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Maçonaria do GOL abre loja em Tomar

Abriu a semana passada em Tomar uma loja do Grande Oriente Lusitano (GOL), a obediência maçónica com mais membros em Portugal. A novidade é avançada pela revista Visão, que na sua edição semanal destaca a maçonaria e o seu poder nos meandros da política.

É o próprio grão-mestre Fernando Lima que revela a abertura da loja em Tomar para demonstrar a vitalidade da sua obediência maçónica. Garante que as adesões não param de aumentar, registando atualmente 2.604 membros e mais de 100 lojas, tendo a última sido aberta este mês em Tomar.

Do Grande Oriente Lusitano (GOL) fazem parte figuras como o deputado Hugo Costa, o vice-presidente da câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, o ex-vereador Becerra Vitorino, o ex-presidente da câmara Pedro Marques e o ex-chefe de gabinete e ex-companheiro da presidente Anabela Freitas, Luís Ferreira.

Esta é a terceira loja maçónica a abrir em Tomar mas é a primeira do GOL. As outras duas – Gualdim Pais e Sellium – estão ligadas à Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal.

Em Tomar serão cerca de 100 os elementos ligados à maçonaria, havendo um grande peso desta organização na câmara e no Politécnico de Tomar.

 

Escrita por Redação

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  1. Ridículo e deprimente.
    Para quem não sabe, a Maçonaria não passa de uma tótózada em que entretêm alguns adultos com mentalidade de criança, onde se brinca às organizações, à hierarquia e à disciplina nuns rituais escuros e obscuros que fazem envergonhar a missa em latim e os escuteiros mirim.
    Quando alguém bate à porta, dizem que está a chover (são códigos ultra secretos, ai que emoção!), tratam-se e respeitam-se pelo “posto” que lá têm (um mestre é sempre um “venerável mestre”), usam aventais a condizer e batem com um pau no chão. Quando alguém apresenta um texto, dizem que apresenta “uma prancha”. Para quem não vislumbra mais, porque não tenha literacia ou um mínimo de cultura, aquilo é mesmo o máximo. Aquilo é “uma obediência”, não se trata de nada democrático. É ritualista: não tem nada a ver com a lógica, a inteligência ou a racionalidade. Está assim abrigada de todo o ridículo. O ser secreto também ajuda e, aliás, tem aí a sua actual razão de ser. (Imaginem só os cromos que foram referidos, de avental e pau na mão, a caminhar pausada e barulhentamente às voltas a uma colunas debaixo de um olho que é o grande arquiteto do universo (que emoção, outra vez!). Eles talvez gostem de se ver uns aos outros naquilo. Mas no fundo, no fundo, devem ter vergonha. Daí o secretismo.
    Aquela coisa vem de tempos muito antigos em que as corporações urbanas (maçons é pedreiros) lutavam clandestina e secretamente contra a ordem sócio-política do antigo regime (refiro-me ao post-feudal). Naqueles tempos tinha mesmo de ser assim: secreto e clandestino, com uns códigos de conduta interna e de relacionamento com o exterior que não pudessem por em causa a organização. Dos pedreiros ficou um molho de referências: a já referida “prancha”, o compasso, o olho do grande aquiteto, etc e tal. Em Portugal (sim, porque isto é uma infecção que vem do estrangeiro, como a vespa aziática) teve mesmo um “braço armado” responsável por alguns assassinatos, incluindo, ao que se diz, o regicídio.
    Para quem não sabe (outra vez), a grande (e justa) justificação do Salazar, foi precisamente acabar com a enorme bagunça que era aquilo em Lisboa, de quase um golpe de estado por semana a evidenciar a enorme actividade e agitação da “Formiga Branca” (o tal braço armado da Maçonaria). Só isso – a proibição da Maçonaria – e mais a apreensão generalizada das armas de fogo deu sossego ao Estado Novo por mais de 40 anos, como se sabe.
    Mas como todas as verdadeiras infecções, quando se pensa que estava ultrapassada, eis que reaparece com outra força e outra justificação. Agora, não sei se será uma forte e irrestível pulsão por parte daqueles senhores para o uso do aventalinho no escuro, se uma necessidade enorme de se sentirem integrados numa hierarquia disciplinadora, em que ao mesmo tempo como que dizem uns para os outros (e os outros para os uns): “Óh pa nós que somos tão importantes e especiais!”… seja lá o que for, aquilo é mesmo uma aberração. Se quiserem, uma aberração numa sociedade que se pretendia democrática e aberta.
    Ridículo e deprimente porque, como é dito no texto inicial, está ali a “elite” da política e da “academia” cá da aldeia.

