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Escola de Ceras desactivada e com telhado a ruir

Começa agora a ter alguma atenção

Escola de Ceras

Era uma das escolas mais antigas da antiga freguesia de Alviobeira e com a construção do Centro Escolar da Venda Nova foi desactivada. Propriedade da câmara, chegou a ser levada a venda pública, sem aparecerem interessados no valor pedido.

O seu estado de degradação a nível do telhado é mais que evidente, fruto de uma grande pinheira, que tendo nascido num terreno privado e a pouca distância do edifício, cresceu ao longo de mais de 50 anos e os seus ramos foram destruindo telhas e as infiltrações de água da chuva foram detorando o edifício.

Um filho da terra –  Joaquim Gonçalves, que nesta escola aprendeu as primeiras letras antes de rumar a  Lisboa e estando a investir em Ceras, não queria ver a “velha escola” com busto no seu recreio do Prof. Joaquim Godinho a cair aos poucos, reuniu mais alguns “filhos desta escola” solicitando à câmara a sua cedência à Junta de Freguesia de Casais/Alviobeira que por sua vez a irá protocolar à Associação Estaminé.

Pretende-se pouco a pouco recuperar o edifício e aí fazer actividades. A reunião entre o vereador Hugo Cristóvão, o presidente da Junta, João Alves e o autor deste texto, teve lugar há alguns meses e a partir daí Joaquim Gonçalves, prometeu arrancar a pinheira, tendo obtido a autorização do proprietário do terreno, herdeiros do engº Veiga Faria.

Acabou-se assim o perigo eminente da queda desta árvore e o prejuízo que os seus ramos e queda de agulhas deram ao edifício. A operação de arranque da pinheira de grande porte, foi uma tarefa difícil com o uso de maquinaria retroescavadora e com cuidados extremos a nível de grua elevatória,  para não tombar sob o telhado, o que derrubaria o edifício e sempre com o perigo da quebra dos cabos da PT que passavam pelo “meio dos ramos”.

O desleixo da empresa que foi durante anos pública, a PT, de não limpar ramos, mesmo passando os cabos telefónicos, e por vezes com quebra dos mesmos em noites de invernia e com quebra das comunicações, não os levaram a alguma vez, como era seu dever, a cortar a árvore que cresceu à vontade, por onde quis.

Esta foi a primeira grande obra, que agora com a atenção da Junta e parceria dos amigos da Escola e da Associação vão permitir, a exemplo da Escola de Alviobeira, dar uso ao edifício. Um imóvel que passou tempo demais desde que chegou à posse da Câmara e a exemplo de algumas escolas primárias do concelho, fazia parte do património, que toca no sentimento de muitos que passaram pelos seus bancos, mas que se foi destruindo por falta de zelo e se ter tomado esta decisão que agora e bem a câmara de Tomar através do seu vereador com o pelouro da educação tomou.

Registe-se que a Escola dos Calvinos, está a ser reconstruída para um albergue de peregrinos, um projecto da Câmara de Tomar que foi ao encontro da solicitação de uma junta atenta e interessada em recuperar, o património da sua área de freguesia.

De parabéns estão João Alves, o vereador Hugo Cristóvão e Joaquim Gonçalves que pagou do seu bolso a despesa do arranque de uma árvore cujos custos nem que fosse vendida mil vezes compensaria.

De assinalar que Joaquim Gonçalves, empresário do ramo da construção civil e investidor imobiliário em Lisboa,  tem dotado o lugar de Ceras, fruto das suas obras, de caminhos florestais que nesta “encosta de Ceras” hoje são quase auto estradas em termos de largura, o que permite que a defesa das casas do lugar em caso de incêndio (como já aconteceu) se possa fazer com acesso de qualquer viatura dos bombeiros, o que não se verificava.

Porém, mesmo com estas benfeitorias para domínio público, dores de cabeça em termos de legislação absurda e licenciamentos, têm-no levado quase a desistir, pois neste país, não se faz, e quando se faz, pune-se a quem faz bem!

                                                                         António Freitas

*O autor não segue o acordo ortográfico

Escola de Ceras
Árvore arrancada nas proximidades

Escrita por António Freitas

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