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Polémica no Politécnico por causa da palavra “colegas”

Tudo começou quando o administrador do Instituto Politécnico de Tomar, José Júlio Filipe, enviou um email a tratar os professores por “colegas”, tratamento de que alguns docentes não gostaram.

José Faria Paixão, José Ribeiro Mendes e Ana Rosa Cruz foram alguns dos professores que protestaram contra aquele tratamento e fizeram saber que na comunidade académica existem professores, funcionários (não docentes) e alunos ou estudantes.

Consideram não ser adequada a utilização daquela terminologia numa classe dirigente no ensino superior. Lembram ainda que o administrador desempenha funções na qualidade de representante do pessoal não docente e por isso não deve tratar os professores por “colegas”.

O administrador argumenta que todos (dirigentes, docentes, não docentes) são Trabalhadores em Funções Públicas, e como tal, todos são colegas.

Pelo que apurámos, a classe docente do IPT tem manifestado um descontentamento generalizado em relação à forma como o administrador se dirige aos professores, ao ponto de fazerem chegar à presidência do IPT um texto de protesto subscrito por largas dezenas de docentes.

 

“Tomar na Rede” teve acesso à troca de alguns emails:

 

Caros colegas

Prezados estudantes,

Tendo em conta a recente divulgação da deliberação do Conselho de Ministro de 22 de outubro que veio estabelecer a proibição da circulação entre concelhos, entre as 00:00 horas do dia 30 de novembro e as 24:00  horas do dia 3 de outubro, remeto em anexo comunicado do IPT com a orientações a seguir nesta matéria.

Saudações,

José Júlio M. Martins Filipe

Administrador

Assunto: Colegas são …

Meu caro José Júlio Filipe

Estou surpreendido com o facto de continuar(es) a tratar os Professores docentes por “colegas” e como “colegas”.

Digo continuar porque já houve uma chamada de atenção sobre esta forma de comunicar no desempenho das funções enquanto Administrador.

Isto porque estamos a ser contactados pelo administrador do Instituto Politécnico de Tomar, e com todo o respeito, não me considero colega da personalidade nesse cargo apesar de estar a ser incluído como destinatário dos seus comunicados e informações. Não gosto nem julgo ser esta uma forma de comunicação adequada, e com classe, numa instituição de ensino superior.

Decorre dos próprios estatutos do Instituto Politécnico de Tomar existirem representantes de Professores, de estudantes e de não docentes. Aliás julgo que o próprio José Júlio Filipe desempenha também funções na qualidade de representante do pessoal não docente.

Em futuras comunicações que me considere(s) como destinatário agradeço se me dirija(s) ou como Professor Coordenador ou como Funcionário Público ou outra forma que julgue(s) adequada à exceção de colega. Evita, por favor, tratar-me por colega.

É um termo que tipicamente não utilizo e que confesso considero não ser muito adequada a sua utilização numa classe dirigente no ensino superior.

Regras, normas e sensatez no tratamento social, seja em contexto institucional, empresarial ou como cidadão, não podem nem devem ser estigmatizadas nem relevadas para uma utilização comum ordinária. Mesmo em alguns contextos de “colegas de trabalho” temos que os saber distinguir e não os devemos utilizar como subterfúgio para eliminar, ou afirmar, autoridades ou responsabilidades sociais. Há determinados termos que têm que ser muito bem utilizados e com alguma regra.

Houve já outras personalidades que desempenharam as funções de Administrador no Instituto Politécnico de Tomar e, jamais, algum teve o desplante de se dirigir como “colegas” aos Professores. Nem eu, jamais, tive o desplante de me dirigir ao pessoal não docente como “colegas”. Pelas mesmas razões, apesar de pertencermos à mesma instituição, nunca me dirigi aos alunos como “colegas”.

José Ribeiro Mendes, Professor Coordenador

PS – Não vou nem quero aqui analisar se trato os funcionários em funções públicas (Presidente da Republica, Ministros, Deputados,…, Bombeiros Municipais, …Técnicos superiores, Administrativos,) por “colegas”.

