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Algo está mal no quartel dos bombeiros de Tomar

No dia 18 de junho, Sábado, na localidade de Delongo, houve uma pessoa que teve um acidente de TROTINETE (se continuar a ler vai perceber o porquê em letras grandes). Ao local ocorreram uma ambulância, um carro dos bombeiros (“corta-chapa”), um carro de comando e a GNR.

É estranho por si só, a presença de um “corta-chapa” já por si só para socorrer alguém que se magoou numa TROTINETE (já perceberam?), mas mais estranho parece é o raio de socorro que existe em Tomar.

É cada vez mais frequente assistirmos a ambulâncias de outros concelhos virem socorrer pessoas a Tomar, e cada vez menos assistimos a ambulâncias dos Bombeiros de Tomar. Alguma coisa está mal. Das duas uma, ou existe falta de elementos, ou existe falta de meios.

A primeira opção, não deve ser, pois para socorrer a TROTINETE, foram pelo menos 8 elementos.

Provavelmente esta história não é nova, e assistimos já há algum tempo para cá a esta falta (ou não) de gestão.

Os Senhores Bombeiros, que muito merecem o nosso respeito, algo está mal naquele quartel fechado, onde quem segue a página Facebook dos Senhores Bombeiros de Tomar assiste a presença em vários eventos, não só de ocorrências (de TROTINETES, por exemplo) mas também desportivos e pedagógicos.

A questão é, talvez enquanto estes Senhores Bombeiros de Tomar, apresentam o seu trabalho no Facebook, os Senhores Bombeiros de outros Concelhos da zona, têm de vir fazer o socorro a Tomar. Algo não está bem.

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6 comentários

  1. Bom dia, não deixo de ficar apreensivo do modo como foi exposto a maneira que trabalha a corporação em questão, nota-se que quem escreveu a notícia não sabe minimamente o que um bombeiro faz, o ‘corta chapa’ como relatam na notícia não corta só chapa, sinaliza o acidente desobstrui a via e como tem mais elementos ajuda os colegas da ambulância e estabilizar a vítima fazer levantamentos do plano duro, o que assistimos foi a um acidente de viação em uma estrada, como sera que foi dado as informações ao 112 e como foi a informação dada pelo 112 a corporação. Em relação a gestão de meios, nunca ninguém está contente, faço parte de uma corporação vizinha e é com espírito de dever aos meus colegas que vou ajudá-los nas urgências hospitalares, uma questão, quem manda nos bombeiros de Tomar, se calhar é uma boa questão para se colocar a câmara de Tomar, será que temos efetivos suficientes, se não houver será que a câmara quer pagar para ter mais efetivos, temos visto ultimamente um ataque muito grande aos bombeiros, não temos a culpa de haver um desenvestimento enorme nos bombeiros por parte dos nossos governantes, mas a culpa é sempre do mais fraco, é fácil escrevermos um artigo a criticar tudo e todos é onde a ignorância é evidente, um bem haja aos camaradas bombeiros de Portugal, juntos somos mais fortes.

  2. Trotinete à parte, há maleita nos Bombeiros da Câmara, que já não se sabe se são voluntarios ou profissionais, ou ambos, ou nenhum.
    As contas, são o que são, sem rei nem roque. Horas extraordinarias que dão para uma familia, contas sem controlo, custos sem identidade, é o que consta em relatorio de 2022 do Tribunal de Contas.
    Agora, é o Comando que parece tambem está a perder o tino.
    2 carros, mais uma ambulância, para acodir a um evento de trotineta…nós cá vamos pagando.

  3. Infelizmente, não se dá importancia ao que realmente importa.
    Existir pessoal ainda bem qualificado para fazer o seu trabalho.
    Por isso dou graças por bombeiros , psp, gnr,médicos e pessoal de saúde, professores e muitos outros profissionais…que mesmo não tendo meios, ou serem reconhecidos ..
    Eu orgulho me de dizer :
    Parabéns por estarem ao serviço.

  4. Muito se pode dizer, sim, mas um “corta-chapa” vulgo veículo VSAT na gíria dos bombeiros, significa Veículo de Socorro e Assistência Táctico, ou seja, é mais de um corta-chapa, e como diz o leitor RG e muito bem “não corta só chapa, sinaliza o acidente desobstrui a via e como tem mais elementos ajuda os colegas da ambulância e estabilizar a vítima fazer levantamentos do plano duro”, ou seja, é uma assistência preciosa e essencial, que devia de sair para todos os acidentes e quando digo todos, é mesmo todos.
    Se os Bombeiros do Município de Tomar, sim, porque não são Municipais, são do município e em especial da junta urbana, não estão bem, aí isso não estão, porque fazem “abandono” das outras freguesias do concelho, empurrando muitas vezes para os concelhos vizinhos, especialmente à hora de almoço e à hora do jantar, horas a que nunca estão disponíveis.
    E sobre a falta de ambulâncias de socorro, uma operacional, as outras nem se fala, uma inoperacional, creio que por falta de um documento, outra na oficina porque alguém tentou sobrevoar uma rotunda devido a uma suposta falta de travões, quando na realidade, se trata de falta de conhecimento do concelho e colocam-se a carregar no acelerador como se não houvesse amanhã, danifica-se a ambulância e depois calam-se, para ver se passa impune. E pelo que sei, continua impune, pois não terá sido responsabilizada essa pessoa.
    E depois outra ambulância guardada na FAI ou lá como se chama tal local, pois parece mais um parque de abandono de veículos, dando lugar a ótimos ninhos de ratos.
    A realidade é que a nível nacional os bombeiros não estão bem, deixaram de ter um comando nacional que os proteja, cada vez mais estão ao abandono, seja por governantes, pela lei e pela população, apesar de nos indicadores de confiança, ainda não a instituição em quem mais a população confia.
    A Proteção Civil quer comandar tudo, vamos ver como corre no próximo ano com os Comando das Comunidades Intermunicipais, sendo que o comando do Médio Tejo irá ficar na Barquinha. Até admira não vir para Tomar….
    Depois o desgoverno de António Costa deu lugar a Unidades Especiais de Proteção e Socorro, para as quais não falta verbas e supostamente é para fazer o trabalho dos bombeiros, mas não se aprende em três ou quatro meses o que os bombeiros aprenderam em anos. Verbas essas que faltam aos bombeiros e à GNR em si, porque “pela lei e pela grei” sem homens e mulheres para proteger e garantir a segurança da população, pouco ou nada podem fazer.
    Mas voltando aos bombeiros de Tomar, acho que o município devia de acordar para a vida, repensar aquilo que andam a fazer, repensar se os bombeiros de Tomar tem dimensão para socorrer todo o concelho, apostarem mais no socorro à população e em deixarem de sobreviver do apoio dos concelhos vizinhos, pois eles também podem ter dias difíceis e não conseguirem acudir aos seus, por causa de terem ambulâncias mobilizadas de forma recorrente para o concelho de Tomar.
    Talvez seja altura da criada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Freguesias de Serra, Junceira, Olalhas e São Pedro de Tomar começar a ganhar vida e assim poder apoiar a população do concelho de Tomar.
    E quanto aos senhores bombeiros de Tomar, ninguém vos impede de fumar um cigarro depois de deixarem um doente nas urgências, mas um cigarro fuma-se rapidamente, não demora trinta minutos como alguns de vocês fazem…

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