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A foto é nossa, o comentário é seu

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A imagem foi captada no dia 4 na Várzea Grande, em Tomar, um espaço recentemente requalificado. Mostra-nos um carro estacionado com duas rodas em cima do relvado.

Desafio aos nossos leitores, a rubrica “A foto é nossa, o comentário é seu” do “Tomar na Rede” pretende que os cidadãos comentem situações ilustradas pelas fotos, que se podem reportar a acontecimentos inusitados, situações insólitas ou ridículas ou atividades civicamente reprováveis, mas também àquilo que temos de melhor. Nós limitamo-nos a publicar a foto e a contextualizá-la com o local e a data. O resto fica por sua conta. Pode comentar diretamente na caixa respetiva no blogue ou na página do facebook e de outras redes sociais.

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Escrita por Redação

Blog informativo Tomar na Rede. Notícias sobre Tomar e região envolvente. Informação local e regional.

Comentários

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  1. Por mais que nos esforcemos na escola, jamais conseguiremos formar cidadãos íntegros, respeitadores dos seus deveres e dignos de todos os direitos cívicos, com progenitores deste calibre em casa.

    • Sabem requalificar espaços, mas não sabem arranjar alternativas de estacionamento, visto que eliminaram mais lugares de estacionamento que os que criaram…

  2. Também não percebo a necessidade de terem um espaço verde tão grande. Mais valia fazerem uma zona de estacionamento…

  3. É caso para relembrar um filme com Leslie Nielsen…
    Onde pára a polícia?
    Que falta de civismo, simplesmente vergonhoso!

  4. Apenas um cidadão a mostrar a realidade. As câmara devem providenciar o que faz falta, em vez de gastarem dinheiro com inutilidades só para enfeitar e mostrar obra.
    O dono do carro apenas de se antecipou, porque o futuro da Várzea é mesmo aquele. Retirar inutilidades e outras mariquices, restabelecer o estacionamento à superfície enquanto não houver dinheiro para o parque subterrâneo, e voltar a fazer ali a feira de Santa Iria.
    Quem não pensar assim não é bom tomarense. É um lerdo disfarçado de cidadão para ninguém desconfiar.

      • Que maravilha de raciocínio! Serão só cem metros? Já mediu?
        E se, por mero acaso, como acontece todas as sextas-feiras, o parque e a avenida ao lado estiverem lotados. Vai estacionar onde? No bairro dos calés? São só mais cem metros, e um belo tratamento para a pópó.
        E estacionar na sua moleirinha também não pode, por motivos à vista. Isto é que é uma crise!!!

        • Sim, serão pouco mais de 100 metros. E então? Custa-lhe muito a deslocar-se? Tem estacionamento para deficientes na várzea grande. Pode usar perfeitamente. Foram criados para si.

  5. Estes comportamentos para mim são completamente inaceitáveis. A falta de civismo impera e a PSP não vê ou não quer ver!

    • Quando você está aflito para cagar, por exemplo, desenrasca-se no primeiro canto que encontrar, ou por uma questão de civismo, procura uns sanitários e acaba por fazer nas calças?

    • Ó dona Júlia, pense lá mais um bocadinho, se não estou a pedir-lhe demasiado.
      A srª está a ver mal a questão, e daí armar-se em polícia rasca dos costumes, o que não lhe fica bem e denota falta de classe.
      Onde é que está a falta de civismo? Isso era se o dono do carro o tem deixado em plena faixa de rodagem, impedindo a passagem dos outros. Mas não. Teve o cuidado de o arrumar metade na via, metade na relva, assim deixando passar os outros sem qualquer incómodo.
      A dª Anabela e seus devotos é capaz de não gostar nada da coisa, mas trata-se de um claro protesto prático contra a falta de estacionamento. Que até convém que venha a ser ampliado, começando a estacionar no espaço central da pretensa praça, como acontecia antes das obras. Se lá estacionarem 200 ou 300 carros ao mesmo tempo, a PSP não tem meios, nem vontade, porque também têm carros, para multar tanta gente. Só os palonços é que assim não entendem.

  6. (Começo por felicitar o Sr. Anastácio pela coragem de ir contra a corrente e pela lucidez)

    Este post do Tomar na Rede é mesmo muito significativo. Está cá tudo.
    De um modo geral está a representado o anacronismo e a falta de senso da gestão camarária. Aqui se demonstra, e bem, que no torrar de dinheiro com que nos brindam obras daquelas, não têm a mínima noção do que são os interesses, os problemas ou as aspirações dos tomarenses. Eles de facto (os políticos Anabelos), nem sequer conhecem o povo.
    Não sabem que a génese e o ADN das cidades – designadamente estas cidades de província – é precisamente a relação com “o campo”. Que as pessoas que não moram na cidade, ou que não têm neste lugar reservado – os remediados e pobres, por outras palavras – só agora conseguem as posses para ter um carrito; não como luxo, mas, pasme-se, como meio de transporte; porque quem trabalha e tem vida, e se vê mesmo obrigado a pagar combustível, vem como? De transportes públicos, é?
    Mas o grande lema da câmara – e faça-se justiça, tem sido muito fiel a ele – é precisamente o tirar a cidade às pessoas e tirar as pessoas da cidade.
    Mas não se pense que é só mero asco às pessoas de fora da cidade. Tenho um amigo residente na dita zona histórica que, quando são horas de terminar o trabalho, antecipo logo o calvário de três quartos de hora à procura de estacionamento. E foi por ele que eu vim a saber que, afinal, os funcionários da câmara têm direito a estacionamento gratuito nos parques públicos, construídos com dinheiros públicos, mas geridos pela edilidade.
    Esta câmara, este PS, zurram bastante a palavra igualdade. Pois comecem por aí. Ponham-se ao nível do comum do cidadão, com valores republicanos e socialistas (e não os dos privilégios de casta) e decretem e apliquem essa mesa igualdade. Os funcionários da câmara, os políticos e afins, até mesmo os juízes, no que refere ao usufruto dos bens colectivos, devem ter precisamente, e nem mais nem menos, que os direitos do comum dos cidadãos.
    Estes políticos medíocres acham que o facto de terem ganho as eleições é sinal de competência. Mas não é!
    No que refere à gestão da coisa pública – o torrar o nosso dinheiro – entendem que a missão para que foram divinamente ungidos foi a de “deixar obra”. Quanto mais espampanante e inútil, melhor. E se o povo não percebe – e não podendo eles trocar de povo – é porque o povo, na sua ancestral tacanhez e limitação não está ainda ao nível da glória suprema que eles almejam e nos estão a proporcionar. Vai de contratar arquitectos de alto gabarito e com a última versão do Autocad e esfregar na cara dos tomarenses um mamarracho plano que dá para ver o castelo à noite.
    Agora… estacionamento? Feira de Santa Iria? Umas árvores e uns bancos onde se pudesse estar? Onde é que já se viu?

  7. DOIS TIPOS DE COMENTADORES
    Face a este post, parece haver, basicamente, dois tipos de comentadores.
    Uns, a maioria, têm uma reacção pavloviana politicamente correcta. Face a uma irregularidade, um erro, um delito maior ou menor (sobretudo se for menor), soltam as mais puras e indignadas exclamações de critica, julgamento e mesmo punição do suposto delinquente. Não leram Camus. E para que é que hão-de ler, seja o que for, se a verdade e a razão estão ali escarrapachadas de tão óbvias? É um mecanismo mental justiceiro e perigoso. Do tipo dos que dizem que os incendiários deviam era ser atados aos pinheiros e queimados. Enfim…
    O outro tipo, é o caso deste Manuel, qual minúsculo rafeiro, que se assanha de cada vez que eu escrevo um textito, quer ele o entenda quer não.
    Em ambos os casos há um problema de literacia. No primeiro tratar-se-á de uma questão de literacia cultural. Dispondo de um caso óbvio de razão fácil, as pessoas não usam a oportunidade para se tentarem colocar no lugar do outro e/ou de tentar compreender as múltiplas condicionantes de cada situação concreta. Quando digo cultural, quero mesmo dizer que isto é muito cultural. Vem dos tempos em que se atiravam pedra a adúlteras ou se perseguiam pessoas por serem diferentes – na cor da pele, na orientação sexual ou mesmo na orientação política e religiosa. Tempos que não vão há tanto tempo quanto isso. Mas vale a pena insistir tentando evidenciar o “mecanismo de raciocínio” das pessoas nestas condições. Não são, em meu entender, pessoas más. O que as move é tão somente o estar do lado certo. Isso dá conforto social e uma sensação de integração. Mas este “não questionar”, esta razão fácil pode também ter outras facetas, nalguns casos perigosas. Refiro-me às situações em que há uma razão oficial e institucional que é errada ou má. Neste caso, as pessoas que gostam ou precisam de se sentir integradas, cumprem sem questionar as ordens ou orientações, por mais abjectas, que os superiores que os integram mandam cumprir. Muitos carcereiros de Nazis mais não eram que zelosos servidores do Estado Alemão. E nos países desenvolvidos com pena de morte, os carrascos, findo o trabalho, vão para a festa de anos dos filhos com a consciência tranquilíssima e o sentimento do dever cumprido.
    O caso do Sr. Manuel também é paradigmático. Pelas respostas que expressa demonstra claramente que não percebeu nada do que leu. Neste caso a iliteracia é mais acentuada. Mas há uma coisa que ele atingiu: que eu não gosto do PS nem da vereação que está de turno. Não sei como é que ele lá chegou. (será que alguém lhe disse?) E temos que, neste particular, dar-lhe (enquanto representante ma maioria dos grunhos que por aqui se expressam), uma justa palavra de incentivo. Continue. Você talvez lá vá. Depois do abecedário quando começar a juntar palavras e sobretudo quando tentar perceber o sentido que às vezes têm, você vai ficar deslumbrado. E até, talvez, mais modesto nos seus ajuizamentos.
    Sabendo isso, que eu não gosto nada de vereações que se colocam ao nível do Sr. Manuel, e considerando que ele nunca demonstrou perceber um mínimo daquilo que eu escrevo, ele riposta com o que pode ou com o que está ao alcance do seu entendimento. Primeiro, bota-se a dar palpites insinuando que eu seja um Paiva (será que se refere ao anterior presidente da Câmara, o Engº Paiva?). Depois é aquela espécie de insinuação insultuosa tipo “não és de cá, vai-te embora”; ou é “doente mental, vai-te tratar”.
    O chato disto tudo, considerando o estilo e a performance da vereação, é que parece mesmo “inside trading”.

  8. Só “gente de etnia cigana” é que costuma ter ou defender comportamentos anti-civicos deste gênero. Independentemente de todas as tretas oportunistas, as pessoas de bem cumprem a lei, os outros encontram atenuantes para tudo, por hipocrisia ou frustração.

    • Peço desculpa, mas não sou cigana. Vi o carro mal estacionado num espaço verde, sem bancos… Sem nada…! Tomar não terá mais zonas verdes? Achei muito mal aproveitado, apenas isso. Manter um espaço verde tão grande para gastar água?
      Penso que seja necessário sermos um pouco mais práticos nos dias de hoje.

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