DestaqueOpinião

Governação Socialista continua a ignorar as empresas

A opinião de Tiago Carrão*

- Publicidade -

A governação socialista da Câmara Municipal de Tomar continua a ignorar as empresas tomarenses. Por preconceito ideológico, incapacidade ou capricho, ou tudo isso, como me parece ser.

Nas Grandes Opções do Plano, no Orçamento Municipal e nos impostos para o ano de 2024 que foram apresentados e discutidos na reunião de Câmara de 30 de novembro, fica à vista de todos a forma como o Presidente e Vereadores socialistas olham para o tecido económico empresarial.

Desde logo, pela mensagem do Presidente da Câmara na introdução das Grandes Opções do Plano e Orçamento: não há uma única referência às empresas, nem uma simples palavra aos empresários! Entende-se, não havendo nada de positivo a dizer, é preferível nada dizer. Ao analisarmos os documentos, percebemos porquê.

2024 é mais um ano em que o desenvolvimento económico local continua a ser o parente pobre do investimento para a governação municipal socialista. Num Orçamento de quase 52 milhões de euros, para a economia local os socialistas atribuem apenas 100€ (sim, leu bem, apenas 100€) para o Empreendedorismo Jovem e 9.318€ para o Parque Empresarial (Zona Industrial), manifestamente insuficiente para as necessidades e oportunidades que aquele espaço representa para o crescimento económico do concelho e que, há bem pouco tempo, até levou alguns empresários a manifestarem-se publicamente contra a negligência da Câmara Municipal.

  • Onde estão os apoios efetivos às empresas existentes e os incentivos aos investidores? O Regulamento de Apoios e Benefícios Fiscais, proposto pelo PSD, continua a aguardar a “luz do dia” há quase 2 anos.
  • A criação de novos espaços industriais no concelho não sai do papel e, a julgar pelo andamento do processo, arriscamo-nos a passarem vários anos até serem realidade.
  • Ao contrário do que tanta vez querem fazer parecer, não é por falta de espaço que as empresas não se fixam em Tomar. Ainda recentemente soubemos da existência de 7 lotes disponíveis na zona industrial, um dos quais com mais de 5ha.
  • A incubadora de empresas, há tantos anos reclamada pelo PSD e empreendedores, nem sequer é considerada para o próximo ano.
  • Na Derrama, os socialistas pretendem acabar com a isenção para empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros, ou seja, vão passar a aplicar uma taxa de 0,75% a cerca de 300 pequenas e médias empresas do concelho. Para a CMT estamos a falar de uma perda de receita de 30 mil euros, mas para as empresas pode fazer a diferença.
  • Curiosamente, o mesmo Presidente da Câmara que propõe a redução da taxa de IRS em 1%, abdicando de uma receita de 300 mil euros, no que toca à Derrama diz-se incomodado com a perda de receita de 30 mil euros, não permitindo a referida isenção. O apoio às famílias é, obviamente, importante, mas sendo assim, porque é que a governação socialista retirou do Orçamento a rubrica de 300 mil euros destinados a apoiar as famílias em situações difíceis face à subida da taxa de juro no Crédito Habitação?

As empresas são a “espinha dorsal” do tecido económico, criam postos de trabalho, geram riqueza, e são fator crucial para a fixação de famílias, que Tomar tanto precisa para inverter o declínio populacional acentuado nos últimos 10 anos. Industriais, comerciantes, agricultores e tantos outros empresários e empreendedores nos diversos setores da economia, devem merecer o reconhecimento da governação municipal e, mais do que isso, ter no Município de Tomar um parceiro ativo e envolvido.

- Publicidade -

Por mais vezes que a governação socialista se esqueça, cá estaremos para os continuar a recordar das empresas e do seu contributo para o desenvolvimento do concelho.

*Vereador da Câmara Municipal de Tomar, eleito pelo PSD
Presidente do PSD de Tomar

- Publicidade -

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo