O Estabelecimento Prisional Militar (EPM) de Tomar, anteriormente conhecido como Presídio Militar de Tomar, dispõe agora de uma cela disciplinar, a famosa “solitária” onde os presos ficam isolados dos restantes reclusos.
Segundo um contrato publicado no portal Base a 17 de agosto, o presídio fez um contrato para construção de cela disciplinar no EPM com a empresa Obrimofer – Construções Unipessoal, Lda, com sede em Torres Novas.
A obra custou 61.992,39 euros + IVA e demorou cerca de quatro meses a ficar concluída.
Apesar de só agora ser publicado, o contrato com a empresa construtora já foi assinado no dia 1 de outubro de 2025.
O internamento em cela disciplinar é uma medida punitiva aplicada a reclusos que cometem infrações graves no interior de um estabelecimento prisional.
Numa visita efetuada há cerca de 10 anos, o Provedor de Justiça escreveu no seu relatório que a prisão de Tomar “tem boas condições de reclusão”.
“As celas têm as dimensões adequadas existindo espaço suficiente para o mobiliário, o gradeamento é constituído por barras verticais estando garantida a segurança dos reclusos, tem cortinas para proporcionar alguma privacidade, presença dos botões de campainhas que permitem alertar os guardas para a necessidade de assistência”, lê-se no relatório da visita que pode ser consultado aqui.


1 comentário
É estranho é os prisioneiros serem obrigados a partilhar a cela com outras pessoas.
É polémico, mesmo lá, mas na Alemanha os prisioneiros até têm a chave da sua cela, sim mesmo os prisioneiros considerados mais perigosos. A lógica é incutir algum nível de responsabilidade individual pelo seu espaço. E não, não podem sair do estabelecimento prisional em si sem a devida autorização, só da cela individual.