Caro Eng.º José Mendes,
Sobre o assunto do seu email não tenho nada mais a acrescentar à opinião que
já transmiti anteriormente a outrem e que como o seu texto indica, já
conhece.
Tenho, no entanto, que o esclarecer que não lhe reconheço nem a si nem a
quem anteriormente me enviou um email com idêntico sentido, seja o direito,
seja a legitimidade, para me fazer avisos ou chamadas de atenção a propósito
seja do que for, que, por isso mesmo, não aceito.
Assim, encararei, quer este seu email, quer o que anteriormente recebi com o
mesmo sentido, como um mero exercício de opinião que tem o valor que cada um
lhe quiser dar.
Fique, porém, tranquilo que não faço questão absolutamente nenhuma de o
tratar como colega, pelo que se tem aversão a ver-me como um colega desta
instituição, passarei a agir consigo em conformidade com esse seu
sentimento, pois não quero ferir suscetibilidades.
Sem mais
José Júlio Filipe

Administrador

Prezado Senhor Administrador por Nomeação do IPT

Lic. José Júlio Filipe 

Por estranho que aparente estou de acordo com Va Exa.

Com efeito, juridicamente, somos todos colegas. 

Todavia, esse simples facto de “parecer” sermos todos do “mesmo saco” é a razão de fundo da forma discricionária como os Professores, independentemente do grau de ensino ou equipamento escolar, são vistos pela Sociedade Portuguesa, salvo naturalmente casos pontuais, como um grupo de trabalhadores desvalorizado e com muito pouco préstimo….

A forma como o Ensino e a Cultura têm  sido desprezados desde há muitas legislaturas, cria a existência de nichos de outras Categorias de TFP que, por razões variadas, menosprezam quem está “no topo da cadeia de Ensino”.

Refiro-me ao comportamento do País que se chama Portugal.

Porém, também concordo com o Senhor Professor José Paixão. 

Todas (os) Professoras (es) do IPT, trabalham para que o Conhecimento seja transmitido aos nossos estudantes e partilhado com os seus pares.

Dito isto, com a franqueza que me caracteriza, dir-lhe-ei, Senhor Administrador por Nomeação  que, factualmente falando, o Senhor NÃO é “colega” de nenhuma Professora e Professor desta casa, que eu , muito humildemente, ajudei a pôr de pé, para que se criasse  espaço para a expansão da Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Santarém. 

Penso, que tão pouco o Senhor é “colega” do nosso Presidente, Vice-Presidente, Pro-Presidentes.

Mais depressa posso eu afirmar que o nosso Presidente e eu somos colegas.

Sabe porquê?

Tenho a certeza absoluta que saberá, mas faço questão de sublinhar que, o meu amigo João Coroado foi contratado como Geólogo para a área de Arqueologia, dirigido ao tempo pelo 1o Doutorado desta casa, Professor Doutor Luiz Miguel Oosterbeek. O Senhor Professor José Bayolo Pacheco de Amorim era ao tempo Director do Departamento de Arte, Arqueologia e Restauro.

Parafraseando a Bíblia, “Naquele tempo” o Senhor não fazia parte “da velha guarda”.

Sou capaz de compreender a sua incompreensão. 

Ela é apenas um paradoxo.

Existe uma diferença entre o TFP que “veste a camisola” e o TFP que aguarda calmamente por directivas, e porque essa diferença é determinante para o sucesso ou para o fracasso de uma instituição, não somos “colegas”.

Diz o sábio ditado popular , que se aplica a este mote como uma luva ” … cada macaco no seu galho …” .

Aqui lhe mostro qual é o meu galho:

Ana Cruz 

1a Técnica Superior da ESTT,  hoje IPT

Arqueóloga 

Doutorada (UTAD) e Pos-Doutorada ( UC)

Com os meus melhores cumprimentos e desejos de sucesso na sua vida profissional,

a.C.

Ana Rosa Cruz

Estimado Sr. Administrador

Talvez por lapso dirigiu-se a ” caros colegas, prezados estudantes”…

Lamento mas não me revejo nem como “caro colega” nem como “prezado estudante”.

Julgo, caso errado diga-me, que na comunidade académica existem ainda professores, funcionários e alunos.

Não me preocupo apenas pela minha pessoa mas zelo também pelos meus colegas.

Respeitosos cumprimentos.

José Manuel BH Faria Paixão

Caro Dr. Paixão:

Na Administração Pública, independentemente da carreira e categoria em que cada trabalhador esteja integrado (dirigentes, docentes, não docentes) todos temos a mesma qualidade, a de  Trabalhadores em Funções Públicas, e, como tal todos somos colegas, cada um na sua função própria, da mais qualificada à menos qualificada, mas todos com a mesma dignidade e merecendo o mesmo respeito.

