Autor: António Rebelo

Nota prévia O Triunfo dos porcos é um livro de George Orwell, publicado em 1945, do qual existe uma edição em português. George Orwell é o nome literário de um cidadão inglês nascido na Índia, em 1903, na altura sob administração britânica. Basicamente, o livro é uma longa metáfora, ou alegoria, que relata a revolta dos porcos de uma quinta, os quais acabam por tomar o poder, sob o lema “os porcos são todos iguais”. Só mais tarde, após a tomada do poder, se chega à conclusão que, afinal, “os porcos são todos iguais, mas há uns mais iguais que outros”.…

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Assim à primeira vista, a 7 mil quilómetros a sudoeste, parece-me bem que sim. Vejamos. É bem conhecida a situação trágica que se vive em Tomar, desde muito antes da pandemia. Só não vê quem não quer. Muito resumidamente, o concelho perde população como nunca antes, perde empregos, e inevitavelmente perde peso político. Praticamente já não conta. Agora é Ourém que lidera o norte do distrito. E não se vislumbram dias melhores. Pelo contrário. Perante tão negro quadro, que fazem os tomarenses, que em princípio deviam pensar um bocadinho, quanto mais não fosse na decorrência das funções que ocupam? Julgo que atazanados…

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Foi uma consequência da pandemia. A TAP suspendeu os voos Fortaleza -Lisboa, de forma que estive praticamente um ano fora de Tomar. No regresso, notei um ambiente humano algo estranho. Em geral, pelo menos na cidade, as pessoas mostraram-se temerosas, inquietas, tristes e desanimadas. Notei também gente que parecia alegre e despreocupada, mas na realidade, lá bem no fundo, preocupada com o que aí vem, quer se queira ou não. Os conterrâneos com quem privei mais de perto confirmaram a minha primeira impressão. Nota-se uma desesperança, uma espécie de mal estar, de náusea, quando se aborda a situação local. E…

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Aqui há dias, a minha amiga Margarida incitou o sr. Samora a escrever, mas noutro estilo mais chão, por manifesta carência de envergadura intelectual do sujeito para tanta jactância. Não serviu de nada, como era previsível. Sabemos bem que “o estilo é a criatura”. E aí temos de novo a criatura, a procurar ofender quem dela discorda, usando todos os fracos recursos estilísticos ao seu dispor. Desta vez, contudo, não vai ter tanta sorte. Há uma grande diferença entre nós, para além da preparação académica e da experiência de vida. Eu procuro sempre tratar os outros de igual para igual. Frontalmente…

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Segundo o Tomar na rede, que cita o Público, só em 2021 haverá concurso para recrutar novo director, ou directora, para o Convento de Cristo. O que se explica pela duração do mandato, de três anos, em comissão de serviço, como Chefe de divisão, enquanto o responsável pelo Convento de Mafra, por exemplo, é director de departamento. Anomalias do reino da função pública. Estava fora das minhas previsões vir um dia a escrever o que segue. Muitos vão considerar uma heresia. E, com a habitual falta de educação, não hesitarão a apodar-me de vira-casacas. Paciência. As coisas são o…

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Nota prévia Este trabalho tem dois objectivos, informar e ficar em paz com a minha consciência. É portanto só para memória futura. Não tenho ilusões sobre a sua influência imediata na comunidade tomarense, que será praticamente nula, como habitualmente. Eleitores Inscritos Quadro comparativo 2013 – 2019 Concelhos por ordem decrescente da % de perda de eleitores Concelho da faixa costeira – C Concelho do interior – I Concelho do interior profundo – IP  2013             2019           DIFERENÇA          % 1-COVILHÃ – IP – PS       …

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O recente e inesperado abate de dois choupos saudáveis na rotunda da Ponte nova é mais um episódio da governação autoritária da nossa autarca em chefe. Antes já fora condenada duas vezes em tribunal por falta de respostas atempadas a um munícipe. É também do domínio público que se recusa sistematicamente a responder aos pedidos do administrador deste blogue, feitos ao abrigo da lei do direito à informação, e portanto de resposta obrigatória, caso Tomar fosse uma democracia a sério. Em resumo, seja qual for o tema ou a situação, a atitude da nossa presidente é sempre a mesma: num…

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Conforme os leitores decerto se recordam, na sequência de um primeiro escrito, que pode ler aqui, sobre a candidatura dos Tabuleiros à UNESCO, um leitor identificado opinou que seria útil conhecer as causas da recusa da candidatura de Nimes a Património da Humanidade, recusada em Junho de 2018. Contactada a câmara de Nîmes via mail, eis a resposta, recebida nas 24 horas seguintes: “Caro senhor: Respondendo à sua pergunta, apesar de um dossier robusto, elaborado ao longo de dez anos, em conjunto com uma comissão científica integrando especialistas reconhecidos, numa candidatura apoiada pelo governo francês, que nos acompanhou até ao fim,…

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