Morreu hoje em Vila Franca de Xira Manuel Maria Mota, 83 anos, figura conhecida e respeitada sobretudo em Cem Soldos, terra onde nasceu e viveu toda a vida.
Dedicou a sua vida à arte tipográfica na antiga Gráfica de Tomar onde foi compositor, tendo sido colaborador do jornal Cidade de Tomar.
Era um homem muito culto que gostava de história. É da sua autoria o livro “Madalena: Contributos para a História da Freguesia”.
Foi um dos primeiros presidentes do Sport Club Operário de Cem Soldos, coletividade que organiza o festival Bons Sons.
Em 2019, durante o festival, “Tomar na Rede” entrevistou Manuel Mota (vídeo em baixo), conversa na qual manifestava a sua satisfação pela alegria e movimento que o evento traz à aldeia. “Gosto muito de viver, tenho muita pena de morrer”, confessou.
Manuel Mota deixa quatro filhos (entre os quais o atleta Luiz Mota), seis netos e cinco bisnetos.
A toda a família apresentamos sentidas condolências.
Assim que tivermos informações acerca do funeral, divulgaremos.
Nos primeiros três minutos do vídeo, entrevista com Manuel Maria Mota no festival Bons Sons de 2019


1 comentário
Era de um modelo como já não se usa. Agarrado ao terrunho e ardente defensor da comunidade tomarense. Foi um dos pilares da Gráfica, junto com o Guilherme, o Carlos Alves e o António Maria. Sem o seu trabalho meticuloso e abnegado, o Cidade de Tomar nem sempre teria saído como saiu. Gonçalo Macedo, um dos directores, reconheceu-o. Dele dizia que “é um excelente escudeiro, do melhor que temos”.
Se o Convento de Cristo é hoje Património da Humanidade, a ele se deve também uma pequena parte. Trabalhou arduamente e pro bono, em conjunto com Carlos Alves, o António Maria, o autor deste comentário e outros, para que o dossier de candidatura estivesse pronto a tempo de viajar para a Suiça, sem envergonhar.
Que descanse em paz, pois bem mereceu.
As minhas condolências a toda a família .
António Rebelo