  2. Ó senhor Orlando:
    Quer vossa excelência dizer onde e em quê é que eu errei ou exagerei?
    Ou quer antes que eu escarrapache aqui os nomes e as datas de admissão dos outros tomarenses que não chegaram a ser mencionados?
    Sei muito bem do que falo.
    E falarei com todo o gosto se o cavalheiro me desafiar a fazê-lo.
    Desafie lá!

  3. Bravo A. Samora, muito bem…. eu desafio-o a escarrapachar os nomes… faça isso por bem da comunidade Tomarense.
    Concordo em absoluto com a descrição que faz da palhaçada sem sentido, sobretudo temporal, os meninos divertem-se… em vez de escuteiros mirim, são os aventalinhos… no fundo uma cambada de crianças (como VExa mui bem diz) com corpo de homem… Como diz uma defensora do seu amado esposo (avental) trabalham em prol da humanidade… e porque humanidade é muita coisa, passemos apenas à localidade, e por esta os aventalinhos não têm feito grande coisa… são incompetentes, falhos de criatividade,… quer os actuais, quer os passados, ou inda os namorados das actuais… Na NabÂncia,, poupem-nos ao ridículo…. deixem-se de palhaçadas e trabalhem em prol da comunidade que vos elegeu…

  4. Entre Maçonaria e Opus Day venha o diabo e escolha. Passada a fase da baioneta, hoje não passam de agrupamentos que procuram negócios ou pretendem influenciar os mesmos. Movem-se ainda pela procura de nomeações para lugares de influência ou bem remunerados. Há ainda os mais pequeninos, mais abertos e muito mais modestos como os Rotarios. Tudo uma rapaziada com pretensões a chegar onde o mérito pessoal não chega.

  5. Ex.mo Sr. A. Samora,

    Pelo conteúdo do seu texto presumo que V.ª Ex.ª, no mínimo, será um simpatizando da política repressiva, totalitária e fascista do Estado Novo, bem como um admirador da sua figura cimeira personalizada pelo Dr. António de Oliveira Salazar. Está V.ª Ex.ª no seu direito, uma vez que cada um perfilha os valores com que mais se identifica, ou que melhor servem os seus interesses. No entanto, permita-me que lhe lembre, pois presumo também que V.ª Ex.ª, na sua sapientíssima elucubração, se tenha esquecido, de um trecho do artigo que Fernando Pessoa publicou no Diário de Lisboa, n.º 4.388 de 4 de fevereiro de 1935, contra o Projeto de Lei, do deputado José Cabral, proibindo o funcionamento das associações secretas, sejam quais forem os seus fins e organização.
    ……………………………

    “A Maçonaria compõe-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal e o elemento a que chamarei humano – isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura e o que resulta dela existir em muitos países sujeita, portanto, a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época reage, quanto à atitude social, diferentemente.

    Nos primeiros dois elementos, onde reside essencialmente o espírito maçónico, a Ordem é a mesma sempre e em todo o mundo. No terceiro, a Maçonaria – como, aliás, qualquer Instituição humana, secreta ou não – apresenta diferentes aspectos, conforme a mentalidade de Maçons individuais e conforme circunstâncias de meio e momento histórico, de que ela não tem culpa.

