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O que o ‘barão da imprensa cor-de-rosa’ tem a ver com Tomar e Barquinha?

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Numa semana em que o dono das revistas “Maria” e “Nova Gente”, Jacques Rodrigues, foi detido por suspeitas de fraude milionária, fomos ao arquivo repescar as relações que o polémico empresário teve com Tomar e Vila Nova da Barquinha.

Pouco gente saberá que uma das quatro mulheres com que Jacques Rodrigues, o dono do grupo Impala, foi casado, é tomarense. Trata-se de Lucília Simões, filha do falecido “capitão Simões”, que foi colaborador do jornal O Nabão e dirigente da Sociedade Gualdim Pais.

Jacques Rodrigues e Lucília Simões criaram no início do século a empresa Galparque – Diversão e Turismo, Lda, com sede em Vila Nova da Barquinha, que tinha como grande objetivo a construção de um parque temático de diversões, o Galaxy Park, junto à zona industrial da Atalaia e ao nó da A23.

A câmara cedeu o terreno e chegou a ser feito o estudo de impacto ambiental deste projeto megalómano que previa a construção do Galaxy Shopping e perspetivava a criação de cerca de mil postos de trabalho diretos.

Uma notícia do jornal Público de maio de 2006 apontava para o último trimestre desse ano ou, “o mais tardar, até ao final do mês de março de 2007”, o início da construção do empreendimento. A fonte da informação era o presidente da câmara da Barquinha à época, Miguel Pombeiro, atual secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

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O projeto nunca chegou a ser concretizado e ainda hoje autarcas e população local dão conta do seu desgosto por isso. Sentiram-se defraudados.

Jacques Rodrigues e o seu filho (Jacques Gil Rodrigues) foram detidos esta semana pela Polícia Judiciária, tal como Natalino Vasconcelos, o advogado do empresário, e José Rito, revisor oficial de contas das várias sociedades do Grupo Impala. Além destes quatro detidos, há mais 10 arguidos constituídos nos autos que se iniciaram em 2021 com várias queixas de trabalhadores.

Há suspeitas de crimes de burla qualificada, corrupção passiva, corrupção ativa, insolvência dolosa agravada, falsificação e contrafação de documentos, segundo o comunicado da PJ.

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