Chamava-se Flecha e era a mascote dos bombeiros de Vila Nova da Barquinha desde cachorro. O cão-bombeiro foi adotado pela corporação e fazia parte do dia-a-dia no quartel. Morreu nesta sexta feira, dia 6, e deixou os bombeiros da Barquinha de luto.
Era um animal que vivia a adrenalina dos bombeiros sempre que a sirene tocava. Corria para a rotunda dos bombeiros e ladrava como que a alertar os condutores e os moradores.
“O Flecha fazia parte da família. Conhecia rotinas, reconhecia vozes, sabia quando alguém precisava de um mimo extra. Não pedia nada, dava tudo”, recorda a corporação numa publicação no seu site.
“Para quem fazia serviços à noite, o Flecha era muito mais do que um cão. Era presença constante, companhia silenciosa nas horas mais longas, conforto nos momentos de cansaço e um carinho sempre pronto quando o quartel ficava mais vazio. Quantas madrugadas não foram passadas com ele por perto, atento, fiel, como se também estivesse de serviço”, acrescenta.
É um dia triste no quartel dos bombeiros da Barquinha que “fica mais silencioso. Fica um vazio difícil de explicar, mas ficam também as memórias, os sorrisos e a certeza de que foi muito amado — e que nos ensinou, à sua maneira, o verdadeiro significado de lealdade”.