José Júlio M. Martins Filipe

Administrador

 

Estimado Sr. Administrador

Após leitura atenta da sua resposta tenho a informar que não retiro uma única palavra ao mail por mim enviado.

Quanto à ” igual dignidade” por si mencionada irei refletir solidamente acerca da mesma…parece-me que nem todas as pessoas o são…

Dou por terminado este assunto, portanto: ponto final!

Respeitosos cumprimentos

José Manuel BH Faria Paixão

 

Escrita por Redação

Comentários

Responder
  1. Aí está uma questão interessante. Não existe motivo para estes alaridos. Os ditos colegas, que trabalhem e formem alunos de forma decente e profissional. Não sejam mais um mamões da função pública, como muitos outros. Para isso já chega o presidente. Gastarem recursos e sinergias a enviarem e-mail porque não gostaram de serem chamados colegas. Queriam o quê? Chamados por Doutores…. Doutores são os médicos….a maior parte das docentes que leccionam em Tomar e Abrantes nem a licenciatura têm terminada….mas querem ser chamados por Dr., Eng.,etc….investigem e descubram quantos professores dão aulas sem habilitações para tal.

    • Um pouco de conhecimento e informação acerca acerca do corpo académico não era demasiado, antes de argumentar sem qualquer fundamento, ou melhor com uma ideia muito vaga. Há um documento designado por Estatutos do Regulamento Acadêmico da Instituição do Politécnico de Tomar.

  2. Bem podiam (incluindo a comunicação social local) preocupar-se com problemas maiores do politécnico de Tomar: porque razão o IPT é dos que abre menos vagas e, mesmo assim, é dos que tem menos procura? Leiria conseguiu atrair com novos estudantes, logo na primeira fase, 80% das vagas. Tomar ficou por 38%. Até Santarém teve mais de 60% de procura. Mas para os instalados estes são números a esconder.

    • Eu. professora , sinto-me envergonhada com este tipo de diálogo! Nem queria acreditar que “alguém” seja capaz de tornar público questões de tão baixo nível no âmbito do ENSINO… os PROFESSORES serão sempre aqueles que ” formarão” a sociedade que nos rodeia, transmitem/ indiciam os valores sociais que nos envolvem, porquê esta arrogância entre iguais? Afinal que ESTABELECIMENTO DE ENSINO, do qual Exº Srs. fazem parte , será esse que os próprios que aí trabalham envolvem -se em questões tão mesquinhas, em vez de reunirem em privado e discutirem, no bom sentido da palavra, quais serão os “motivos” de essa Instituição ter sido a menos procurada comparativamente com outros Politécnicos? Os” títulos” serão assim tão importantes? Procurem exercer com mérito e orgulho em “SER PROFESSOR”!!! O “amanhã” começa, em parte, em NÓS, PROFESSORES nunca se esqueçam disso. Se vos aborrece tanto não serem tratados por doutores, quanto a mim, considero que devem urgentemente procurar outra profissão, terá sido um engano de percurso…

  3. Que tristeza…não têm mais com que se ocupar, os mui dignos docentes do IPT.
    Cuidassem antes de empregar sua douta inteligência a investigar as causas do declínio do IPT, a propor e a debater soluções, e a executa-las, depois.
    Isso sim.
    Mas perderem-se nestas futilidades, que tristeza.
    Sejam camaradas.

  4. Eu. professora , sinto-me envergonhada com este tipo de diálogo! Nem queria acreditar que “alguém” seja capaz de tornar público questões de tão baixo nível no âmbito do ENSINO… os PROFESSORES serão sempre aqueles que ” formarão” a sociedade que nos rodeia, transmitem/ indiciam os valores sociais que nos envolvem, porquê esta arrogância entre iguais? Afinal que ESTABELECIMENTO DE ENSINO, do qual Exº Srs. fazem parte , será esse que os próprios que aí trabalham envolvem -se em questões tão mesquinhas, em vez de reunirem em privado e discutirem, no bom sentido da palavra, quais serão os “motivos” de essa Instituição ter sido a menos procurada comparativamente com outros Politécnicos? Os” títulos” serão assim tão importantes? Procurem exercer com mérito e orgulho em “SER PROFESSOR”!!! O “amanhã” começa, em parte, em NÓS, PROFESSORES nunca se esqueçam disso. Se vos aborrece tanto não serem tratados por doutores, quanto a mim, considero que devem urgentemente procurar outra profissão, terá sido um engano de percurso…

  5. Vade retrum Sr. João Dias. Esses dois ofendidos com o uso do termo “colegas”, mais o dito administrador ofensivo, mais o presidente que não os manda calar, deviam era ir limpar cinzeiros.

