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Outra vez os chineses

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É cíclico. Em ano de eleições autárquicas aparecem supostos empresários chineses em Tomar como potenciais investidores e empresários. Aconteceu em 2017 e voltou a repetir-se há poucos dias. Os empresários são recebidos pelos autarcas, assinam protocolos, tiram fotografias e no fim chega-se à conclusão que tudo não passa de uma encenação com objetivos eleitorais.

Em agosto de 2017, a presidente da câmara de Tomar recebeu dois investidores chineses acompanhados pelo presidente da Nersant, António Campos.

“Tomar é um bom local para atrair investimento chinês porque as infraestruturas e as condições mínimas exigidas a qualquer empresário já cá existem. Voltaremos em novembro com ideias mais sólidas”, referiram na ocasião os empresários. As eleições autárquicas realizaram-se a 1 de outubro de 2017 e dos investidores nunca mais se ouviu falar.

Este ano, repete-se a encenação desta vez envolvendo a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) também presidida por Anabela Freitas.

No dia 24 de janeiro, a CIMT assinou um protocolo de cooperação com a Câmara de Comércio de Pequenas e Médias Empresas Portugal-China “com o objetivo de promover a internacionalização das empresas da região”.

O presidente desta Câmara de Comércio chinesa é Y Ping Chow que anda pelo país a assinar protocolos semelhantes com outras comunidades intermunicipais, quando se sabe que, neste setor do comércio internacional com a China, a entidade mais importante e com maior influência é a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Consultando o site da Câmara de Comércio de Pequenas e Médias Empresas Portugal-China ficamos a saber que é uma organização dominada por autarcas e dirigentes do PS onde sobressai António Gameiro, de Ourém, deputado e ex-líder da distrital socialista.

Perante estes dados, além de várias leituras políticas que se podem extrair, resta-nos esperar sentados os resultados do protocolo assinado esta semana em Tomar.

                      JG

 

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José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

7 comentários

  1. O despudor de gente com responsabilidades públicas, e a falta de tino de gente investida em cargos públicos, é triste.
    Já nem falo da falta de consideração para com os cidadãos eleitores.
    Como se prestam a encenações como está, que pode pertencer a qualquer filme série B de um qualquer estúdio indiano?
    Que pobreza de espírito, tantos chocos espertos nos rodeiam.
    A política a bater no fundo.

  2. Manuel Santos disse tudo, se calhar inadvertidamente. Ao trocar o i por o, na expressão “chicos espertos”, saiu-lhe “chocos espertos”. Pois é disso mesmo que se trata. Galinhas chocas que se julgam espertas, tiveram mais um dos lapsos costumeiros no seu cacarejar. E lá se foi a estratégia bem paga fornecida pelos técnicos brasileiros de comunicação e imagem, que trabalham para o PS.
    Agora que a quimera dos investidores chineses caiu por terra, com alguma sorte os tomarenses vão ter direito à treta do parque temático, lançada pelo Paiva, mas agora com a garantia Anabela/PS, que se consideram cada vez mais os donos disto tudo. A nova tendência socialista, o PS-DDT. Erra que se farta!
    Tranquilos, de cada vez que ouvirem falar de criar empregos bem pagos em Tomar, os eleitores socialistas vão abanar o rabo e salivar. O costume. Sabem bem que é só conversa, mas que as comezainas, os passeios, os subsídios e os eventos, tudo à borla pois claro, vão recomeçar mal acabe a maldita pandemia.
    Ganda povo! Ganda país! Ganda Costa! GandAnabela!
    Entretanto poluição do rio continua! Câmara PS prá rua!

  3. Só não dizem em que vão investir. Mandam um calote em algum banco lá na China e depois vêm aflitos a pedir um Visto Dourado (Golden Visa) para ficarem no país. “Show me the money” ou seja “Mostra o dinheiro primeiro”. É só boas intenções. Promessas anda o mundo cheio.

  4. É uma pena a colaboração com a China, enquanto não mudarem aquele regime político horrível… diria que é de muito mau gosto qualquer colaboração ou protocolos com essa gente… que de democracia não gosta nada lá no país deles.
    Mas como em princípio os chineses não são parvos e só compram coisas que já davam lucro antes ou podem dar lucro logo a seguir com aumentos exorbitantes para os clientes… em princípio está tudo bem.
    Quanto a fábricas acho que os chineses as têm na Itália, para puderem dizer que é feito na UE, ainda que seja na prática tudo ou quase tudo chineses que lá trabalham.

  5. Para quem não acredita em bruxedos, cada terra tem os investidores que merece. O criar dificuldades a investidores começou a ser ensaiado com Pedro Marques, algo que A. Paiva profissionalizou e agora Anabela tem continuado. Na fase da propaganda tivemos os espanhóis com o centro temático e agora os chineses. Pelo meio houve campos de golfe e a urbanização da estação da CP. Na realidade o que ficou foram uns hotéis e restaurantes, agora sem clientes á vista, em nome do desígnio de todos para a cidade: o turismo culto. Quando será que os tomarenses percebem que têm aquilo que escolheram.

  6. O rol das vigarices da atual maioria PS é cada vez mais longo. Escrevo vigarices no sentido de “conto do vigário” para tentar intrujar os incautos eleitores, como é este caso dos investidores chineses.
    Tudo indica que, desnorteados por não terem um plano geral como referência para se orientarem, os socialista locais recorrem cada vez mais à sua cabeça de lista, ao que tudo parece indicar uma mentirosa compulsiva. Até já mente sem qualquer necessidade.
    O exemplo mais recente é o dos bombeiros municipais. Declarou a srª há pouco tempo que estava tudo bem naquela casa, que não havia problemas, nem falta de pessoal, nem falta de material, apenas uma rivalidade entre dois quadros da corporação.
    Segundo a emissora oficial local, a câmara abriu agora concurso para recrutamento de 16 bombeiros saparadores, e outros tantos voluntários. Para um corpo de bombeiros sem problemas de pessoal, recrutar de uma assentada um terço do seu efectivo, é algo nunca visto por estes lados.
    “Apanha-se mais depressa um aldrabão que um coxo”, é um ditado popular bem conhecido.

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