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Projeto do parque zoológico da Barquinha em fase de consulta

O megaprojeto BARK – Bioparque Barquinha, um conceito moderno de jardim zoológico, está em fase de consulta pública até dia 2 de fevereiro.

É um investimento de 70 milhões de euros a construir num terreno de 43 hectares na fronteira entre os concelhos de Tomar e Vila Nova da Barquinha, junto ao parque empresarial da Atalaia.

O projeto, com todos os pormenores técnicos, está disponível para consulta pública na câmara municipal de Vila Nova da Barquinha, na Junta de Freguesia de Atalaia, na Agência Portuguesa do Ambiente, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e na internet através do Portal PARTICIPA.

Inicialmente foi anunciada a abertura do bioparque para este ano, mas a pandemia veio atrasar o projeto que prevê ter 260 espécies animais numa primeira fase, metade das quais em vias de extinção, com potencial para chegar às três mil espécies diferentes.

Alguns números do projeto BARK:

  • Investimento de 70 milhões de euros

  • Área de 43 hectares

  • 260 espécies no início com perspetiva de chegar às 3 mil

  • Nove habitats diferentes: Savana Africana, Ásia Tropical (estufa), Pantanal, Peneda-Gerês (Ibéria), Austrália, Himalaias, Ásia, Congo, Polos e a exibição das Aves (de vários habitats).

  • Criação de 150 postos de trabalho diretos

  • Hotel de quatro estrelas com 130 quartos

  • Restaurante com 300 lugares sentados

  • Anfiteatro com mil lugares

  • Estacionamento para 397 lugares (390 ligeiros e sete autocarros)

  • Um centro pedagógico

  • Uma clínica veterinária.

  • Expectativa de 450 mil visitantes no primeiro ano.

 

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Escrita por Redação

Comentários

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  1. Quando os tomarenses, libertos da tutela dos representantes locais do antigo regime, desenharam o seu futuro, “viram” que o seu futuro era o turismo cultural com base no património da sua cidade. Entenderam ainda que investimentos empresariais deviam ser localizados na Atalaia, onde, aliás defenderam ser a localização para um novo hospital regional; um presidente de câmara social democrata escolheu ser esse o local para o projeto de um importante parque temático. A ideia de um metro de superfície (Torres Novas-Abrantes- Tomar) também passou pela Atalaia e pela cabeça de um importante socialista local, hoje em parte incerta. Será que no futuro Biopark haverá lugar para tomarenses “alumiados”?

  2. Coisa estranha, um projecto de 70 milhões de privados a poucos meses das eleições autárquicas, será mera coincidência?

    No delírio de alguém gastar 70 milhões num zoo, quando o Zoológico em Lisboa está tão mal aos anos que aceita patrocínios, padrinhos, parceiros, donativos, e voluntários para os animais e para o zoo, sem falar na receita da bilheteira cujos bilhetes não são propriamente baratos… boa sorte! Vai precisar.

    Mas algo me diz que é como aqueles projectos do aeroporto civil em Tancos ou em Monte Real… para nunca acontecer, ou se acontecer algum dia, para ter o mesmo sucesso do aeroporto em Beja…

    Se vão gastar 70 milhões que não seja para ser mais um zoo, onde vão ter mais uns quantos animais enjaulados a fingir que é para o bem deles e da espécie deles, sei lá, até um parque ferroviário grande, com muitas linhas e mini-comboios, com museu, e miniaturas de casas típicas de Portugal teria mais hipóteses de sucesso, tipo “swiss vapeur parc” na Suíça, pelo menos em termos de diferenciação do que há por cá… e se fizesse questão, certamente que dá para meter por lá animais… com alguma sorte, animais autóctones da região.
    Não querem parque ferroviário? Que tal um mega jardim ultra elaborado? Tipo jardim botânico mas para mais sofisticado, com centenas de cenários diferentes (que a malta quer é tirar fotos e tal). Com 70 milhões já fazem uma coisa que realmente chama a atenção. Talvez até com sistemas e técnicas de protecção que não permitam que aquilo arda tudo a cada época de calor que vêm. Diria que passar um dia no hotel/ restaurante no meio de um mega jardim ultra elaborado, pensado para de dia e de noite, e para todo o tipo de meteorologia, parece muito mais interessante que ir para um zoo ver animais presos. E dá sempre para casamentos/ baptizados/ eventos na pior das hipóteses, pelo que dificilmente seria dinheiro atirado ao lixo.

  3. Cheira-me a mega projeto socialista para ir buscar fundos europeus, que em vez de servirem para amortizar dívida , são enterrados em projetos turísticos, cuja base económica é baseada em falsos pressupostos, como o número de entradas anuais previstas. O mesmo se passou com o TGV de Sócrates….

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