Faltavam 10 minutos para a abertura da repartição de finanças de Tomar e já mais de 20 pessoas faziam fila para serem atendidas. Foi este o cenário que encontrámos nesta sexta feira, dia 29, nas instalações na rua Everard (Levada).
O mesmo problema tem acontecido nos serviços da segurança social na av. Ângela Tamagnini.
Alguns utentes destes serviços públicos têm-se queixado da qualidade do serviço que deixa muito a desejar.
Do lado dos funcionários, os sindicatos e ordens profissionais concordam que os prazos nas repartições de Finanças e nas conservatórias estão a piorar, à medida que a falta de recursos humanos se agrava.
Os representantes dos trabalhadores já alertaram para o caos que se poderá viver no verão.
No caso da repartição de finanças de Tomar há relatos de que não aceitam dinheiro ao balcão para quem queira pagar impostos, encaminhando os contribuintes para o multibanco, enquanto no Entroncamento aceitam os pagamentos ao balcão.
Outro problema é o atendimento. Da parte da manhã funciona o sistema de senhas, mas com um número limitado. Há contribuintes que chegam a meio da manhã e já não têm senhas.
Da parte da tarde o serviço só funciona com marcações e, mesmo que não haja qualquer cidadão na repartição, os funcionários recusam-se a atender quem não tenha feito marcação prévia.
Provedor de Justiça critica atendimento nos serviços públicos
Num relatório de outubro de 2025, a Provedoria de Justiça arrasa o atendimento aos cidadãos nos serviços públicos de seis organismos do Estado, entre os quais, a Autoridade Tributária (AT), a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ou o Instituto da Segurança Social (ISS).
Alguns dos problemas detetados passam por tempos de espera excessivos, falhas nas marcações presenciais, falta de recursos humanos adequados, atendimento em língua estrangeira, instalações deficitárias e barreiras arquitetónicas.



