Um homem de 47 anos foi condenado pelo Tribunal de Santarém a seis anos e seis meses de prisão efetiva por ter disparado contra a casa de um vizinho, ameaçado matá-lo e tentado intimidar militares da GNR, na Serra de Tomar.
Os factos remontam a 8 de agosto de 2025, após uma discussão ocorrida num café da localidade. Segundo o acórdão citado pelo jornal O Mirante, o arguido agrediu o vizinho com um murro, provocando-lhe um hematoma junto ao olho direito. Cerca de três horas depois, pelas 18h30, muniu-se de uma caçadeira de cano serrado e percorreu a rua onde ambos residem, efetuando pelo menos 14 disparos audíveis em toda a aldeia.
Durante o incidente, o homem terá gritado repetidamente “Vou-te matar!”, dirigindo-se à habitação do vizinho, cuja porta atingiu com pontapés e quatro tiros, deixando buracos visíveis. A vítima refugiou-se na parte traseira da casa, temendo pela própria vida.
Quando os militares da GNR chegaram ao local, o arguido disparou ainda um tiro para o ar, numa tentativa de intimidar a patrulha, acabando por se entregar pouco depois sem resistência. As autoridades apreenderam de imediato a arma ilegal e vários cartuchos.
O coletivo de juízes considerou o arguido culpado dos crimes de dano com violência, detenção de arma proibida e resistência e coação sobre funcionário. O tribunal concluiu que o objetivo do condenado foi provocar medo e inquietação tanto no vizinho como nos militares da GNR, perturbando a atuação das autoridades.
O acórdão refere ainda, segundo o mesmo jornal, que o homem, desempregado e antigo motorista de pesados, revela dificuldades na gestão de conflitos e défices de responsabilização. Foi também tida em conta uma condenação anterior por violação, aplicada por um tribunal francês em 2006, com pena de seis anos de prisão.
Os juízes entenderam que, face à gravidade dos factos e à ausência de arrependimento, a aplicação de uma pena de prisão efetiva era necessária para proteger a comunidade e prevenir novos comportamentos violentos. Como atenuante, o tribunal considerou apenas a inexistência de antecedentes pelos mesmos tipos de crime.
O homem continua preso no Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha.



2 comentários
Já outros fizeram muito mais e andam a solta…bela justiça…liberdade…viva Salazar
Talvez seja melhor tirá-lo de onde está e mandá-lo para tua casa.