  6. Mandem mas é trabalhar estes pseudo professores e fiscalizem bem os colegas que investigam mas não prestam contas a ninguém, nem cumprem horários..

    • Precisamente! E no final das contas quem lhes paga o ordenado somos todos nós. Garantidamente que a maioria da classe trabalhadora faz mais horas num dia de trabalho que estes doutores fazem numa semana!

      • Mas os professores não são da classe trabalhadora? Essa do trabalho por hora é complicada: pagar ao polícia pelo número de presos que conseguiu? Pagar aos bombeiros pelos fogos apagados? Ou pelos doentes transportados?

  7. E pensar que recentemente alguém escreveu neste blogue que o IPT era uma restea de esperança para o desenvolvimento da cidade. Vê-se. Um antro de vaidades, sim. Mais palavras para quê?

  8. Sério?!? Tanto drama só por causa disso… Lol Portugal realmente é um país onde os títulos tão mais importantes do que outra coisa.

  9. Guerrilhas de faca e alguidar, mas muito sinceramente não dá para entender o sentido. Infelizmente de mamões está o mundo cheio, trabalhem em prol do ensino por favor. Obg

  10. Um Administrador em bicos dos pés, uma comunidade que continua a malhar nos professores. Mais do Tomar na rede é tomar no buraco.

  11. Nas próximas reuniões com “o Júlio” devem chamá-lo de camarada. Quanto aos comentários que andam aqui a acender tochas contras os professores: tomar juízo é coisa que vos falta.

  12. Quando se pensa que já se viu de tudo nesse Brasil, eis que surge uma pérola, professores que são a base do conhecimento querendo serem tratados como deuses, incorporaram o espírito eternal dos imortais do STF, vocês deveriam se preocupar com pautas mais relevantes, é por essas e outras de professores militantes como vocês que a educação, a transmissão de conhecimento e o ensino estão na beira do abismo, criem vergonha na cara, vocês estão causando mais derrota e tristeza no combalido ensino brasileiro.

    • Infelizmente esta vergonha não é no Brasil, é mesmo em Portugal. E numa instituição na qual eu estudo.

  13. Na escola tratam os professores pelo primeiro nome, nos hospitais os médicos por tu e este fim de semana podem tratar os policias por “pá”.
    Força Tomar. Tu consegues.

  14. Oh Santinhos , temos o “caldo entornado ” no Instituto Politécnico de Tomar ” . Parece que compreendo a reacção dos Senhores Professores ao termo “Colegas ” . Ou eu me engano muito ou está relacionado com o sentido pejorativo do termo devido à sua má fama que relaciono com uma história da minha aldeia . Ora vamos lá : quando eu era miúdo e alguém tratava outro por colega ,recebia como resposta o seguinte :
    : “Colegas são as p…….(mulheres da má vida ) .

    Esta é a minha interpretação dos factos . Mas também penso que só se tratam por colegas as pessoas da mesma profissão e por isso também compreendo como justa e apropriada a reacção dos Professores .

    Muito atenciosamente ,grato pela atenção dispensada e votos de Paz & Amor entre todos os trabalhadores do Instituto Politécnico de Tomar , já agora , Colegas e Não Colegas . Isto porque os tempos que correm nunca tanto o exigiram .

  15. A arrogância da classe académica Portuguesa a fazer-se notar uma vez mais. Neste caso, quanto mais pequena e irrelevante a Instituição (Politécnico de Tomar? A sério?…), mais em bicos de pés se colocam.
    São tão pequeninos, preocupem-se com o que interessa.

  16. A arrogância da classe académica Portuguesa a fazer-se notar uma vez mais. Neste caso, quanto mais pequena e irrelevante a Instituição (Politécnico de Tomar? A sério?…), mais em bicos de pés se colocam.
    São tão pequeninos, preocupem-se com o que interessa.

