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Promoção turística e valor acrescentado

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É arriscado abordar em conjunto dois temas complexos aqui no Tomar na rede, porquanto boa parte do leitorado não parece ter sido contemplada de nascença com o necessário para tudo abarcar. O que leva a que alguns nem disso mesmo se dêem conta. Das suas óbvias limitações. Mas adiante, que é demasiado tarde para remediar, em relação a alguns.

Em duas intervenções recentes, a srª presidente da câmara falou de promoção turística e de valor acrescentado. Num caso para justificar mais uma alteração orçamental, que vai beneficiar a chamada animação cultural, agora designada por promoção turística, que é mais europeu. No outro, para anunciar que a autarquia procura atrair empresas da área da produção/comercialização de energia, para criar valor acrescentado.

Sobre os eventos, concertos, festivais, festas e festarolas, independentemente do valor artístico/cultural que possam ter, cabe alertar que se trata na prática de dinheiro deitado à rua, ou de simples compra de votos. Isto porque falar de promoção turística será um manifesto abuso de linguagem. Promover a vinda de mais turistas a Tomar é nesta altura um contra-senso, uma vez que a cidade e o concelho não dispõem das condições básicas para os acolher com a dignidade que merecem. Onde está o estacionamento? Onde estão as instalações sanitárias com dimensão e qualidade? Onde está a sinalização turística adequada? Onde está a segurança contra roubos no estacionamento junto ao Castelo? Onde está a ligação rápida e não poluente Centro Histórico > Convento > Centro histórico? E sem tudo isto, pouco ou nada feito. Os turistas enganados vão-se embora, dizendo mal do que viram, assim desmotivando outros visitantes. Julgam os senhores autarcas, e outros cérebros que os aconselham, que não é assim? Cabe recordar que, por definição, turistas são aqueles que viajam pelo gosto de viajar, e assim fazendo vêem e entendem muita coisa, que depois comparam. Como explicar de outro modo que Batalha ou Alcobaça, dois monumentos próximos e comparáveis a Tomar, mas já dotados das tais estruturas básicas de acolhimento turístico, tenham anualmente mais do dobro dos visitantes do Convento de Cristo?

Sucede que, se e quando a autarquia tiver coragem para providenciar a instalação dos equipamentos turísticos básicos, que tanta falta fazem, aí encontrará várias fontes de valor acrescentado, sem necessidade da vinda de empresas da área das energias limpas, que de qualquer forma serão sempre bem-vindas caso aceitem vir instalar-se no inferno burocrático nabantino. Tem é de velar para que as coisas sejam bem feitas, de forma a terem êxito. Por favor, não se metam em mais obras ornamentais tipo Várzea grande, Nun’Álvares, Torres Pinheiro, Estrada da Serra, que serviram unicamente para espatifar verbas europeias.

Mais explicações, só em regime de diálogo horizontal, franco e bem intencionado. Oportunismo bacoco não!

                                                                  António Rebelo

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10 comentários

  1. Como sempre, você começa os seus posts por menorizar as pessoas no geral, e os que ainda vão tendo paciência para o ler em particular. E, também como sempre, ter-me-à à perna para o indispor da forma que me dá mais gozo: remete-lo à patetice, porque é mesmo disso que se trata. Você não passa dum pateta alegre, convencido da sua sapiência, misturada com um narcisismo exagerado, vomitando ideias rebuscadas e quixotescas.
    Volte para o Brasil, e enquanto não o faz dedique-se a alimentar o seu onanismo olhando-se ao espelho.

    Bon voyage, mon cher!!!!!!!!!!

