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Obras no Flecheiro avançam sem informação nem acompanhamento arqueológico (c/ fotos e vídeo)

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As obras de arranjo do Flecheiro, na margem direita do rio Nabão, em Tomar, estão a ser feitas sem qualquer informação no local e sem acompanhamento arqueológico.

A lei obriga a que no local estejam afixadas informações sobre a obra, custos, prazos, financiamentos, etc. Mas até agora não existe qualquer painel informativo sobre o que está ali a acontecer. Apenas uma placa com a identificação do empreiteiro, a empresa Nov Pro Construções, S.A., de Leiria.

Os trabalhos decorrem numa zona sensível, onde existem vestígios arqueológicos, mas até agora não há qualquer acompanhamento nesta matéria, o que vai contra a lei.

As barracas das famílias ciganas foram demolidas, dezenas de árvores foram abatidas e foi desmatado o terreno com algumas movimentações de terra.

Do outro lado do rio situa-se a igreja de Santa Maria do Olival e o chamado fórum romano. Foi nas imediações da igreja que foi descoberta a maior necrópole medieval da Europa.

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Na margem direita existia uma roda hidráulica utilizada para regar as hortas. Desse património restam alguns troços do calheiro, o “aqueduto” que levava a água captada no rio às hortas. Supõe-se que as pedras que serviam de base a essa roda ainda estejam no local.

Depois de alertarmos para o atentado que a câmara estava a preparar, houve um recuo e o calheiro, até agora, foi preservado.

Para o Flecheiro está prevista, segundo o projeto aprovado pela câmara, uma grande zona relvada e com árvores, um anfiteatro ao ar livre, virado para o rio, um parque infantil e zonas pedonais, além de uma ciclovia. João Carvalho Teixeira, de Lisboa, é o arquiteto autor do projeto. O investimento previsto é de 2 milhões e 642 mil euros.

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6 comentários

  1. A Câmara está com muita pressa. Tem que acabar a obra a tempo de próximas eleições.
    Identificação do dono da obra? Financiamento da obra?
    Ora, depois tratamos disso. Agora, comprem mais uma casa algures, e instalem quem falta instalar!
    Preço’ Quanto custa? Não interessa, nem seque o dinheiro é nosso…

  2. UM SUSTO

    Conhecendo, como nós conhecemos, a enorme sensibilidade cultural e histórica da actual vereação, podemos desde já ter a certeza que, a encontrar-se seja o que for que aparente ter alguma vaila cultural, é certo e sabido que, se não for destruído depressa antes que se saiba, vai levar alcatrão e cimento em cima.

  3. A DGPC já confirmou que não lhes foi feito um Pedido de Autorização para Trabalhos Arqueológicos (PATA)??
    Se não foi feito e não está a ser feito o acompanhamento arqueológico , é inacreditável!! , sabendo-se que o projeto implica rebaixar TODA a zona para o nível do leito do rio.. vão ser removidos -para sempre- dezenas de milhares de metros cúbicos de terra e tudo o que ela poderá conter
    Sabendo que se torra milhões para as ruínas do Fórum, sabendo-se o que aconteceu aquando das obras junto da igreja de Sta Maria dos Olivais..
    Está visto que só querem mesmo o novo terreiro para mais concertos para uns poucos e a pagar por todos (os que ainda restam)..
    Sabendo que essa zona foi terreno de cultivo, mas também lixeira, matadouro (próximo), oficinas.. será que foi feita a devida avaliação de contaminação dos solos? caso hajam solos contaminados só poderão ser removidos para aterros licenciados..

  4. Realmente o que faz falta em Tomar é a arqueologia. É por isso que muitos tomarenses em especial os que não estão reformados procuram outras paragens para viver. Paragens onde conta a vida atual e a perspetiva de futuro para o cidadão. Até funcionários públicos quando têm oportunidade , tentam transferências .

  5. Um dia, na hora da minha morte, vou lamentar apenas uma coisa que não consegui concretizar até agora e que duvido que o faça até ao meu último dia: casar com uma arqueóloga. Porquê??porque quanto mais eu fosse envelhecendo, mais ela se interessaria por mim…

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