventualmente, nem o senhor.

  3. As eleições são só em 2021, já começaram os preparativos?

    Quanto à falta de estacionamento junto à estação ferroviária é simples de justificar: não se quer que as pessoas vão embora, e quem vem para a cidade ou arredores tem os táxis, e talvez os TUT, se os horários/ percursos por acaso coincidirem com a necessidade.
    Por isso, é mais uma medida para estancar a fuga para fora da cidade, pode ser que incentive as pessoas a ficarem ou pelo menos a andarem mais a pé que é bom para a saúde… e com alguma sorte, para quem estacionar ao calhas… dará ao município as muito necessárias receitas em multas de estacionamento.
    Para o futuro sugiro que se convença a CP/ Refer a fechar o ramal para Tomar, e assim acabar com essas preocupações todas de estacionamento e tal, uma chatice.

    As ciclovias é boa ideia, porque com alguma sorte a crise económica fica de tal forma em Tomar que a malta passa a só ter dinheiro para andar de bicicleta ou mesmo só a pé.

    E as vias serem demasiado estreitas para os autocarros conseguirem circular, pode ser que incentive os operadores a passarem a evitar Tomar, e evitar assim os estrangeiros, que teria o benefício de fazer desaparecer a porcaria dos tuk-tuk… e de parar a conversão de Tomar numa espécie de estalagem/ hotel/ motel.

    Existem parques de campismo em Tomar, não na cidade, mas nos arredores.

    Eu cá ainda tirava aquela porcaria do campo de futebol, das piscinas municipais e parque de auto-caravanas e fazia daquilo tudo um jardim gigante bonito e com diversas estruturas para o tornar interessante. Não seria reeleito, mas aquilo ficava bonito.

    • Embora só a 4ª ou 5ª leitura, lá consegui finalmente entender que se trata, em princípio, de um comentário cáustico. Que se pretende irónico. Mas posso estar enganado.
      Em qualquer caso, talvez não fosse pior o João ter a bondade de explicar, num estilo mais claro, já se vê, se é mesmo um texto irónico, de escárnio, e o que entende por “bonito”. Pode ser?

      • Até às vias serem estreitas para os autocarros é ironia / cáustico.

        Os tuk-tuk… é mesmo para desaparecer, não se perde nada.
        A crítica de estar “tudo” a ser transformado em hotel e similares também é real.

        Um novo jardim, é um comentário de opinião real, não irónica. O que entendo por bonito é do género a criançada (e alguns adultos) ficarem de boca aberta com o que veem, com grande diversidade de árvores e flores que estão floridas todo o ano, cada espécie na sua altura, claro. Com estruturas para permitir também um estilo de jardins suspensos. E claro caminhos de circulação de água obtida do rio Nabão que percorrem algumas partes do jardim. Entre outras estruturas diversas tipo Portugal dos pequeninos.

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