A polémica pintura mural “Velhos do Restelo”, que o artista Violant criou em 2017 na margem esquerda do rio Nabão em Tomar, foi apagada pela câmara.
Quando foi feita há quase 10 anos, a obra de arte urbana suscitou acesa polémica com os tomarenses a dividirem-se a favor e contra a temática da pintura e a mensagem subjacente.
O artista, João Maurício (que assina por Violant), não concordou com a parede que lhe deram para pintar. A Comunidade Intermunicipal e a câmara de Tomar, que organizaram o projeto “Caminhos”, onde a pintura mural se integrava, impuseram ao artista as paredes onde ele iria fazer a pintura mural. E a resposta, em forma de protesto, foi aquele polémico desenho que é uma crítica “aos que impedem a aventura” e o símbolo dos “atritos” que teve com a organização.
Ou seja, para João Maurício era a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e a câmara de Tomar que representavam os “Velhos do Restelo”.
Quase 10 anos depois, e já com alguns sinais de degradação e vandalismo, a pintura foi apagada a semana passada.
A câmara informou que estava “a realizar trabalhos de manutenção e pintura em diferentes espaços da cidade, nomeadamente na zona envolvente ao rio Nabão e na Levada”.
Para a autarquia “estas intervenções visam conservar e valorizar o espaço público, contribuindo para melhorar a imagem urbana e as condições de utilização destes locais por residentes e visitantes”.
A polémica não acaba e já há críticas à câmara por ter apagado a pintura. “Acho que foi falta de respeito por quem a tinha pintado”, critica uma cidadã nas redes sociais.

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