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Câmara anula concurso de pessoal lançado pelo agrupamento Templários

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A câmara de Tomar considera inválido o concurso para admissão de dois assistentes operacionais que o agrupamento Templários lançou em setembro do ano passado.

O concurso seguiu a tramitação normal: admissão de candidaturas, entrevistas, avaliação psicológica, etc e terminou com a ordenação de candidatos já este ano, em que as duas primeiras classificadas estavam, naturalmente, a contar trabalhar no agrupamento.

O vice-presidente da câmara, Hugo Cristóvão, que mantém um clima de crispação com o diretor do agrupamento, Paulo Macedo, não aceitou o resultado do concurso e lançou esta semana um novo concurso para admissão de assistentes operacionais.

O argumento para a anulação do concurso lançado pelo agrupamento tem a ver com uma questão de datas. A Direção-Geral da Administração Escolar autorizou o concurso a 14 de julho de 2020. O anúncio foi enviado para publicação no Diário da República no dia 24 de agosto, mas só foi publicado a 18 de setembro, data a partir da qual estavam abertas as candidaturas.

A questão é que a responsabilidade dos recursos humanos das escolas passou para a câmara a 1 de setembro de 2020. Ou seja, quando o concurso foi aberto já era a câmara a responsável pelos recursos humanos.

Entretanto, no agrupamento, o concurso seguiu os procedimentos normais. O júri abriu e elencou as candidaturas. Houve 29 candidatos admitidos e dois excluídos.

A 30 de outubro decorreu a prova de conhecimentos e a avaliação psicológica a 16 de dezembro. Seguiram-se os questionários no dia 6 de janeiro e a entrevista psicológica nos dias 12 e 13 de janeiro. Houve ainda as entrevistas de avaliação de competências a 13 de janeiro e, por fim, as entrevistas profissionais de seleção a 10 de fevereiro. A 11 de março saiu a lista unitária de ordenação final.

O diretor do agrupamento, Paulo Macedo, homologou a lista e enviou o processo para a câmara, que, através do vereador responsável, o considerou inválido.

As candidatas selecionadas sentem-se alvo de uma injustiça e ponderam avançar para os tribunais.

A informação sobre a tramitação do concurso pode ser consultada aqui.

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. Em relação a esta notícia gostaria de expressar a minha opinião
    O vice-presidente da câmara, Hugo Cristóvão, que mantém um clima de crispação com o diretor do agrupamento, Paulo Macedo, não aceitou o resultado do concurso
    Demasiadas coincidências, quem sãos os culpados?
    Um concurso aberto em 14 de Julho 2021
    A Direção-Geral da Administração Escolar autorizou o concurso a 14 de julho de 2020. O anúncio foi enviado para publicação no Diário da República no dia 24 de agosto, mas só foi publicado a 18 de setembro de 2020, data a partir da qual estavam abertas as candidaturas.
    A questão é que a responsabilidade dos recursos humanos das escolas passou para a câmara a 1 de setembro de 2020. Ou seja, quando o concurso foi aberto já era a câmara a responsável pelos recursos humanos.
    O senhor Vice- Presidente da Camara e membro do Conselho Geral do agrupamento Escolar dos Templários, deveria intervir a 18 de Setembro de 2020 e anular o concurso, porque é que só entreviu e anulou em Abril 2021? ( 7 meses depois). Se o concurso era para anular, deveria ser anulado em Setembro de 2020, evitava-se este imbróglio, que segundo parece vai para Tribunal.
    Esta data coincidiu com a deliberação do Conselho geral do agrupamento escolar Templários, que decidiu não reconduzir Paulo Macedo, como Diretor
    O Professor tem feito uma excelente gestão no Agrupamento Escolar dos Templários, aos contrários dos seus antecessores
    Os membros do Conselho Geral do Agrupamento Escolar dos Templários, deveriam analisarem e ponderarem os 4 anos de gestão do professor Paulo Macedo e os vários mandatos exercidos pelo professor Carlos Ribeiro, atual Presidente do Conselho Geral Escolar Templários e candidato a futuro Diretor.

  2. Ora se vê bem aqui a claridade translúcida e límpida como a água os critérios de selecção de um concurso para um emprego público nesta cidade. Como foi alguém que ganhou o concurso e não agradou à vice-presidência da Câmara, toca a fazer outro concurso até calhar alguém que lhe agrade. É bem ao critério desta terra que desde há décadas tem evoluído ( cof cof – degradado – cof cof ) em termos de empregabilidade, economicamente, industrialmente e politicamente. Num país democrático com direitos, quem venceu o concurso anulado, deve pedir indemnização.

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