Eleições presidenciais e primárias para as autarquias

Nas eleições do próximo domingo, dia 24, os eleitores vão poder escolher uma de cinco opções: abster-se, votar branco, votar nulo, votar no vencedor, ou votar no candidato do partido mais próximo. Qualquer que venha a ser a escolha, será sempre influenciada pela ideia que cada eleitor tem da situação política local. Designadamente do desempenho dos autarcas da terra.
Há cinco anos, a situação era menos clara. Havia 10 candidatos, quando agora temos apenas 7. E o PS estava representado por três deles: Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Henrique Neto. Desta feita, o vencedor quase certo será o mesmo, mas temos só mais seis candidatos. Ou melhor, cinco que representam partidos, e um animador de pista, o popular Tino de Rans.
Por conseguinte, para votar PSD ou CDS, o eleitor porá a cruz no Marcelo. Para votar PS, escolherá Ana Gomes. Se preferir mais à esquerda, tem a simpática Marisa. Ou o Ferreira, do PC. Para protestar, votar em Ventura. Para mostrar que se é muito liberal, a escolha é Tiago Mayan. Resta o antes citado Tino de Rans, para quem apenas queira animar a coisa. Isto além dos votos brancos e nulos, que também são opções de protesto, sim senhor.
Na segunda 25, aqui estaremos a analisar o ocorrido, e daí sacar as conclusões que se impõem, olhando já para as próximas autárquicas.
A dúvida será em quem fica em segundo. Poderá ser uma das representantes da chamada esquerda, o que num país empobrecido e sem grandes horizontes, além das “ajudas da Europa” para tudo, será o resultado racional. Mas poderá ser o sr. Ventura com propostas de coisa nenhuma, apelando ao lado imediato e irracional da condição humana. Extrapolar os resultados que vierem para as autárquicas parece precipitado. Em janeiro estará e causa a escolha da figura representante de Portugal, em outubro estará em causa a escolha do executivo/governo para o concelho.
Não se trata de “extrapolar os resultados”. A seu tempo poderá constatar que uma comparação analítica com os resultados de 2016 (presidenciais) e 2017 (autárquicas) até pode permitir sacar algumas conclusões, bem mais úteis e fidedignas que algumas sondagens feitas à pressa, para agradar a quem encomendou.
Dizer que os socialistas (PS) votarão Ana Gomes, ignorando que muitos votarão Marcelo, e preparar-se para desta próxima eleição presidencial tirar conclusões para as autárquicas de outubro em Tomar, é caso para dizer “gato escondido com rabo de fora?”.
Pareceu-me mais adequado indicar que o voto PS é Ana Gomes, uma vez que o candidato vencedor me parece o mesmo de há cinco anos. Os eleitores costistas é que desta vez têm a tarefa muito mais facilitada. Em 2016 a escolha era entre Marcelo e três candidatos PS -Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Henrique Neto. Desta vez é só cuco ou moucho. Marcelo ou Ana Gomes.
Sobre o gato escondido com o rabo de fora, solicito-lhe o favor de ler a minha resposta ao comentário anterior, do sr. Pina.
De qualquer forma, pode continuar tranquilo. Há cinco anos ainda não havia o partido do Ventura, pelo que não é possível comparar os resultados do Chega com os de 2016 ou 2017. Apenas antever alguns cenários prováveis.