    Neste terceiro ponto de vista, toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só ideia – a “tolerância”; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por isso a Maçonaria não tem uma doutrina. Tudo quanto se chama “doutrina maçónica” são opiniões individuais de Maçons, quer sobre a Ordem em si mesma, quer sobre as suas relações com o mundo profano. São divertidíssimas: vão desde o panteísmo naturalista de Oswald Wirth até ao misticismo cristão de Arthur Edward Waite, ambos tentando converter em doutrina o espírito da Ordem. As suas afirmações, porém, são simplesmente suas; a Maçonaria nada tem com elas. Ora o primeiro erro dos Antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçónico em geral pelas afirmações de Maçons particulares, escolhidas ordinariamente com grande má fé.

    O segundo erro dos Antimaçons consiste em não querer ver que a Maçonaria, unida espiritualmente, está materialmente dividida, como já expliquei. A sua ação social varia de país para país, de momento histórico para momento histórico, em função das circunstâncias do meio e da época, que afetam a Maçonaria como afetam toda a gente. A sua ação social varia, dentro do mesmo país, de Obediência para Obediência, onde houver mais que uma, em virtude de divergências doutrinárias – as que provocaram a formação dessas Obediências distintas, pois, a haver entre elas acordo em tudo, estariam unidas. Segue daqui, que nenhum ato político ocasional de nenhuma Obediência pode ser levado à conta da Maçonaria em geral ou até dessa Obediência particular, pois pode provir, como em geral provém, de circunstâncias políticas de momento, que a Maçonaria não criou.

    Resulta de tudo isto que todas as campanhas antimaçónicas – baseadas nesta dupla confusão do particular com o geral e do ocasional com o permanente – estão absolutamente erradas e que nada até hoje se provou em desabono da Maçonaria. Por esse critério – o de avaliar uma Instituição pelos seus atos ocasionais porventura infelizes ou um homem por seus lapsos ou erros ocasionais – que haveria neste mundo senão abominação? Quer o Sr. José Cabral que se avaliem os Papas por Rodrigo Bórgia, assassino e incestuoso? Quer que se considere a Igreja de Roma perfeitamente definida em seu íntimo espírito pelas torturas dos Inquisidores (provenientes de um uso profano do tempo) ou pelos massacres dos albigenses e dos piemonteses? Contudo com muito mais razão se o poderia fazer, pois essas crueldades foram feitas com ordem ou com consentimento dos Papas, obrigando assim, espiritualmente, a Igreja inteira.

    Sejamos, ao menos, justos. Se debitamos à Maçonaria em geral todos aqueles casos particulares, ponhamos-lhe a crédito, em contrapartida, os benefícios que dela temos recebido em iguais condições. Beijam-lhe os jesuítas as mãos, por lhes ter sido dado acolhimento e liberdade na Prússia, no século dezoito – quando expulsos de toda a parte, os repudiava o próprio Papa – pelo Maçom Frederico II. Agradeçam-lhe a vitória de Waterloo, pois que Wellinton e Blucher eram ambos Maçons. Sejam-lhe gratos por ter sido ela quem criou a base onde veio a assentar a futura vitória dos Aliados – a “Entente Cordiale”, obra do Maçom Eduardo VII.

    Nem esqueçamos, finalmente, que devemos à Maçonaria a maior obra da literatura moderna – o “Fausto” do Maçom Goeth.

    Acabei de vez. Deixe o Sr. José Cabral a Maçonaria aos Maçons e aos que, embora o não sejam, viram, ainda que noutro Templo, a mesma Luz. Deixe a Antimaçonaria àqueles Antimaçons, que são os legítimos descendentes intelectuais do célebre pregador que descobriu que Herodes e Pilatos eram Vigilantes de uma Loja de Jerusalém.”

    Fernando Pessoa
    ………………………………………..

    Com os melhores cumprimentos,

    Arnaldo Anastácio

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