  2. O FAZEDOR DE OPINIÃO

    A mediocridade e a pequenez de uma terrinha como Tomar está patente em tudo para que se olhe.
    É certo que, por tradição do jogo político, tendemos mais e de imediato a olhar para o poder, para quem o ocupe. E isso é muito fácil – fácil demais – até para quem não consegue mesmo ver mais nada. Este tipo de atitude coloca sempre a “oposição” em vantagem. Porque quem está no poder é mesmo próprio para “apanhar”.
    Mais das vezes, malhar no poder serve sobretudo para esconder a nossa própria mediocridade e sujeira. Veja-se, a título de exemplo, a porcaria que os tomarenses fazem com o lixo e os “ataques” que depois são feitos a quem não o consegue limpar.
    Ser oposição, ser “fazedor de opinião” com um mínimo de dignidade, implicaria também cascar forte e feio nos próprios tomarenses. Ainda que se compreenda que eles, coitados, tenham de “dançar o tango” de acordo com uma batuta de uma autarquia que, pura e simplesmente não tem a noção do que está lá para fazer.
    Mas uma vertente da pobreza e mediocridade desta terra são também os “intelectuais de serviço”, vulgo “chico-espertos sabichões” que querem mesmo incrementar a sua glória cá na terra, pavoneando a sua luzidia careca nos blogues em que se armam em sabichões.
    É o caso, obviamente, deste cromo António Rebelo.
    Este artista confunde desprezo e indiferença com aceitação e aplauso. E acha que alguns dos breves comentários à sua presença, em que é usada a linguagem em que também é mestre (uma certa boçalidade), são a prova da sua justeza e santidade.
    A sua grande e inicial motivação é evidenciar a grandeza e glória do seu currículo e o apoucar dos efectivos ou eventuais comentadores ou desmistificadores das suas eloquentes tiradas. Quem não suporta o lustro da sua brilhante careca é porque está mesmo feito com os autarcas de serviço, não haja dúvidas.
    E então ele, que tem muitos estudos, já esteve no estrangeiro e andou de avião, vai de zurrar e escoicinhar contra tudo o quer que seja que alguém, com responsabilidades tenha encetado na área do turismo, coisa que em que é um enorme especialista, aqui e nuns arredores muito grandes. (Eu até já o ouvi gabar-se de que sabe quantos minutos e que demora a esvaziar um autocarro. Pasme-se)
    Para que não restem dúvidas, e para arrasar mesmo, começa por comparar Paris com Tomar. E envergonhar-nos por não termos uma câmara que faz os mesmos investimentos na Capelinha da Piedade que são feitos na Catedral Notre Damme. Uma vergonha para Tomar, portanto.
    Depois vem por aí abaixo em sucessivos artigos de douta opinião em que leva tudo à frente e termina nos urinóis de serviço.
    Compreende-se senhor. Com essa vetusta idade, o discernimento a faltar e a próstata a apertar, para além da higiene dos turistas, uma pessoa andar na cidade a ver coisas mal feitas e dar assim a vontadinha não será das coisas mais agradáveis.
    O que vale é que quando for a Paris ver se as obras da catedral ficaram bem feitas, para depois arrear nos de cá, já sabe: pode perfeitamente pôr-se à sombra e mijar descansado.

  3. O trabalho a que se deu, o patego Rebelo, para tentar dar uma resposta espectavelmente rápida e consisa. Não! Saiu mais uma borrada, mais tortuosa que a antiga estrada que atravessava a serra do Caldeirão com as suas 510 curvas a partir de São Bartolomeu de Messines em direcção à Almodôvar.
    A escrita é o espelho da mente. Ninguém ficará com dúvidas sobre a qualidade deste fóssil vivo!

  4. Eu não disse que era arriscado abordar em conjunto dois temas complexos, aqui no Tomar na rede? Além das obras-primas supra, cuja classificação deixo ao cuidado dos leitores mais capazes, há as opiniões no Face.
    Não escrevo lá, nem frequento, mas como o Tomar na rede alarga a sua difusão naquele meio, chegou-me a informação de que determinado leitor, que tem o mérito de se identificar cabalmente, parece ter ficado agoniado com o primeiro parágrafo do meu texto. De forma que fui praticamente forçado a ler.
    Uma de duas, ou o jovem leu mas não conseguiu interpretar cabalmente aquilo que leu; ou, mais grave ainda, leu e interpretou cabalmente, mas acredita numa série de tretas do tipo “todos somos igualmente inteligentes”, “todos aprendem tudo”, “todos conseguem sem dificuldade escrever ou ler e interpretar textos complexos de mais de 10 linhas”. As lérias dos defensores do facilitismo, que tão bons resultados está a dar.
    Dirão os “passarões” do costume que tanto vale a interpretação do jovem como esta minha. São maneiras de ver. Neste caso separadas por mais de 60 anos de escrita e mais de 30 de docência da língua materna…

    1. Por acaso a conversa era consigo? E nunca lhe ensinaram que é má educação tentar meter-se nas conversas alheias?
      Fique-se p.f. lá no seu altaneiro pedestal, onde julga estar, e abstenha-se de tentar arranhar os tintins a quem não o incomoda, porque sempre a procura respeitar, coisa que você não sabe ou não quer fazer. Estou velho para garotadas.

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