
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Em 2020, a Sopa da Pedra e as Caralhotas de Almeirim (pão pequeno cozido no forno a lenha) conquistaram o selo de certificação em Portugal. Agora o objetivo é conseguir a certificação europeia da Sopa da Pedra.
Todos os anos ali são vendidas mais de um milhão de refeições onde a Sopa da Pedra é o prato principal.
Trata-se de uma sopa chamada “de entulho”, “que enche” feita com uma base de feijão e batata, a que se acrescentam vários enchidos e carnes.
A TVI emitiu no fim de semana uma reportagem sobre a Sopa da Pedra, as suas particularidades, a certificação e a sua importância para a economia local.
No dia 11 foi a vez do programa “Praça da Alegria” (RTP) destacar a típica gastronomia de Almeirim.
Exacto! Tratem de certificar e bem!
Tenho três histórias a propósito.
A maior barretada que levei a comprar móveis, há muitos anos, foi quando os resolvi adquirir em Paços de Ferreira.
Aldrabice pegada. Comprei e paguei uns e entregaram-me outros.
A pior alheira quer eu e a minha família comemos foi em Mirandela. Aquilo era óleo e mais óleo, batatas “fritas” moles e frias. Uma porcaria.
A melhor sopa da pedra que comi foi em Tomar, num restaurante atrás do liceu.
A pior – para esquecer mesmo – foi em Almeirim. Aquilo era só batata com um vago sabor às carnes e, lá está, com o respectivo calhau no fundo.
Mas nada que devamos estranhar. Ao fim e ao cabo a Sopa da Pedra também tem origem numa chico-esperdice.
Só que agora, os papalvos, apanhados até com a certificação universal (coisa que corresponde à pedra), somos nós.