Um cidadão atento e vigilante enviou-nos uma série de fotografias que retratam situações de estacionamento ilegal em Tomar.
Continua a ser uma realidade frequente em vários pontos da cidade, onde são recorrentes as situações de veículos estacionados sobre passeios, passadeiras, zonas de visibilidade reduzida e outros locais onde a lei proíbe expressamente o estacionamento.
Apesar de se tratar de uma infração prevista no Código da Estrada, a repetição destes comportamentos por parte de alguns condutores demonstra que o problema persiste e tem impacto direto na segurança rodoviária e na qualidade de vida dos cidadãos.
Em diversos locais da cidade, é possível encontrar automóveis parcialmente ou totalmente estacionados sobre os passeios, obrigando peões a circular pela faixa de rodagem. Esta situação torna-se particularmente grave para pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeiras de rodas, idosos, pais com carrinhos de bebé e cidadãos com deficiência visual, para quem um passeio obstruído representa um obstáculo que pode colocar em risco a sua segurança.
Outro dos problemas mais frequentes verifica-se junto das passadeiras. O estacionamento demasiado próximo destes locais reduz significativamente a visibilidade entre condutores e peões, aumentando o risco de atropelamento. Embora as passadeiras existam precisamente para proporcionar uma travessia segura, a sua eficácia fica comprometida quando a visibilidade é condicionada por veículos estacionados em incumprimento da legislação.
Também não são raros os casos de estacionamento em curvas, cruzamentos, zonas de carga e descarga, entradas de garagens ou outros espaços onde a sinalização vertical e horizontal proíbe claramente o estacionamento. Para além de dificultarem a circulação automóvel, estas infrações prejudicam o acesso de veículos de emergência e comprometem a fluidez do trânsito.
Mais do que uma questão de civismo, o estacionamento ilegal constitui um problema de segurança pública. Cada passeio ocupado por um automóvel obriga um peão a expor-se ao trânsito. Cada passadeira sem visibilidade representa um risco acrescido para quem atravessa a via. E cada veículo estacionado em local proibido pode atrasar uma intervenção de emergência ou dificultar a circulação em zonas urbanas já de si condicionadas.
Ficam os alertas.
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