O empresário Fernando Jorge, do grupo Caçabrava, partilhou no Facebook um vídeo do último assalto de que foi alvo a sua loja agrícola, situada na Asseiceira, no concelho de Tomar.
“Quero partilhar com o meu grupo de amigos a violência praticada neste último assalto. Com tanta imagem pode ser que alguém identifique o bandido”, refere indignado o empresário.
Nas imagens vê-se um homem de luvas e com um capuz a entrar no armazém da loja e a ligar um empilhador, veículo com o qual arrombou a divisória do escritório. Neste espaço, vasculhou várias gavetas naturalmente à procura de dinheiro e de objetos de valor.
O vídeo regista a hora do assalto: faltavam cerca de 10 minutos para as 2 da manhã desta quarta feira, dia 3 de dezembro. A ver pelas imagens, suspeita-se que o autor do assalto conheça as instalações.
Exatamente há cerca de um ano, a moradia do empresário de Santa Cita foi assaltada, tendo sido furtadas joias e dinheiro no valor de centenas de milhares de euros. O conteúdo de dois cofres, um com dinheiro e outro com joias com grande valor estimativo, desapareceu.
“Fui alvo de mais um assalto no espaço de um ano. Estamos no país de insegurança social, contrariamente o que dizem os nossos políticos que vivemos num dos países mais seguros da Europa. Sinto-me muito triste e inseguro”, desabafa Fernando Jorge.
PJ investiga assalto milionário a moradia de empresário em Santa Cita



1 comentário
Depois de mais um assalto na nossa zona, torna-se impossível não tirar conclusões que há muito batem à porta, mas que teimam em não ser ouvidas. A verdade é simples: a lei, tal como está, falha rotundamente na proteção dos cidadãos. Falha porque é branda, falha porque é lenta, falha porque permite que quem comete crimes circule livremente enquanto as vítimas ficam com o prejuízo, o medo e a sensação amarga de abandono…
Os tribunais, atolados em processos que se arrastam meses e até décadas, acabam por ser a prova viva de um sistema incapaz de dar resposta em tempo útil. E um sistema de justiça que tarda é, na prática, um sistema que falha…
As forças policiais, que deveriam ser a primeira linha de defesa, trabalham muitas vezes sem meios, sem efetivos suficientes e sem a remuneração condizente com a responsabilidade que carregam. É impossível esperar resultados de excelência quando lhes falta o básico. Portugal precisa urgentemente de dobrar, ou quase dobrar, o número de agentes no terreno treinados, equipados e valorizados para que possamos falar verdadeiramente da nossa segurança pública.
O país está a saque em várias frentes. A criminalidade cresce, a impunidade instala-se e os governantes continuam a tapar o sol com a peneira, repetindo discursos tranquilizadores que já ninguém acredita. A distância entre o que dizem e o que os cidadãos vivem no dia a dia nunca foi tão grande.
Se nada mudar de forma séria e estrutural, não serão apenas os nossos filhos, mas sobretudo os nossos netos, a pagar uma fatura pesadíssima. Uma fatura de insegurança, medo e perda de qualidade de vida…
Portugal continua a ser anunciado como um país seguro. Mas, para quem vive a realidade e não os discursos, essa segurança já está longe de ser garantida…Cada um que se defenda como pode, infelizmente vai ser assim em termos futuros!!!