OpiniãoDestaque

Tomar, terra de contradições

Opinião

Tomar, terra de nabões, é também urbe de contradições. Como em todos os centros urbanos em crise, por aqui também vão aumentando as contradições. A principal, já se vê, é a governação local. Enquanto boa parte da população se vai queixando, os eleitos da maioria, e até alguns da oposição, vão garantindo que não senhor, que está tudo bem. Ou pelo menos o melhor possível.

Indo a casos mais palpáveis, há dois semanários mas faltam jornalistas e leitores; há duas bandas de música, mas faltam executantes; há dois partidos na câmara e vários na AM, mas falta oposição eficaz.

Isto quando os próprios reconhecem a triste realidade, ao mesmo tempo que procuram sacudir a água do capote. Ninguém se assume como culpado, o que quer dizer que todos o somos um pouco, cada um no seu lugar respectivo. Tanto assim é que, quando acossados por críticas mais directas, os eleitos logo respondem: “Com os outros ainda era pior.” E aproveitam para lembrar que no tempo do Paiva… Como se as obras desse tempo, ou a falta delas, pudessem ter alguma influência nos dias que correm.

tomardrive banner out. rodape 2020 41 7293055622693185155 n Copia

Há depois as contradições da própria maioria PS local. A principal e mais conhecida é a anunciada redução de 20% nas tarifas da água, que afinal se transformou no seu exacto oposto -um aumento superior a 20%, precursor de outros que não tardarão, pois são inevitáveis. Quando se trata de “meter água”, em Tomar somos sempre os mais eficazes. Basta recordar que, nos idos de 80 do século passado, se entregou a distribuição de energia eléctrica e a respectiva rede à EDP, para pagamento da monstruosa dívida entretanto acumulada pelos então SMAES – Serviços Municipalizados de Água, Electricidade e Saneamento. E aquilo que era dos tomarenses, é agora do governo chinês, graças à usual boa administração local.

Além da questão da água, há a repetida afirmação segundo a qual a câmara procura desenvolver o turismo local, enquanto vai procedendo em sentido oposto. Desde há mais de 10 anos que os autocarros só podem circular num sentido na Estrada do Convento, quando antes das obras de melhoramento tanto podiam subir como descer a encosta. Porque teima a autarquia em não resolver o assunto? Para não reconhecer o erro antes cometido? Ou para limitar a descida à cidade dos excursionistas, que alguns eleitos e instalados consideram “turismo de pobres”?

Se a última hipótese é a boa, por favor esclareçam esses responsáveis camarários que os turistas dos cruzeiros, por exemplo, são os de maior poder de compra, e que por enquanto só podem vir a Tomar em autocarros de excursão, enquanto o Tejo, o Zêzere e o Nabão não forem navegáveis, entre o cais marítimo de Santa Apolónia e o açude do mercado.

Outro tanto se aplica aos campistas e caravanistas, uma vez que usando pretextos variados, a autarquia fechou o parque de campismo. Mantém agora, por razões que seria bom apurar, um arremedo de parque de caravanismo, sem água quente e guardado apenas durante o dia, quando menos falta faz.

Ou seja, estamos perante mais uma contradição na área do turismo: Há procura. Falta oferta à altura. Pode ser que as coisas mudem quando alguma das novas unidades hoteleiras fechar e os comerciantes comecem a reclamar melhor governação local. Com menos contradições. Convém não esquecer que a câmara tem funcionários a mais, mas ao mesmo tempo falta de pessoal. E de trabalhadores então nem se fala…

                                               António Rebelo

18 comentários

  1. Detroit, cidade industrial americana dantes chamada “capital do automovel” perdeu, após a década de 60 e com os encerramentos progressivos da indústria, 70% da população residente, tornando-se uma cidade fantasma. Sem atividade económica de relevo (ainda foi tentado a aposta nas artes, turismo e na inovação), teve que declarar falência, uma das maiores dos EUA. Perdeu policias, escolas, bombeiros, encerraram serviços e foi vendido patrimonio publico. Não há milagres.

  2. Ó senhor Rebelo, alguma vez encontrou algo de bom em Tomar? É que as pessoas já estão cansadas de ler os seus vómitos constantes sempre menorizando a cidade e as suas gentes. Relembrando alguns conteúdos escritos por outros intervenientes, parece que se lhe tivessem dado guarida no seio de algum partido político e por via disso você integrasse um elenco camarário, os quadros que você pinta seriam decerto diferentes.
    Pare de zurzir com o fel que lhe forma a alma, sente-se a um canto e brinque com a pilinha, que é como quem diz, vá à m…!!!

  3. Quando ERICA, um dos mais assíduos e melhores comentadores deste blogue, responde assim ao autor de uma opinião, estamos conversados.
    Demonstra que em Tomar alguns detentores do poder e muitos dos seus seguidores são tudo gente fina, educada, tolerante, do melhor que temos, mas andam agora excessivamente nervosos. Já desconfiava mas tenho agora uma prova.
    Com gente assim, espera-nos um futuro brilhante, não tenho qualquer dúvida.
    Pergunta o aludido pseudónimo se alguma vez encontrei algo de bom em Tomar. A resposta é afirmativa. Cheguei a pensar, por exemplo, que ERICA era excessiva, pois pessoalizava demais, mas escrevia bem. Nunca pensei que ousasse ser reles, rasca e malcriada/o. Mais uma desilusão nabantina.
    Uma informação final: Não tenciono ir à merda, porque já tenho excesso disso aqui em Tomar, como mostra este seu texto.

