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Economia Local deve ser uma Prioridade Municipal

Opinião de Tiago Carrão

Tomar tomar centro historico

A economia local deve ser uma das prioridades de qualquer município, mais ainda no contexto da pandemia que vivemos atualmente. Economia local que apesar de, por vezes, parecer apenas um chavão utilizado pelos políticos é, na verdade, algo de muito concreto.

É o tecido empresarial, os empresários, os industriais, os comerciantes, os empreendedores – todos aqueles que investem, que criam emprego e que geram riqueza na nossa comunidade. São fundamentais para o desenvolvimento do nosso território e devem, por isso, ser acompanhados e apoiados por quem nos governa, à escala nacional e pelo poder local.

Numa conjuntura socioeconómica fustigada pela Covid-19, cujos efeitos são ainda imprevisíveis, o apoio e a colaboração do Município aos agentes económicos torna-se ainda mais importante. Temos setores da nossa economia como o turismo, a hotelaria, a restauração, o comércio local e muitos outros que atravessam uma fase muito complicada, em alguns casos a lutar pela sobrevivência.

Por exemplo, estudos recentes das associações do setor da restauração apontam que quase metade dos cafés e restaurantes poderão não sobreviver e 36% não tinham conseguido pagar na totalidade os salários de janeiro. Em Tomar, estes setores constituem um importante pilar da nossa economia e representam muitos postos de trabalho, diretos e indiretos.

Se os profissionais de saúde têm a importante missão de salvar vidas, cabe aos políticos e, em particular, aos autarcas lutar para salvar empresas e famílias. Cabe à Câmara Municipal de Tomar trabalhar para apoiar aqueles que cá vivem, estudam ou trabalham.

Até à data, da parte da governação socialista temos assistido a pequenas ações pontuais que, apesar do mérito que possam ter, ficam muito aquém daquilo que se espera de quem tem a responsabilidade de governar o concelho.

Mais do que iniciativas avulsas, queremos ver uma governação proativa, com um plano estratégico de ação para numa primeira fase minimizar os prejuízos que esta pandemia tem causado à nossa economia e de seguida catapultar a recuperação e o crescimento económico.

As vendas online têm sido uma oportunidade para muitas pequenas e médias empresas que encontraram na internet um novo canal de vendas que lhes permitiu atenuar os prejuízos causados pelos confinamentos. Em 2020, estima-se que o comércio online tenha crescido 27,6% e este ano continuará a crescer acima dos 2 dígitos. Em Tomar, as vendas online em 2020 foram uma oportunidade perdida por incapacidade da governação socialista.

Desde o verão passado que existe uma plataforma dos CTT que permite aos comerciantes terem o seu espaço para venda online. Em agosto os vereadores do PSD propuseram em reunião de Câmara que o município de Tomar aderisse a esta app do comércio local, permitindo que os empresários tomarenses pudessem colocar com facilidade os seus negócios online. A governação socialista rejeitou esta proposta, alegando que teria em construção a sua própria plataforma de comércio online que estaria pronta a tempo do Natal.

O Natal passou e nada. Em fevereiro vieram então apresentar a adesão à plataforma de comércio online dos CTT, 6 meses depois do proposto pelo PSD, justificando-se com uma possível redução do custo da adesão do município à app. Uma poupança de cerca de 15 mil € que para o orçamento municipal não tem grande expressão, mas que para os comerciantes e empresas tomarenses teria um impacto muito significativo. Foram 6 meses perdidos em que poderiam estar já a vender na internet, tivesse a Câmara Municipal tido a capacidade de atuar no momento certo.

Chega a ser frustrante para nós tomarenses ver que quem nos governa decide, na maioria das vezes, tarde e a más horas e que no paradigma atual de competitividade entre os territórios Tomar estagnou.

Tarde e a más horas, quando chega.

A incubadora de empresas nunca chegou. Uma infraestrutura capaz de albergar e apoiar empreendedores e startups, que potenciasse a criação de negócios inovadores, geradores de emprego qualificado e mais-valias. Olhemos à nossa volta, estamos na cauda da nossa região no que toca ao apoio ao empreendedorismo.

Mais do que festas e foguetes, Tomar precisa de uma política séria e competente de desenvolvimento económico. O investimento municipal na economia tem um efeito multiplicador e um retorno muito significativo.

