Sob o pretexto de apoiar uma causa social em S. Tomé, a Associação Mionga solicitou um subsídio à Câmara Municipal de Tomar. Os vereadores aprovaram o apoio na convicção de que se tratava de uma iniciativa legítima de solidariedade e cooperação.
Contudo, surgiram questões sobre a finalidade efetiva desse apoio, nomeadamente quanto à possibilidade de o montante atribuído ter servido para financiar a deslocação da vereadora do PS, Filipa Fernandes, a S. Tomé.
A confirmar-se esta situação, importa esclarecer de que forma foi utilizado o dinheiro público e qual o papel de Filipa Fernandes neste processo. Uma causa social, por mais meritória que seja, não pode ser utilizada de forma a suscitar dúvidas sobre a transparência e a finalidade dos apoios concedidos.
A aprovação de um subsídio pelos órgãos municipais, com base na informação que lhes foi apresentada, não dispensa os responsáveis diretamente envolvidos de prestarem os esclarecimentos necessários sobre a utilização efetiva das verbas. A responsabilidade pela transparência exige que sejam clarificados os contornos desta situação, sem especulações, mas também sem omissões.
Filipa Fernandes, enquanto titular de um cargo político e defensora da transparência na vida pública, deve esclarecer se beneficiou, direta ou indiretamente, deste apoio e em que condições ocorreu a sua deslocação a S. Tomé.
Ainda mais, quando há uns anos surgiu a suspeita do pagamento de propinas através do orçamento camarário numa universidade onde a autarca frequentava uma pós-graduação.
Os munícipes têm o direito de conhecer a verdade sobre a aplicação dos dinheiros públicos. A solidariedade e a cooperação merecem respeito e credibilidade, e é precisamente por isso que qualquer dúvida sobre a utilização de verbas destinadas a uma causa social deve ser esclarecida com rigor, transparência e sentido de responsabilidade.





4 comentários
O aspeto do Mouchão é simplesmente deplorável.
Onde anda o jornalismo Tomarense?
Limpeza, zero.
Raízes das árvores por retirar, seis meses depois e ainda não houve tempo.
O importante é pilaretes.
Haja coragem da parte dos detratores do anterior executivo camarário e façam o vosso trabalho jornalístico com isenção.
Parece uma cidade abandonada.
Os Tomarenses votantes neste actual elenco camarário, têm o que merecem, os outros sentem o que eu sinto.
Dois pesos e duas medidas.
Tomar na rede está de férias?
Infelizmente não é só no Mouchão. A vergonha da falta de profissionalismo alastra a toda a cidade. Os jardineiros são inacreditavelmente incompetentes, piores ainda os que mandam neles. É melhor se calhar arranjar umas cabras que fazem melhor serviço, cortam as relvas, comem as plantas dos canteiros e calçadas, e até comem alguns dos lixos. Lixo então é por toda a parte. Parece que só há limpezas ali na Praça da República e Corredoura. Dezenas e dezenas de árvores ainda caídas. Aquela tristeza do jardim lá no Flecheiro é demasiado má para acreditar. Nem luzes tem, quase todas as árvores mortas, detritos e areia ainda dos dois últimos invernos. Se calhar para ter um cargo municipal, o que é preciso é ser o pior para trabalhar ou o mais incompetente possível.
Tambem é importante esclarecer que este artigo foi escrito porque FF pertence a outra cor politica,e mais não digo.
Bem ou não o que é certo é que onde há fumo há fogo. Não precisamos de mais um “Socrates “.
Em relação ao estado da cidade é verdade que ha muito a dizer, mas seria muito mais útil redigir um texto acerca do assunto que certamente o tomarnarede.pt iria publicar e não fazer sobre isso sem nada ter a haver com a notícia de base so para desvalorizar mais uma trafulhice.