  17. Sou conhecedora, há muito, do Instituto Politécnico de Tomar e sei da sua responsabilidade social e importância nacional.
    Fico triste de ouvir falar dele por motivos menores como ” colegas são…”. Dr. José Martins, compreenda de uma vez por todas que o senhor tem incendiado muitas pessoas do IPT. Os seus verdadeiros colegas não docentes na grande maioria estão fartos da sua arrogância. Mais uma vez confirmada com este triste episódio. O senhor serviu o Pires da Silva, o Eugénio de Almeida apenas para ser servido por estes. O que muito lhe agradeceram… Esta presidência nomeou como mega administrador. Porquê?.
    Julgo que deve seguir o conselho de aquele que lhe escreveu:…”o assunto está terminado, ponto final !.
    Não provoque mais a comunidade do IPT! Tenha vergonha. Como dizia um amigo meu : …” parece ser a ponta de um desgelo…”

  18. Sou conhecedora, há muito, do Instituto Politécnico de Tomar e sei da sua responsabilidade social e importância nacional.
    Fico triste de ouvir falar dele por motivos menores como ” colegas são…”. Dr. José Martins, compreenda de uma vez por todas que o senhor tem incendiado muitas pessoas do IPT. Os seus verdadeiros colegas não docentes na grande maioria estão fartos da sua arrogância. Mais uma vez confirmada com este triste episódio. O senhor serviu o Pires da Silva, o Eugénio de Almeida apenas para ser servido por estes. O que muito lhe agradeceram… Esta presidência nomeou como mega administrador. Porquê?.
    Julgo que deve seguir o conselho de aquele que lhe escreveu:…”o assunto está terminado, ponto final !.
    Não provoque mais a comunidade do IPT! Tenha vergonha. Como dizia um amigo meu : …” parece ser a ponta de um desgelo…”

    • Apesar de ter estudado em Tomar (Esc. Primária nº1, Ciclo Preparatório D. Gualdim Pais e Esc. Industrial e Comercial de Tomar/ Esc. Secundária Jacome Ratton, foi na qualidade de Administrador dos Instituto Politécnico de Coimbra (e mais tarde dos SASIPC), que tive o prazer e a honra de ter conhecido o colega Júlio Filipe. Destacava-se pela sua competência técnica, bom senso e fino trato pessoal. Como tomarense, e na Comissão Especializada de Administradores dos Politécnicos Portugueses muitos sabiam dessa qualidade, orgulhava-me do respeito como o Júlio Filipe era ouvido.
      Podem perceber assim como fiquei estupefacto ao receber hoje, num grupo de Coimbra, o link para esta notícia… acompanhada dos naturais comentários satíricos… o que vindo do tradicionalista meio académico coimbrão diz muito sobre esta polémica… Mas nem tudo é negativo e finalmente alguns colegas perceberam o alcance do convite que me foi endereçado pelo então Presidente do Politécnico de Coimbra: Convido-te porque quero alguém com experiência de gestão no setor privado, mas que seja docente da casa… para que não ter que ouvir “isso aqui não se aplica”! E na verdade, lamentavelmente porque devemos ser questionados pela competência das nossas ações, muitas vezes senti que tinha vantagem em lidar com “colegas”…
      Até porque fica no ar a questão pessoal docente versus não docente e a associação do Administrador a este último, o que não sendo depreciativo, não é rigoroso, e para referir apenas Coimbra, noto que a atual Vice-Reitora da Universidade Católica e ex-Vice-Reitora da Universidade de Coimbra, ex-Ministra da Educação e ex-deputada, Professora Catedrática Doutora Margarida Mano (e já agora das melhores Professoras que tive na UC), foi já em fase avançada da sua carreira académica Administradora (nomeada, como se diz no IPT) da Universidade de Coimbra e o atual Administrador do IPC é Professor Adjunto do mesmo Politécnico.
      Um último nota para algumas afirmações que li nos e.mails publicados, nomeadamente referências a representante do pessoal não docente, Administrador Nomeado, etc. o Ensino Superior rege-se pelo RJIES – Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (Lei nº 67/2007), que no seu artigo Artigo 123.º dispõe: “Administrador:
      1 – As instituições de ensino superior públicas têm um administrador, escolhido entre pessoas com saber e experiência na área da gestão, com competência para a gestão corrente da instituição e a coordenação dos seus serviços, sob direcção do reitor ou presidente.
      2 – O administrador é livremente nomeado e exonerado pelo reitor ou presidente.
      3 – O administrador é membro do conselho de gestão e tem as competências que lhe sejam fixadas pelos estatutos e delegadas pelo reitor ou presidente. (…).”
      Uma leitura do nº 2, por muito desatenta que seja, elucida-nos quanto ao facto de todos os 25 Administradores de IES existentes em Portugal (10 Universidades e 15 Politécnicos) são todos LIVREMENTE NOMEADOS pelo Reitor ou Presidente, não passando a referência dum pleonasmo desadequado, para sermos simpáticos.

