
O antigo padre das paróquias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, António Santos, condenado em 2015 por dois crimes de abuso sexual de menores, faz parte da lista de pedófilos em Portugal, segundo o Correio da Manhã.
O jornal refere que dessa lista fazem parte 6493 predadores, entre os quais o antigo apresentador da televisão, Carlos Cruz.
No caso do padre, atualmente com 53 anos, foi condenado em 2015 da prática de dois crimes de abuso sexual de criança que terão ocorrido em outubro e novembro de 2013.
O primeiro abuso dado como provado ocorreu durante um acampamento de escuteiros em outubro de 2013, numa tenda onde dormiam quatro jovens, tendo-se António Santos deitado entre duas delas, tocando numa rapariga de 11 anos por cima do saco-cama. A outra situação ocorreu em novembro, durante uma visita com um grupo de jovens à Feira da Golegã, quando assistiam a um jogo de horseball, tendo o padre metido a mão dentro do bolso do casaco de outra menor, então com 12 anos, e tocado nos seus órgãos genitais.
Foi condenado a pena suspensa de 14 meses de prisão, tendo o Tribunal de Santarém entendido que estes não assumiram a forma agravada, como estava acusado.
Durante o período de suspensão da pena, António Júlio Santos, que tem vindo a ser seguido por um psiquiatra (ainda antes da data dos factos pelos quais foi condenado), fica, por determinação do Tribunal, sujeito a acompanhamento.
A presidente do coletivo de juízes afirmou que, apesar da existência de dolo direto, foi tido em consideração o facto de o padre estar a atravessar uma fase difícil, vivendo uma “depressão moderada“, a não existência de antecedentes e de ter sido o próprio a pedir a suspensão de funções de pároco.
Segundo o Correio da Manhã, a lista de pedófilos atingiu em dezembro um recorde de 6493 nomes. Em média, todos os anos são acrescentados cerca de 350 nomes nessa base de dados por crimes contra a autodeterminação sexual e liberdade sexual.
Os nomes permanecem na lista um número limitado de anos consoante a gravidade das penas, Por exemplo, Carlos Cruz mantém-se no registo durante 15 anos.