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Guerra entre leiloeiras faz suspender o leilão da fábrica do Prado

Advogado Manuel Carlos explica aos ex-trabalhadores o ponto da situação

Por determinação judicial, foi suspenso o leilão da fábrica de papel do Prado (Prado Karton – Companhia de Cartão, S.A.) que estava marcado para esta quinta feira, dia 5 de dezembro.

De acordo com a explicação dada aos cerca de 20 ex-trabalhadores que compareceram no local, a suspensão do leilão deve-se ao facto de ter dado entrada no tribunal um requerimento da leiloeira Domus Legis a contestar os critérios do leilão promovido pela LeiloSeabra, a empresa que ia hoje proceder à venda da fábrica.

O advogado Manuel Carlos, que representa a maior parte dos trabalhadores, explicou que o diferendo tem a ver com a percentagem que fica para a leiloeira em caso de venda da fábrica e dos seus móveis e imóveis.

Até agora, as únicas propostas de compra da fábrica – a mais elevada no valor de 1 milhão e 770 mil euros – tinham como objetivo o seu desmantelamento e não a sua reativação como produtor de papel.

Ao fim de mais de 200 anos de funcionamento, a fábrica de papel do Prado parou de laborar no dia 30 de junho de 2017, deixando no desemprego mais de 70 trabalhadores. Iniciou-se então o processo de insolvência que vai culminar com a venda da fábrica, primeiro por negociação particular e depois em leilão.

Situada na união das freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, a unidade fabril ocupa uma área superior a 50 hectares à beira do rio Nabão, tendo uma área coberta de 25.465 m2.

Escrita por Redação

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