  19. Para quem possa não ter percebido…talvez não seja uma tempestade num copo de água. Parece-me mais que é o copo que está a transbordar. Não sei bem o quê, mas que há ali coisa, há!…

  20. Para mim devido a esses senhores Doutores entre outros deveriam ser separados em duas secções :

    Os “cagões” e os “não cagões” falando em bom português.

    Eu também faço parte desta gente pequenina corja elitista e cagarola (no nosso “pequenino país”) mas estou na secção dos “não cagões” e dos não problemáticos.
    Sempre trabalhei com americanos e ingleses onde isto não existe……………tenho vergonha destas pessoas de bem …………………….mas estranhamente no estrangeiro encolhem-se perante nacionalidades consideradas de 1ª COMO JÁ ASSISTI !!!Nunca tratei nenhum colega por Engº ou Dr. eles mesmos não querem, isto em Inglaterra e nos EUA.

    Simplifica e não complica e fala quando tens que falar mesmo que saia a verdade!!!

  21. Quer-me parecer é que esses senhores professores gostavam é de ser tratados como camaradas.
    Aí já não haveria problema. Como querem que tenhamos melhores alunos, melhores jovens, melhores cidadãos, se o exemplos que tem, são de soberba, arrogância e sobranceria?

  22. O alarve que se intitula “Professor Coordenador”, bem como senhora do galho cuja inteligência não supera a do macaco que devia ocupar o mesmo, deviam ser elucidados que o Administrador da instituição de ensino superior faz parte dos órgãos de gestão e, como tal, é técnica e formalmente, superior hierárquico dos docentes no que toca a matérias administrativas. Como tal, está impedindo, naturalmente, de se imiscuir nos assuntos científicos e pedagógicos, mas tendo autoridade nas matérias técnicas e administrativas, como é o caso patente na mensagem. Ainda assim, e enquanto assalariados da mesma instituição, todos são, efetivamente, colegas, e só alguém profundamente narcisista e dotado de um ego incomensuravelmente grande se expõe ao ridículo querer manter ideias defuntas como a de que, por ser professor, está acima do comum dos mortais. Deve ser por causa do feriado de amanhã… Tratam-se apenas de carreiras diferentes, mas de igual importância. Para quem não concordar, façam o exercício mental (se para isso tiverem neurónios) de imaginar uma instituição de ensino superior sem elementos de qualquer destas carreiras. Pois… não iria funcionar, pois não. É como uma árvore com muitos galhos, mas sem tronco (a senhora dos macacos talvez entenda esta analogia). E acreditem, o sucesso da Instituição será tão mais facilmente atingido quanto mais depressa alguns entenderem que os seus egos já não cabem no mundo atual.

  23. Vergonhoso… Tanta gente com mania que são superiores, e no final são uns tristes…. Que nem merecem estar como professores, vão ensinar o quê???? Estes atitudes ridículas?? Vão cavar batatas ignorantes…..

  24. O fascismo é uma minhoca, já dizia o poeta!

    “O fascismo é uma minhoca (não é? lá isso é)
    Que se infiltra na maçã (não é? lá isso é)
    Ou vem com botas cardadas
    Ou com pezinhos de lã

    O mandão é que põe e dispõe
    Mas o povo é que manda no povo
    Ai isso é claro, claro
    Mais claro que a clara dum ovo”

  25. Bom dia,

    Sou colaborador não docente em uma IES em Moçambique, já ultrapassamos este problema a 10 anos. Tanto que hoje sou doutorando numa IES cá e continuo como pessoal não docente com muito orgulho.

    Todos que fazem parte do sistema de ensino e aprendizagem são colegas. O processo de ensino de ensino e aprendizagem não inicia e nem termina na sala de aulas.

    As áreas admistrativa, tecnologia de informação, registo e gestão académica, documentação, bibliotecas, serviços sociais, admissão a IES e outras são importantes de igual como que os departamentos académicos.

