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Debate sobre os Tabuleiros: aguardar melhores dias

Explicação de Margarida Magalhães

Escrevi no texto anterior que é imperativo e urgente realizar um debate sobre a Festa dos tabuleiros, acrescentando que seria o tema do escrito seguinte. Resolvi depois, já após a sua publicação, acrescentar uma adenda com o adiamento sem data desse prometido artigo.

Tudo isto porque, (suponho que como qualquer outro cidadão responsável e lido, excepto os eleitos tomarenses), tenho dúvidas, engano-me, sei que nem sempre a razão está do meu lado, procuro ouvir/ler e corrijo sempre que necessário.

Foi quando ia começar a escrever a prometida prosa sobre “Para que serve a Festa grande? e qual o seu futuro?”, que me dei conta de duas vertentes da realidade nabantina que antes omitira, se calhar por preguiça. Refiro-me ao factor tempo e aos eleitos que infelizmente temos.

De facto, havendo eleições autárquicas previstas para o próximo ano, e sendo a próxima edição dos Tabuleiros em 2023, não faria grande sentido debater nesta altura a questão da festa. Quem nos garante que em 2023 a presidente ainda será a mesma?

Dirão eventualmente alguns dos habituais complicadores de serviço, com capacidade para produzir textos autónomos, que mesmo assim vale a pena debater, porque sempre ficarão elementos que poderão ser aproveitados em futuros mandatos.

Pensar tal coisa implica ignorar a triste e trágica realidade autárquica tomarense. Triste porque sem alegria nenhuma, trágica pelos resultados que estão à vista. A cidade vai morrendo. Fruto talvez da falta de mundividência, de educação adequada, do facilitismo dos anos 80, e dos 48 anos do outro regime, praticamente todos os autarcas do executivo tomarense se têm comportado até agora  como se fossem surdos, cegos, mudos e impermeáveis. Não ouvem a população, não vêem as mazelas, não respondem a ninguém e não mudam. E estes que agora lá estão, tanto da maioria PS como da oposição PSD, tendem a exagerar esses traços. Basta pensar um bocadinho para confirmar tal situação.

Por conseguinte, desculpem caros leitores este meu pessimismo, mas as coisas são o que são, e a situação local é a que todos vemos. Vamos por conseguinte aguardar melhores dias, para então publicar o prometido texto sobre os Tabuleiros. E se melhores dias não vierem, haverá ainda assim épocas mais oportunas.

Entretanto irei abordando outras temáticas.

                                                                Margarida Magalhães

 

Comentários

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  1. Debate sobre os tabuleiros?!? Tá ben dexa! diria um alentejano castiço.
    Em Tomar nunca se debateu, nem debate nada. Nem a qualidade da feijoada ou do vinho tinto, quanto mais agora coisas abstractas e complexas. Há por vezes uns simulacros de debate, e chega.
    Tudo o que obrigue a pensar cansa a cabeça. E tudo o que canse a cabeça está fora de questão para os tomarenses em geral. Porque não é inteligente quem quer. Ou quem julga que é.
    Há quase meio século que se pode votar livremente. Mesmo assim os tomarenses nunca se habituaram a tal prática democrática, que exige prévio trabalho cerebral de selecção. Pois não senhor. Não votam. Limitam-se a “pôr a cruzinha”, dobrar e entregar o boletim.
    Os que lá vão, que caminhar também cansa. Temos nas eleições afinal o mesmo problema do IRS: Só metade é que votam. Só metade é que pagam. Os outros não têm mesmo vontade de votar, nem de se esforçar no sentido de ganhar a vida.
    Não ouso falar de aspectos mais íntimos, porém fico triste quando penso que Tomar, uma terra com quase nove séculos de existência, nunca conseguiu chegar aos 50 mil habitantes. Não muito longe daqui, a menos de 50 quilómetros, Leiria já vai a caminho dos 200 mil habitantes. E tem sensivelmente a mesma idade de Tomar.
    O que me leva a pensar que em Tomar afinal é só garganta. Vai-se a ver, mesmo na cama, os tomarenses…

    • Dou-lhe razão Dª Joaquina. Menos no que toca aos tomarenses na cama.
      Aí o apetite deve ser semelhante ao de outras terras. Em Tomar, o problema pode bem ser a idade da população. Os mais novos vão-se embora, em busca de emprego e/ou de ambientes mais arejados. Os mais velhos, já se sabe: Cumpridas as obrigações, em geral já não têm saúde, nem vigor, nem paciência para essas coisas.
      Já basta terem de aturar a patroa. E os netos, quando os há.
      A srª Dª Anabela tem portanto alguma razão quando atribui a decadência populacional de Tomar à INTERIORIDADE. Tanto quem se vai embora, como quem evita ter filhos, é porque INTERIORMENTE não se sente nada bem no decadente ambiente nabantino.

  2. Seria curioso se não fosse também habitual: Quando aqui se procura abordar problemas sérios com seriedade, como este do debate sobre os tabuleiros, os ratões da praça calam-se todos. A demonstrar que no fim de contas tanta conversa avulsa noutros post é só ratice caduca, sob a forma de frases feitas.
    Triste gente.

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