Quanto mais se mexe na dita mais mal ela cheira
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Empurrado pelo desejo de informar, Tomar na rede resolveu lançar um inquérito visando apurar a opinião do eleitorado tomarense sobre a actuação camarária a meio mandato. Foi o pânico nas hostes apoiantes da maioria PS. Prova disso é a reacção do ilustre cidadão Pompeu. O seu comentário de abertura não permite dúvidas: “É evidente que o resultado do inquérito vai ser catastrófico, porque a CMTV não gosta nada deste executivo.”
Descontando a descabida comparação do TNR com a CMTV, reconheça-se que até agora, 10H30 de 04 Novembro 2019, o simpático Pompeu está cheio de razão. O inquérito é mesmo uma catástrofe. Averbou apenas 68 respostas, quando este blogue tem milhares de leitores.
Detalhando essas 68 respostas, temos 58,9 % (22,1% péssima + 36,8% má) contra a maioria PS, e 41,1% a favor (20,6% razoável, 16,2% boa e 4,3% muito boa). Tudo isto simplesmente indicativo e sem qualquer representatividade, uma vez que nem sequer se atingiu a patamar mínimo de cem respostas, num universo de milhares de votantes potenciais.
Falta de audiência do Tomar na rede? Má formulação do inquérito? Creio bem que não. Há factos apontando em sentido inverso. Mas então, porquê tal malogro? Vejo uma única explicação coerente. Trata-se da bem conhecida política da avestruz, praticada pela generalidade dos tomarenses. Quando algo não agrada, como não se pode enterrar a cabeça na areia até passar o incómodo, como faz a conhecida ave, simplesmente ignora-se a coisa. Finge-se que não existe.
No caso, essa postura tão tomarense até tem uma justificação bem tradicional, numa terra que adora “cumprir a tradição”. Reza o adagiário popular que “Quanto mais se mexe na dita, mais mal ela cheira.” Substitua-se “a dita” pelo vocábulo começado por M, e aí temos.
Razão mais do que suficiente para a abstenção dos leitores deste blogue. Tanto para os críticos como para os apoiantes da maioria PS. Na dúvida, é sempre melhor proteger, na medida do possível, a glândula pituitária.
O Pior é o resto. O que está para vir. Porque mesmo pretensamente ignoradas, as situações desconfortáveis não deixam de existir. Pelo contrário, tendem a agravar-se.
E Tomar continua a caminhar para o abismo.
Gualdim Porque Sim
“Empurrado pelo desejo de informar…” Não sabia que isto era página de comédia!! Têm lugar no “Levanta-te e Ri”, de certezinha! Vá… Tentem lá outra vez!
Na perspectiva de um leitor com 25 anos… tem toda a razão. ” E Tomar continua a caminhar para o abismo” … Infelizmente mesmo na M ( dita palavra) que já nos encontramos, as mentalidades que hoje ainda dominam são muito infelizes, limitadas, sem ambição. Mas são elas mesmo que ainda vem a publico rir, apontam o dedo, e são felizes assim, … Basta olhar ao nosso redor e percebemos o quanto a cidade esta a perder. Um dia, quando apenas restar os poucos reformados e alguns também limitados, acredito que já será tarde de mais para Tomar.
Mas enquanto isso… vive-se do pouco do turismo, até quando não sabemos.
Este seu comentário mostra que há muita coisa que você não sabia. Nem sabe. Ler e interpretar textos, por exemplo. Quando tiver vagar e capacidade, explique aos leitores em que palavras ou frases se baseou para afirmar que “isto (Tomar na rede) era página de comédia”.
Você a escrever assim é que parece ser uma boa anedota.
Não se moleste. Como bem reza a tradição, “quem escreve o que quer, arrisca-se a ler o que não gosta”. Foi o que me aconteceu. Por isso não me senti molestado. Limitei-me a responder-lhe, usando a mesma linguagem.
Ó Terry! Com franqueza! Seja você quem for, comporte-se. Tenha maneiras. Saiba estar. Não moleste o bom senso.
A sua interpretação do texto cheira um bocadinho a bebidas fortes, tomadas em excesso.
Onde diabo foi você arranjar elementos de comparação com o “Levanta-te e ri”, esse prodígio de programa de alta cultura?
A senhora ou senhor Terry (suponho que seja uma senhora, solteira, solitária e desempregada quando sair da política) sabe por acaso distinguir num texto as expressões em sentido própria das outras em sentido figurado? A sua embirração com “Empurrado pelo desejo de informar…” leva a supor que não. E nesse caso, o melhor é meter a viola no saco, única maneira de evitar fífias sempre desagradáveis.
ERRADO esta Sua frase “Falta de audiência do Tomar na rede? Má formulação do inquérito? Creio bem que não. Há factos apontando em sentido inverso. Mas então, porquê tal malogro? Vejo uma única explicação coerente. Trata-se da bem conhecida política da avestruz, praticada pela generalidade dos tomarenses. Quando algo não agrada, como não se pode enterrar a cabeça na areia até passar o incómodo, como faz a conhecida ave, simplesmente ignora-se a coisa. Finge-se que não existe.”.
