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Câmara encomenda “Plano de Hospitalidade Turística” por 50 mil euros

Turistas na rua da Sinagoga

A câmara de Tomar contratou a elaboração de um “Plano de Hospitalidade Turística” por 50 mil euros (40.655 euros + IVA) com a empresa En Zymé, Unipessoal Lda., de Braga.

O contrato assinado no dia 31 de outubro consiste “na aquisição de serviço de produção de um Plano de Hospitalidade Turística que permita criar instrumentos de suporte e apoio à visitação turística reforçando a atratividade e a retenção no território”, lê-se no documento.

Segundo o contrato, estão previstas quatro fases:

Fase 1 – Produção de um Plano de Hospitalidade Turística, que integra um diagnóstico dos recursos, oferta e infraestrutura turística (em articulação com a Sensibilização do Comércio, Restauração, Hotelaria e Animação da candidatura Lugares Património Mundial do Centro de Portugal) e um Plano de Ação, “que deve suportar-se na proposta de ações que apoiem o turista/visitante desde a sua decisão de visita a Tomar até à sua partida”;

Fase 2 – Conceção e desenvolvimento dos programas previstos na primeira fase;

Fase 3 – Conceção e desenvolvimento do programa de Comunicação Digital e Offline turística nomeadamente: serviços de programação web; organização de conteúdos / copy; design; fotografias, vídeo e traduções; plano de ativação de comunicação online e offline;

Fase 4 – Conceção e desenvolvimento do programa de sinalética turística (não incluindo produção física da sinalética)

 

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Trata-se de mais um exemplo da estranha actuação da actual maioria autárquica tomarense. Ao que tudo indica com o prévio acordo da oposição PSD. Um câmara com 500 funcionários, entre os quais vários juristas, vários técnicos superiores de turismo, meia dúzia de arquitectos e mais de uma dúzia de engenheiros, manda fazer no exterior quase todo o trabalho técnico especializado. Gasta centenas e centenas de milhares de euros em pareceres jurídicos e projectos de obras. E agora resolve repetir o golpe antes executado através da mordoma dos tabuleiros. Contratar uma empresa para elaborar a candidatura da festa tomarense a património mundial imaterial. Apesar de habitar na cidade e nela ter nascido e crescido o autor da candidatura do Convento de Cristo, aprovada em Friburgo (Suiça) em 1983. Uma evidente ingratidão.
    A personalidade contratada limitou-se até agora a mandar a Tomar um dos seus alunos de doutoramento, para auscultar os tomarenses. Pois…
    Segue-se esta vergonha do plano de “hospitalidade turística”, celebrado com uma empresa unipessoal, da qual nunca ninguém em Tomar ouviu falar. Gerida por um ilustre desconhecido na área turística.
    E a oposição cala-se. E os deputados municipais preferem ir papando uns almoços, em vez de se meterem em assados. Fazem bem. É o que se leva desta vida. Ninguém pode garantir que haja outra, e os tomarenses nunca agradecem nada, como se tem visto.

  2. A excelente câmara que temos, para aqueles que continuam a apoiá-la contra ventos e marés, já se vê, esta excelente câmara, repete-se, já anteriormente deu sobejas mostras daquilo que vale realmente. Para além do paleio do costume.
    Quando o governo resolveu extinguir as comissões regionais de turismo, não disse aí nem ui. Pareceu-lhe normal, ao que tudo indica. E lá se foi a Comissão regional de turismo dos templários. Sem qualquer protesto.
    Quando, na sequência do reagrupamento das comissões regionais de turismo, a câmara deixou que o Turismo de Lisboa se apropriasse da sede da Comissão regional de turismo dos templários, ali ao fundo da Corredoura. Também sem aí nem ui. Pior ainda, mais tarde pretendeu tomar de aluguer ou por empréstimo aquele património que legalmente pertence às 9 câmaras que o compraram, lideradas pela autarquia tomarense. E Lisboa nunca fez parte desse grupo. Tratou-se portanto de uma apropriação indevida. Mas a srª que lidera entendeu não haver matéria para agir judicialmente, apesar de nesta altura a câmara estar envolvida em mais de uma dúzia de litígios nos tribunais.
    De uma maioria que consente e participa em vergonhas destas, como se tudo fosse normal, já nada pode surpreender aqueles que ainda se vão interessando pela involução do paciente nabantino.
    Outubro de 2021 e logo veremos então quem se ficará a rir, sendo certo e sabido que o último a rir é o que ri com mais satisfação.

  3. A coisa promete. Segundo informações de fonte segura, a empresa unipessoal agora contemplada é jovem. Foi fundada em 2013, tem sede em Braga e o fabuloso capital social de mil euros. A sua área de negócios é bem vasta. Abre com “alojamento web para actividades relacionadas com animais de companhia e de estimação”, depois lá vem o turismo e muito variadas outras coisas.
    Em 2019 conseguiu vencer dois concurso públicos. Um em 2 de Abril com a Associação para o desenvolvimento do Regia Douro Park, no valor de 69 mil euros, para prestação de serviços “sobre indústria 4.0 no setor agroalimentar, relativos ao projeto Douro Agroalimentar 4.0”. O outro, no valor de 40.650 euros, foi celebrado com o Município de Tomar em 7 de Novembro, tendo como objecto “Serviços de produção de um Plano de Hospitalidade Turística”.
    Animais de companhia ou de estimação, indústria agroalimentar 4.0 na região do Douro, Plano de hospitalidade turística em Tomar. Tem tudo a ver umas coisas com as outras, dependendo da vertente de análise.
    O futuro dirá o que vai nascer de mais esta despesa, cujo documento contratual obriga a entidade contratada a manter um rigoroso sigilo, tanto sobre a documentação a recolher como sobre os projectos a fornecer. Estranho. Muito estranho mesmo.
    Para já, tudo indica portanto que estamos perante mais um negócio sério. Mas sucedeu o mesmo com aquele caso das golas antifogo que afinal eram inflamáveis. Coisa da política.
    Aguardemos.

    • O seu comentário fez-me pensar naquela empresa alemã que pretendia vender a um determinado cliente uma máquina para fazer chouriços. Dizia o habilidoso vendedor que bastava meter um porco por um lado e depois recolher os chouriços na outra extremidade. -Então e se eu não gostar dos chouriços?, lançou o potencial cliente.
      -Não tem qualquer problema, respondeu o vendedor, logo acrescentando -Torna a colocar os chouriços na máquina, aguarda a finalização do processo e finalmente recolhe o porco vivo.
      Tenho a vaga impressão que há neste caso do Plano de hospitalidade turística algo do mesmo género. Oxalá me engane.

  4. Uma jovem empresa unipessoal sediada em Braga, com um vasto campo de actividade, contratada pela câmara, por 50 mil euros, para fornecer um “Plano de hospitalidade turística” para Tomar?
    Apesar de solicitado, não faço qualquer comentário, pois os factos parecem-me assaz eloquentes.

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