
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Talvez seja melhor a câmara de Tomar pensar em colocar um sinal de trânsito a alertar para o perigo de patos atravessarem a estrada na av. Nuno Álvares Pereira.
Aconteceu mais uma vez nesta quinta feira, dia 11, à entrada de Tomar. Quatro patos atravessaram descontraidamente a estrada, primeiro para um lado e depois para o outro, obrigando os automobilistas a parar.
Estes patos costumam estar no Flecheiro na margem direita do rio Nabão.
Para os lisboetas que, apesar do confinamento, ainda consigam viajar até Tomar, designadamente para visitar as grandiosas e maravilhosas obras daquela avenida e as da Várzea grande, será uma agradável confirmação. Desaparecidos de Lisboa na sequência do surto urbanístico do século passado, os patos bravos afinal limitaram-se a regressar à sua terra natal.
Nós tomarenses sabemos bem que a tal terra natal dessa honrada gente trabalhadora e empreendedora é mais ali para as bandas do Poço redondo, da Serra, da Junceira e da Olalhas. Mas os alfacinhas não estão para minudências. Pato bravo é mesmo de Tomar. E vê-los a atravessar a estrada nacional logo à entrada da zona habitada, conforma o extraordinário progresso demográfico local. Entre outros.
Vai haver bué de fotos e grandes exclamações de satisfação mostrando-as aos amigos: Eh pá! passei por Tomar e vi que lá ainda há patos bravos. Aquilo é mesmo do mais provinciano que há!
Chamem o PAN
São os patos do falecido patriarca cigano Pascoal, se calhar à procura do caminho para o Bairro calé, onde agora está instalada a família. A Câmara cumpriu assim um dos desejos do patriarca. Disse-me ele um dia que o melhor era instalar cada família cigana numa das entradas na cidade, par evitar bulhas. E para outras coisas, deduzi eu, mas calei-me.
Voltando aos patos, perguntado se nunca tinham comido nenhum assado, a resposta foi clara: “Nã senhori; um teve ao lume mais de 4 horas e nã se podia podia comere. Táva mais rijo que coiro.”
Não são patos bravos!
A ignorância tem hipótese de correção, senão?
Pois não! São tomarenses. Parecem mansos, mas quando calha são piores que os bravos. Onde já se viu patos mansos a atravessar uma estrada nacional em plena cidade. Já somos algum parque zoológico, ou quê? Ou seremos um aviário de “patos” políticos e “patas chocas”?
Não é melhor a Camara levar oa patos para um lugar onde estejam a salvo?
Ou pir setem patos podem morrer atropelados que não faz mal?
Não têm direito à vida?
Ildebrando
Que maravilha, patos na terra dos patos, seja lá qual for bravos mansos que importa não circulam a 180 km hora e a circulação só tem que respeitar pois na próxima vida podemos vir em formato de pato ou outro animal qualquer. Já tenho por ai visto também alguns ursos e ursas. Pior, pior é se aparece por ai alguma bactéria a dar cabeçadas no pessoal, é tudo possível, agora patos inofensivos só fazem mal a quem tem pressa de morrer.