  26. Os “ofendidos” pelo tratamento do administrador faz-me lembrar as discussões fúteis das pitas de 15 anos

  27. Grandes figuras estas! Eu se fosse professor sentia-me envergonhado!
    Assim não vamos longe… que pobreza!

  28. Quando é que estes Colegas se preocupam com a sustentabilidade do IPT?
    Ou apenas aguardam pela aposentação para se “porém ao fresco” como Senhores Professores Doutores Coordenadores, deixando para trás um Instituto decadente e arruinado?

  29. Talvez caros prostitutos intelectuais presunçosos fosse mais aproximado ao que realmente serão. Gostava de conhecer percurso académico desses senhores. O meu é público.

  30. Sou médico. Faço questão que me tratem pelo meu nome: Tiago! Fanfarronisse e cagamerdeirisse para esses pseudo-intelectuais que pouco ou nada produzem (o que produzem é à custa do trabalho dos alunos). O respeito não é um bem adquirido com um cargo.. conquista-se no dia-a-dia!

  31. Dr. não é nome de ninguém. A problemática do IPT é comum a muitas instituições do ensino ou não.
    Infelizmente, (colegas e coleguinhas) representam um conjunto singular (!).
    A limpeza que se fez em alguns departamentos, substituindo formadores (sem skills) para o efeito, deveria sim constituir notícia.
    Thomar tem todas as condições para poder ser um lugar de eleição para se aprender e ensinar. A qualidade é um factor diferenciador.
    Esta polémica não vos leva a lado nenhum. Minhas senhoras e meus senhors,… é caso para dizer; “Homens sêde, homens” .

  32. Os professores na minha opinião tem razão. Ponto. Não se trata de cagança ou de outra superioridade qualquer, mas sim do bom trato. E como alguém disse “cada macaco no seu galho”. Todos, mas mesmo todos são importantes na instituição, mas professor e colega de professor, aluno colega de aluno, administrador colega de administrador, e por aí adiante, ponto. É tão somente isto. Era só o que faltava o 1o. Ministro chamar colega ao Presidente da República!!!!!!! Isto só para extremar a nível de exemplo. Mas meus caros, pique se passa é que este administrador não tem nível, não tem competência e só está neste cargo para tapar buracos de quem o nomeou. Já se passou o mesmo com a anterior administradora, são uns paus mandados sem categoria e já andaram metidos em tribunais por “trafulhice”. Posto isto, acham que qualquer funcionário público, sejam professores, trabalhadores não docentes ou outros, querem ser colegas destes reles “alpinistas”?? Por favor, não falem de cor.

  33. Colega: Companheiro na mesma colectividade, profissão ou funções, em especial na classe civil e eclesiástica. (Na classe militar emprega-se geralmente o termo camarada.)
    “colegas”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/colegas [consultado em 02-11-2020].
    O mesmo que: camaradas, amigos, companheiros, confrades, consortes.
    Logo: 1º Não basta «temos a mesma qualidade, a de Trabalhadores em Funções Públicas», para sermos colegas. Antes demais é preciso sermos «companheiros» e depois, sermos «da mesma profissão ou função», ou seja, «cada macaco no seu galho».
    2º O administrador do Instituto Politécnico de Tomar, José Júlio Filipe, não sendo docente não pode ser colega dos que o são e o simples facto se não ser aceite como ter deveria te-lo feito calar-se. Quem quer respeito dá-se ao respeito.
    2º O administrador do Instituto Politécnico de Tomar preocupa-se demais em «ser sapateiro que sobe além da chinela» e demonstra não ter tempo para proteger os segredos administrativos a seu cargo.

  34. No país do “m’as tu vu”, no país da chieira saloia, no país dos “doutores “pouco doutos ao pontapé, no país dos doutore licenciados, dos doutores professores mestres e por aí fora, no país onde se valoriza as medalhas de chocolate e não as da frente da batalha, no país do Sr., Engenheiros técnicos superiores que não engenham nada, num dos países menos desenvolvidos da UE e com mais “doutores” e “engenheiros” ao m2. Num país em que estas gentinha para o estatuto social tem que ter o coche alemão, a mulher a dias e o cãozinho de raça. Num país em que os trolhas ou não trolhas que se refugiaram lá fora fizeram mais para o país do que esses tontinhos das castas nacionais. E anda isso a “educar” os nossos filhos?

  35. Que tristeza este tipo de pensamento e cultura. Que desfasamento do resto do país e do século XXI.
    Quem paga o salário dos excelentíssimos professores? Não é a mesma entidade que paga o salário do administrador, até à empregada de limpezas? Então são colegas.

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