As instalações e terrenos da antiga fábrica de papel do Prado, em Tomar, estão à venda por 7 milhões de euros através da agência imobiliária Remax.
Os mesmos imóveis chegaram a estar à venda através de outra agência imobiliária por 14 milhões de euros, mas agora estão “sob consulta”, ou seja, com valores negociáveis.
Após o encerramento da fábrica por falência em 2017, os imóveis foram vendidos pela massa insolvente por 1 milhão e meio de euros em janeiro de 2022.
Antes disso, foram várias as tentativas de venda do património mobiliário e imobiliário da antiga fábrica. Na primeira tentativa de venda, através da leiloeira Domus Legis, o valor base era de 3 milhões e 60 mil euros. Depois baixou para 2 milhões e 750 mil euros, valor que não suscitou interesse aos investidores.
No final de 2020, um sucateiro (empresa Ferminova, do Porto) comprou todo o recheio da fábrica por 870 mil euros. A parte dos imóveis foi vendida em 2022.
Ao fim de mais de 200 anos de funcionamento, a fábrica de papel do Prado parou de laborar no dia 30 de junho de 2017, deixando no desemprego mais de 70 trabalhadores. Iniciou-se então o processo de insolvência que culminou com a venda de todo o património da fábrica.
Situada na união das freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, a unidade fabril ocupa uma área superior a 50 hectares à beira do rio Nabão, tendo uma área coberta de 25.465 m2.
Foi a última fábrica de papel a funcionar em Tomar, concelho que chegou a ter cinco fábricas de papel (Matrena, Porto de Cavaleiros, Prado, Sobreirinho e Marianaia).