Ganha o Município, ganham as empresas, mas, acima de tudo, ganham as pessoas. Investir nas empresas e nas pessoas é investir no futuro. E o futuro constrói-se no presente.

                                                           Tiago Carrão
                                       *Vice-Presidente do PSD de Tomar

 

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Escrita por Tiago Carrão

Comentários

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  1. Este seu texto tem pelo menos um mérito. Existe, numa terra em escrever sobre política é algo cada vez mais raro. Feita esta constatação, devo confessar que apenas encontrei aquilo que já esperava. Alguns ataques justos contra a actual maioria PS, um dos quais subscrevo inteiramente. Refiro-me àquele do 13º parágrafo, que começa assim: “Mais do que festas e foguetes, Tomar precisa de uma política séria e competente de desenvolvimento económico”. Apoiado, sr. Carrão. Mas onde está explicado como deve ser no concreto essa política?
    Além dos referidos ataques, há também uma ou outra alusão, infelizmente demasiado vaga, à necessidade de planos eficazes de desenvolvimento. Como por exemplo a do 7º parágrafo: “queremos ver uma governação proativa COM UM PLANO ESTRATÈGICO DE AÇÃO para numa primeira parte minimizar os prejuízos… …e de seguida catapultar a recuperação e o crescimento económico.”
    Magnífico, sr Carrão. Mas como fazer isso, tanto mais que, se bem entendo, o seu plano estratégico integra afinal um plano tático e só depois um estratégico?
    Concluindo, é meu entendimento que se trata de uma boa tentativa para cativar eleitores, porém ainda com excesso de blábláblá e quase total carência de ideias operacionais, notando-se até alguma confusão quanto a conceitos. Por exemplo quando escreve no 3º parágrafo “…O TURISMO, A HOTELARIA, A RESTAURAÇÃO…” sendo certo que em termos de análise económica, o turismo já engloba os outros dois. Como deve saber, não há turismo sem promoção, transportes, alimentação, bebidas, alojamento e animação.
    Faça favor de continuar que cá estarei para ajudar com os meus pontos de vista críticos, uma vez que também sou eleitor-contribuinte em Tomar.

  2. António Rebelo, olhe que o Eng.Carrão tece rasgados elogios á sua amiga, a vereadora sempre em festa, na sua página pessoal da internet!!!! 😮. Afinal não sou só eu 😉.
    Eu não concordo com o Eng.Carrão, eu acho que a Câmara devia de se imiscuir o menos possível na economia local, e por o fazer é que isso anda tão mau. Não entendo porque é que os comerciantes hão de necessitar do aval da câmara para acederem á plataforma ctt. Aliás as plataformas de vendas existem há muito tempo, caso OLX, eBay e Amazon. Nem ele se devia meter na política, porque um bom empreendedor ama o seu negócio e dedica-lhe 24/7. E se ele chegar a vice presidente, não sei qual a intenção dele, mas se não vender pode haver conflito de interesses!!!!

    • Caro Helder:
      Agradeço o aviso, aproveitando para esclarecer que sempre procurei não misturar as coisas. Tento nunca confundir questões pessoais com discordâncias políticas. No caso, conforme já afirmei anteriormente, em termos pessoais, nada tenho contra qualquer membro do actual executivo, ou outro político local. Pelo contrário, considero-os até bastante simpáticos como cidadãos. O que de modo algum me obriga a concordar com eles naquilo que fazem como eleitos.
      A vida privada de cada um não me diz respeito, pelo que não tenho que me pronunciar.

      • Os elogios que ele faz são profissionais. Desconheço a natureza da relação entre os dois. Eu não conheço nenhum deles pessoalmente.

  3. Decerto sem querer, Tiago Carrão mostra aqui uma vez mais quem é e ao que vem. Puro produto do sistema partidário que temos, parece estar convencido que basta chegar, largar umas postas de pescada e assinar, acrescentando a medalha “vice-presidente do PSD de Tomar”.
    Nada de responder aos comentários dos leitores, que isso seria dar-lhes demasiada confiança, e portanto descer em excesso na escala social. O estilo da chefe dele, que também não responde quando lhe escrevem.
    Façam favor de continuar assim uma e outro, que vão longe.

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