Opinião

Homenagem a dois jornalistas que marcaram a imprensa em Tomar

Romualdo Mela e Porfírio Paiva, dois jornalistas de Tomar que desapareceram prematuramente mas que marcaram a história da imprensa nabantina no final do séc. XX.

Esta referência surge depois de olhar para o calendário das efemérides e reparar nesta triste coincidência de que se completam 30 e 20 anos, respetivamente, sobre as suas mortes.

Romualdo Mela faleceu a 4 de julho de 1990, com 54 anos, numa altura em que era diretor do jornal Cidade de Tomar, atividade que conciliava com a de funcionário de fábricas Mendes Godinho. Foi com a sua liderança na imprensa editora proprietária que o jornal ganhou novo impulso e nasceu a rádio Cidade de Tomar.

Como investigador da história de Tomar escreveu vários livros e artigos. É da sua autoria, por exemplo, a história da toponímia das ruas da cidade, publicada ao longo de vários números do boletim cultural da câmara.

Porfírio Paiva faleceu a 7 de julho de 2000 com 55 anos. Colaborou com vários jornais, como o Cidade de Tomar, foi chefe de redação do quinzenário Despertar do Zêzere e diretor da revista Aqui, atividades que conciliava com a de funcionário do centro de emprego.

A estes dois homens devo, em grande medida, a minha opção pela atividade jornalística. A eles devo muitos ensinamentos e alguns ralhetes que me ajudaram a moldar neste “ofício de perfilar palavras”, como dizia Baptista Bastos.

Aqui fica a minha homenagem a Romualdo Mela e Porfírio Paiva!

                                                        JG

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo