A propósito da polémica sobre a esplanada do restaurante O Siciliano, que ocupava três lugares de estacionamento na rua de S. João, centro histórico de Tomar, e que foi retirada na primeira quinzena de abril, os responsáveis pelo estabelecimento publicaram um esclarecimento sobre o assunto.
A polémica começou quando um dos moradores da rua exigiu a retirada da esplanada que estava instalada junto às janelas dos quartos de sua casa, dificultando o acesso ao prédio em frente ao restaurante.
“Fomos perseguidos e caluniados por alguém”, denunciam os responsáveis pelo restaurante.
No início do ano a câmara não renovou a licença da esplanada e por ofício datado de 25 de fevereiro, conforme foi referido em reunião do executivo, o proprietário do restaurante foi notificado que “deverá proceder à remoção da esplanada e restantes elementos que estão a ocupar o espaço público no prazo de 30 dias”.
Transcrevemos o esclarecimento dos responsáveis pelo restaurante O Siciliano
“Face à abordagem de várias pessoas que se dirigem e telefonam ao Siciliano, questionando e comentando a retirada da esplanada em frente ao restaurante, tendo como base a publicação da comunicação social, nas redes sociais, esclarecemos que a esplanada foi levantada pelo Siciliano sem ter qualquer ordem do tribunal, ou mesmo do Município, para o efeito, como, infelizmente, querem fazer crer.
Trata-se de decisão dos responsáveis pela exploração do restaurante, a propósito da proposta do Município, quando nos deslocámos à Câmara para pagar a licença anual da esplanada,
em que sugeriram deslocar a esplanada para os dois lugares contínuos à carga e descarga, também do lado oposto do restaurante, situação que decidimos não fazer.
Esclarecemos que quando a esplanada foi instalada, foi feito um projeto com memória descritiva e sempre licenciada ao longo dos últimos anos- como tantas outras na cidade-, e paga a sua licença, e temos um abaixo assinado de quase todos os vizinhos, desde há vários anos, em como a mesma não causa qualquer incómodo, e que foi apresentado na Câmara de Tomar.
O restaurante “O Siciliano” contribui para a economia local, dando emprego a 6 pessoas, paga os seus impostos, e declara a atividade que desenvolve, cuida do exterior do espaço, varrendo e lavando a rua e proporciona iluminação que leva a maior segurança da rua.
Lamentavelmente o que se passa é que fomos perseguidos e caluniados por alguém, que não declarando os seus rendimentos e exercendo atividade profissional em fração destinada a habitação, recorre, abusivamente, a apoio judiciário, para intentar as suas acções em Tribunal, incluindo contra o Município de Tomar, que sempre perdeu, com testemunhos falsos, como, por exemplo, que o restaurante “O Siciliano” se encontra a trabalhar até às 4horas da manhã, com luzes de várias cores, e que os clientes têm conversas obscenas e outras situações completamente falsas. Todos os clientes sabem que estas situações são falsas, e é isso que nos sossega.
Como também nos tranquiliza este esclarecimento de que a esplanada foi retirada sem haver qualquer intervenção judicial, foi por vontade própria e sem quereremos atacar qualquer decisão administrativa”.