  4. Coitada da criatura ERICA! Andou por aqui que tempos a tentar enganar o pessoal, fazendo crer que era uma pessoa distinta, educada, culta, respeitadora, e por aí adiante. Vai-se a ver, com este infeliz comentário, revela a sua verdadeira natureza, um ser reles, tipo labrego rural, que nem para cidadão serve. Porque envergonha quem lê e emporcalha quem apoia. Para nada. Porque afinal esconde cobardemente a cara.

  5. Outra contradição: Tomar é o campeão das instituições de solidariedade social. A Câmara farta-se de apoiar! No entanto só uma instituição consegui financiamento do programa Pares da Segurança social. Em Ourém foram 8 num investimento total de 11 milhões de Euros. Para não falar da guerra Cire Câmara!

  6. Com este comentário porco de ERICA, a maioria autárquica e os seus apoiantes, com algumas exceções é verdade, baixaram de nível e bastante., Já eram considerados intolerantes, faciosos e setários. Passam agora a ser também reles e ordinários. É pena porque Tomar merece melhor.

  7. erico você é um nojo ?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    “você pode enganar uma pessoa por muito tempo…
    algumas por algum tempo…
    mas não consegue enganar todas por muito tempo…”

    1. Mentiroso! Não prometeu coisa nenhuma e portanto nada tinha que cumprir. Os chuchas-taxistas é que inventaram essa, para desviar as atenções do preço da água, por exemplo.

        1. Porque se virou você, lúgubre criatura hipócrita, para os condutores de táxi, que naturalmente nada têm a ver com estas saladas? A sua mona cansada não lhe permitiu alcançar que se tratava antes de chuchialistas cobradores de TAXAS, destinadas a financiar ajudas várias a quem os ajuda, como V.Exa, por exemplo?
          Aproveito para abordar outra questão, embora não seja de Tomar ou de perto, nem conheça esse “rebelo”, cidadão por quem, tanto quanto percebo, você nutre um ódio de estimação, vá-se lá saber por alma de que santo , ou simplesmente porque lhe pagam para isso, que é o mais provável.
          A questão é esta: Nos regimes onde não existem as liberdades fundamentais, entre as quais avulta a liberdade de opinião, compreende-se o uso de pseudónimos, ou nomes supostos. Trata-se de proteger o físico e de evitar sofrer represálias, ou mesmo de ir parar à prisão.
          Aqui em Tomar, por enquanto, embora a liberdade de informação e opinião já tenha conhecido melhores dias antes do aparecimento da atual maioria, ainda se pode criticar, sem riscos de agressão física grave ou de ser preso. Não é assim? Então, assim sendo, para que serve realmente o seu pseudónimo, visto que você até apoia e defende os anabelistas intolerantes e sectários? Para proteger o quê? Para proteger de quê ou de quem?
          No meu entender, apenas para lhe garantir a impunidade necessária para a sua inenarrável criatura se julgar mascarada e portanto no triste e lamentável carnaval permanente em que se está a transformar a opinião livre tomarense que ainda vai resistindo.
          Erga-se criatura! Mostre-se digna da sua cidadania! Deixe-se de vergonhas escusadas, que não aproveitam a ninguém!

          1. Ela, essa tal Érica, nem se apercebe que está a fazer um favor ao Sr.Rebelo. Ela promove-o com os seus comentários, e ainda está a virar as pessoas contra ela e a favor do Sr.Rebelo. Antigamente o Sr. Rebelo tinha poucas visualizações no seu blogue e a mensagem não passava, agora que voltou ao Tomar na Rede tem muito mais audiência. Que tenha muita saúde para continuar a escrever durante muitos mais anos… Eu não estou de acordo com o Sr.Rebelo, eu acho que este executivo camarário está a fazer um trabalho notável com os eventos, achei a ideia de fazer basketball na várzea Grande genial, mas um mau trabalho em termos de gestão. A reunião da assembleia municipal de ontem foi um hino á incompetência dos dois partidos de poder (PS e PSD) e do nosso sistema democrático que não nos serve. O PSD quer saber quais os benefícios do dinheiro gasto nos eventos e eu gostava de saber os benefícios para o concelho dos investimentos que o PSD se orgulha ter trazido para Tomar, como a Softinsa, ou IBM, ou lá como aquilo se chama!!!! Já passaram muitos anos e eu gostava de saber o que é que uma empresa que emprega mais de 300 pessoas (um monstro) altamente qualificados deu de volta á comunidade tomarense? Quanto é que essa empresa contribui para o PIB de Tomar? Quanto é que a câmara arrecada em impostos municipais com essa empresa? Feliz ou infelizmente os juros estão a aumentar, o dinheiro está a diminuir, e os nossos políticos vão deixar de poder esbanjar assim o dinheiro dos nossos impostos….

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Botão Voltar ao Topo