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Câmara cria Ninho de Empresas a 12 quilómetros de Tomar

Ninho de empresas de Tomar

A antiga escola primária da Charneca da Peralva, na freguesia de Paialvo, vai acolher o “Ninho de Empresas de Tomar”, conforme aprovado pela câmara na penúltima reunião.

E isto acontece porque apareceu um empresário interessado em instalar-se ali, conforme relatou o vice-presidente da câmara. A identidade da firma não foi revelada, mas adiantou o autarca que não se trata de uma empresa nova.

Não deixa de ser no mínimo inovador que a autarquia crie um Ninho de Empresas a 12 quilómetros da cidade, num espaço rural, ao contrário do que fez Torres Novas, Abrantes e outras localidades. Vários anos à frente, estes municípios recuperaram edifícios antigos na cidade e criaram espaços para instalação de novas empresas, as chamadas startups. Até Vila Nova da Barquinha o fez, dispondo atualmente de um espaço, já esgotado, com mais de uma dezena de empresas no centro da vila. Em Santarém, a Startup instalada na antiga Escola Prática da Cavalaria, já acolhe mais de 50 empresas. As imagens falam por si e são reveladoras da forma como as diferentes autarquias acolhem e estimulam os investimentos e apoiam os empreendedores.

Em Tomar, a câmara aproveitou o interesse de um empresário e foi criar um Ninho de Empresas a 12 quilómetros da cidade e com capacidade para acolher apenas três empresas. Seria cómico se não fosse trágico.

JG

Startup de Torres Novas

 

Tagusvalley em Abrantes

 

Espaço Empresarial de Vila Nova da Barquinha

 

Startup de Santarém
Startup de Ourém

 

Ninho de empresas de Tomar localizado na Charneca da Peralva

Escrita por José Gaio

Comentários

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  1. Caro José Gaio,

    Sinceramente não vejo grande interesse nestes ninhos de empresas, acho que isto cria muito pouco emprego. Quantas destas empresas criam empregos a mais do que 3 pessoas? ??!!!! Deverão de ser muito poucas… E se calhar muitas nem são viáveis, se calhar muitas nem faturam para pagar a renda, electricidade, água é internet, e é a Câmara a financiá-las!!!! Quantas delas têm a segurança social em dia? Será que vale a pena??? Os Tomarenses querem é empresas com 10,15, 30, 100+, postos de trabalho, de preferência adequados a pessoas com baixas qualificações. Operários qualificados safam -se sempre, e uma casa constrói-se a partir dos alicerces, o trabalho qualificado deve ser um desenvolvimento natural do trabalho não qualificado. Eu enquanto Português estou farto de ver desperdiçar dinheiro em startups, em formação que nunca é utilizada, e outras porcarias. Parabéns por este seu projecto ‘Tomar na Rede’.
    Cumprimentos.

  2. Este “ninho” não passa de uma formalidade para marcar presença. De facto está câmara do PS tal como as anteriores do PSD nunca quiseram empresas de tipo industrial. Hotelaria, restauração e cafés são o que se pretende. E parece que a grande maioria dos tomarenses está de acordo, com os resultados á vista de quem os quer ver.

  3. Originalidade tipo PS.
    Um ninho para incubar empresa(s) que já existe, a 12 km da cidade, rodeado dos necessários Serviços que ficam assim acessíveis,…
    Qualquer busca na internet evidencia que isto não é ninho nem incubadora…é aborto..

  4. Caro Hélder Silva,

    Qual a sua experiência com incubadoras de empresas, espaços de coworking ou startups para dizer essas baboseiras?
    Ignorando as questões com o tamanho e qualidade do espaço (ou falta dela), distância e tudo mais, Tomar já devia ter desde sempre algum tipo de espaço + todo um conjunto de serviços de apoio montados para apoiar possíveis projectos para que cresçam e se fixem na região. Sei que uma boa parte destes não sobrevive e até pode custar dinheiro camarário mas e o impacto dos casos positivos?

    Veja-se o caso da incubadora IPN em Coimbra, que já ajudou mais de 300 empresas desde os anos 90. Só a título de exemplo, sairam de lá Critical Software (que hoje tem escritório em Tomar), Feedzai (que vale 500 milhões de € actualmente) e Wit Software (que emprega centenas de pessoas agora). Quão bom não era um cenário do género na região?

    Agora o problema óbvio que está a escapar é a capacidade da região para captar e formar jovens com qualidade e vontade para empreender coisas desse género. As incubadoras com sucesso costumam ter ao redor grandes universidades com imensa massa crítica (por exemplo doutorados e docentes), o que não é o caso da região. Haverá qualidade no IPT para formar para estes voos?

    • @H.S.: você agora fez-me rir. Eu não tenho a experiência que você refere mas tenho alguma experiência de vida que me permite concluir que este não é o caminho. Você só refere empresas de I.T. e eu pergunto-lhe: Em 100 pessoas quantas têm capacidade para trabalharem na indústria das tecnologias da informação? Quantas pessoas têm capacidade para trabalharem como programadores? Para aí uns 5, atiro eu. Você acredita que é possível criar engenheiros e programadores á pressão???!!!! Você acredita que basta abrir politécnicos para garantir o desenvolvimento? Um mestrado ou doutoramento do I.P.T tem tanto valor como um da U.C.? Não me faça rir…

      Você repare que o turismo, com mão de obra pouco qualificada, é a nossa maior indústria exportadora, penso que ande por 10% do PIB, não é o I.T.!!!! Nem as tecnológicas.
      Eu acho importante haver um centro de desenvolvimento de ideias na Universidade de Coimbra porque lá há massa citíca para isso, mas não em Tomar, na barquinha, Ourém, Entroncamento, etc…,etc…porque o dinheiro é desperdiçado. Aquilo que eu defendo era um sistema á Americana em que se aparecessem boas ideias em Tomar as pessoas pudessem ir ter com buisness angels que avaliassém a viabilidade do projecto e dessem apoio financeiro e de orientação a troco de uma percentagem do negócio. Se o negócio for muito bom, como essa Feedzai, e se for preciso mais dinheiro para expandir entrem em bolsa que é para isso que ela serve.

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