Vou apenas dar aqui um pequeno exemplo em relação aos Inquéritos realizados a nível nacional ou local, SÃO TODOS VAZIOS da realidade dos factos.
Repare, um simples cidadão e conhecedor das regras do jogo, VOTA as vezes que quiser e como entender, basta para isso um simples email criado na hora.
Daí a razão, de a maior parte (senão a maioria) serem de resultado conveniente, muitas das vezes a quem mais interessa.
Isto é um simples exemplo, porque poderia aqui colocar mais algumas formas de viciar o resultado dos mesmos.
Daí e se calhar, quem visita este Blog nem sequer responde a este tipo de Inquérito.
Sejamos sérios. A peça insiste na pouca participação no inquérito, afirmando que apenas 68 respostas é uma miséria, para um blogue de grande audiência. Você vem com a hipótese de cada um poder votar as vezes que quiser, bastando para isso criar um email na hora. Assim sendo, explique lá então porque é que o inquérito sobre a feira averbou mais de 250 respostas e este, sobre a actual maioria, nem às 100 chegou ainda? Sendo tão fácil fabricar votos, porque se abstêm os tomarenses, mesmo os teoricamente mais esclarecidos, quando se trata de avaliar directamente os eleitos?
O facto de você considerar ERRADO o fraseado da peça, que é uma série de frases e não uma só, ao contrário daquilo que escreveu, sem contudo apresentar argumentação convincente, só mostra que também faz parte do numeroso grupo dos negacionistas. Quando os factos não agradam, negam-se os factos. Quando a realidade é adversa, ignora-se a realidade e substitui-se por um filme mais agradável. Temos até um ilustre especialista nessa arte. O ex-primeiro-ministro Sócrates classifica como calúnia, cabala, perseguição, etc, os 31 crimes de que é acusado. Apesar das evidências.
Ouvido durante 4 dias e mais de 25 horas por um juíz que ele julga mais complacente, terminado o interrogatório veio logo declarar que conseguiu anular toda a acusação. Palmas para o rei dos negacionistas que, recorde-se, faz parte do mesmo PS da actual maioria autárquica…
O comentário da Terry, que inicia esta série, é música celestial para os instalados no poder Como ela. Isto porque estamos perante um expoente da chamada “política de negação”, se é que se pode chamar política a semelhante aberração.
Abreviando, trata-se para os principais actores da triste e muito perigosa gestão local de negar a realidade envolvente. Há críticas, mesmo fundamentadas e consensuais?
Não passam de má-língua. A população mingua a olhos vistos? É uma coisa que acontece em todo o interior do país. Ourém está no interior e tem aumentado a população? É porque têm Fátima. A Covilhã também está no interior e vai crescendo? É por causa da Universidade da Beira Interior. A Universidade da Beira Interior tem origem no Politécnico da Covilhã, criado na mesma altura que o de Tomar? É porque a eles têm-nos ajudado e a Tomar só têm prejudicado.
A Festa dos Tabuleiros custa uma pequena fortuna? Tem que se cumprir a tradição. Alojar os ciganos sem lhes exigir contrapartidas é um erro crasso? Os que dizem isso são uns racistas invejosos.
E assim sucessivamente se chegou ao desplante da Terry, no comentário supra. A peça em questão, sobre o falhado inquérito do TNR, é demolidora, porque muito certeira? Pois vamos simular que não passa de uma brincadeira, que ninguém leva a sério.
Em Outubro de 2021, quando inevitavelmente se terá de fazer o balanço de 8 anos de poder dito socialista, logo veremos qual a resposta de facto, na campanha e nas urnas, à pergunta que não será possível iludir: Na cidade e no concelho estaremos melhor do que 2013? Em que aspectos precisos? Há mais pistas cicláveis, mais festas, mais eventos, mais passeios, mais comezainas, tudo à borla?
E as finanças locais? Diminuiu o défice, dizem eles. Pois era bom era. Infelizmente não passa de mais uma trapaça. Limitaram-se a transformar parte do défice em empréstimos a longo prazo, como por exemplo no ainda mal esclarecido escândalo ParqT.
Os tomarenses por enquanto ainda não andam todos a dormir em pé. Nem esquecem que “com papas e bolos se enganam os tolos”.
A política da negação e do faz de conta não pode durar muito mais tempo, como vai sucedendo por esse mundo fora-
Uma apatia confrangedora dos tomarenses residentes sobre a gestão da cidade. Mas o mesmo acontece quanto ah gestão das suas instituições. Uma cidade ah beira do abismo do empobrecimento e da desertificação.
Os casos referidos a propósito dos diferentes destinos dos Politécnicos de Tomar e da Covilhã é elucidativo. Nuns casos houve dirigentes que se preocuparam com o desenvolvimento da instituição. Noutros os dirigentes preocuparam-se com o tacho, enquanto olhavam para o seu umbigo.