O soldado Pedro Alexandre Girão Gonçalves, de 22 anos, do Regimento de Engenharia de Tancos, morreu esta sexta-feira na A1, junto à área de serviço da Mealhada, depois de ter parado, juntamente com o camarada Francisco José Abrantes Oliveira, para prestar auxílio a um camionista imobilizado na autoestrada.
A morte dos dois militares foi notícia a nível nacional e deixou as famílias e amigos em choque. Entre as mensagens de despedida destaque para a do irmão gémeo de Pedro, João Gonçalves, de Torres Novas, que o recordou como alguém que “sempre fez tudo por todos e só depois pensa nele próprio”.
“Perdi tudo. O meu irmão era tudo para mim, a minha motivação para continuar a ser melhor a cada dia que passa para tentar ser um exemplo a seguir, o motivo de querer acordar no dia a seguir, o motivo para chegar a casa, o motivo para continuar a ser feliz mesmo quando tudo está mal…”, escreveu João.
Pedro morreu atropelado quando, com o seu camarada, ajudava um camionista em cujo veículo rebentou um pneu. Este gesto solidário é realçado pelo seu irmão: “Não morreste em vão, mostraste ao mundo inteiro quem realmente eras, mostraste ao mundo inteiro que ainda se ajuda o próximo sem esperar nada em troca”.
“Hoje de manhã fui ao quarto dele para ouvir música ou meter-me com ele como faço sempre e não estava lá… amo-te muito mano, olha por mim…”, conclui João.
Também o pai de Francisco José Abrantes Oliveira, o outro militar que morreu no local, deixou uma emotiva mensagem de despedida ao filho.
“Partiste fisicamente a fazer o que mais gostavas: ‘a servir Portugal’. Estavas a fazer o que sabias fazer de melhor: ‘ajudar o próximo’”, escreveu.
“Obrigado pelo homem que te tornaste, que nos enchias de orgulho. Ficou tanto por dizer e por conversar. Quanto aos projetos que tinhas, irei concretizá-los junto contigo no meu coração, pois só partiste fisicamente e vais continuar aqui no nosso cantinho.”
“Até já, meu amor, meu ‘Kikinho’.”


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