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Morreu o tomarense José-Augusto França

Considerado uma referência da cultura portuguesa, o tomarense José-Augusto França morreu neste sábado, dia 18, na casa de saúde de Jarzé, perto da cidade francesa de Angers, onde estava internado há vários anos.

O historiador, sociólogo e crítico de arte tinha sofrido um AVC há cerca de três anos.

Deve-se a José-Augusto França a criação, em 2004, do Núcleo de Arte Contemporânea, nas traseiras da estação dos Correios em Tomar. Isto porque foi ele que doou parte do seu espólio, mais de uma centena de obras de arte.

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José-Augusto França foi condecorado com a de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006) e a mais recente Medalha de Mérito Cultural (2012).

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1944, José-Augusto França, como bolseiro do Estado francês, em 1959, estudou na Universidade Sorbonne, até 1963, tendo trabalhado, entre outros, com o historiador Pierre Francastel (1900-1970).

Na Universidade de Paris IV (Panthón-Sorbonne), doutorou-se em História, em 1962, com a tese Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal, e tornou-se doutor em Letras, em 1969, com a tese Le Romantisme au Portugal.

Tinha 98 anos e deverá ser cremado, ainda esta semana, em França.

2 comentários

  1. Espero que a Câmara e os Tomarenses lhe prestem a devida homenagem.
    José-Augusto França é uma daquelas figuras das artes e da cultura portuguesa que sempre foram admiradas pela Sociedade de Portuguesa de uma forma transversal.
    Mas, tal como Lopes-Graça, nunca foram tratados na sua terra como o foram noutras.
    Tomar tem essa pecha geral da ingratidão perante os seus Ilustres.

    Vou esperar para ver.

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