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Guerra aberta entre laboratórios privados e Unidade de Saúde do Médio Tejo

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Os centros de saúde vão passar a fazer análises clínicas e os hospitais do Médio Tejo avançam com ecografias obstétricas e rastreios bioquímicos nas gravidezes de baixo risco “roubando” o negócio aos laboratórios privados.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo argumenta que “a internalização de grande parte das análises clínicas, radiologia convencional e TAC dos utentes da região do Médio Tejo já está em curso, com a instalação de postos de recolha para análises clínicas nas unidades de cuidados de saúde primários da região”, o que “vai permitir poupanças de 1,584 milhões de euros em 2024”.

Quem está revoltado com esta medida são os laboratórios privados como a Affidea ou os laboratórios Fernanda Galo, entre outros, através da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos.

Esta entidade já emitiu um comunicado no qual “manifesta a sua oposição a este processo e ao atual modelo de financiamento das Unidades Locais de Saúde (ULS)”. Considera que “a estatização destes cuidados de saúde coloca em causa o livre acesso a mais de três mil postos de colheita espalhados por todo o país”.

A recém-criada Unidade Local de Saúde do Médio Tejo abrange os hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes e os centros de saúde de 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei.

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Comunicado da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos

 

Alerta nas análises clínicas: reforma do SNS ameaça liberdade de escolha dos utentes

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3 comentários

  1. Os privados que vivem do estado,,, com medo que a mama acabe.. vao ver onde a camara gasta o nosso dinheiro tambem.. em privados a viverem á grande com o dinheiro do estado..

  2. a iniciativa privada em Portugal é muito esperta: privados são os lucros, por conta do Estado quando houver prejuízos ou, ainda melhor, o Estado, por contrato, garante a receita. Nas autoestradas está garantido um mínimo de veículos pagantes: é o caso da Brisa do grupo Melo. Na saúde estava garantida a não concorrência dos laboratórios do Estado. Nos aeroportos só pode funcionar a empresa Vinci. Nas pontes sobre o Tejo só pode estar a Lusoponte. má vergonha.

    1. Tem razão. A situação é mesmo essa e não se entende de todo. Mas foi o PS que celebrou alguns desses convénios, e o PSD os outros. Porque nunca renegociaram depois, para melhorar a posição do Estado. Estão ligados por compromissos não escritos?
      O BE e o PCP nunca questionaram tal situação tão estranha na Assembleia de República porquê? Não convém, tendo em vista acordos futuros?
      É tudo boa gente, muito honrada e tudo. Benza-os Deus, se puder.

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